Quénia suspende construção de centro de quarentena do Ébola

O projeto destinado aos americanos gera polêmica judicial e protestos locais que deixaram pessoas mortas.

Suspensão ordenada pelo Governo

O Ministério da Saúde do Quénia ordenou a suspensão da construção de um centro de quarentena do Ébola para cidadãos dos EUA. A decisão do ministro Aden Duale veio um dia depois de um tribunal o ter considerado por desrespeito por permitir a continuação do projecto, apesar de uma ordem judicial anterior exigir a sua paralisação.

O tribunal havia solicitado a paralisação das obras enquanto uma ação movida por organizações de direitos civis e constitucionais é resolvida.

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Reações e contexto local

O centro foi concebido para receber americanos expostos ao Ébola no estrangeiro, evitando o seu repatriamento direto para os Estados Unidos. Os protestos na comunidade local têm sido intensos e deixaram pessoas mortas nas últimas semanas, embora os números oficiais não estejam disponíveis.

O caso reflecte as tensões entre as decisões do Executivo e do poder judicial no Quénia, bem como a inquietação dos cidadãos em relação a projectos que consideram impostos do exterior.

Ataque a escola no Irão: quatro meses sem respostas

Um ataque destruiu uma escola em Minab; A comunidade espera por respostas.

Mais de quatro meses se passaram desde que um míssil atingiu uma escola primária na cidade iraniana de Minab. O incidente, ocorrido no contexto da guerra entre os Estados Unidos e o Irão, seria o incidente mais grave contra civis no conflito. A maioria das vítimas eram menores de idade e ainda não há número oficial de mortos.

De acordo com uma investigação da Associated Press, os militares dos EUA souberam quase imediatamente que o alvo alcançado incluía uma instalação educacional. No entanto, a administração de Donald Trump não assumiu publicamente a responsabilidade pelo ataque.

Investigação em andamento

As autoridades locais continuam investigando o que aconteceu. A falta de dados precisos sobre o número de vítimas e a ausência de uma posição oficial de Washington geraram incerteza entre os habitantes de Minab.

A comunidade enfrenta um estado de preocupação e exige transparência. Entretanto, as organizações internacionais têm apelado ao esclarecimento dos factos e a evitar que se repitam este tipo de acontecimentos que afectam a população civil.

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Sudão: comandantes acusados ​​de crimes contra a humanidade

A Amnistia Internacional acusa altos comandantes das FAR de atrocidades em Darfur.

Amnistia Internacional apresenta relatório

A Amnistia Internacional nomeou três comandantes superiores das Forças de Apoio Rápido (FAR) como alegadamente responsáveis por crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos durante o cerco à cidade de el-Fasher, no norte de Darfur, em Outubro de 2025.

O relatório, apresentado em Nairobi, documenta homicídios, tortura, agressões sexuais, escravatura sexual, transferências forçadas e actos de perseguição contra a população civil. A organização sustenta que estes atos constituem uma campanha de limpeza étnica. As provas incluem vídeos que mostram privação de vida e tortura atribuídas aos comandantes do grupo paramilitar.

A crise humanitária em Darfur

As FAR controlam grandes áreas de Darfur desde o início do conflito armado no Sudão, em Abril de 2023. A ofensiva em el-Fasher deixou centenas de civis mortos e milhares de deslocados. Organizações humanitárias alertaram sobre a falta de acesso a alimentos, água e cuidados médicos na região.

A Amnistia Internacional apela à comunidade internacional para investigar e punir os responsáveis. Até agora, as reacções diplomáticas têm sido divididas, com apelos à responsabilização, mas sem acções concretas. A ONU e a União Africana manifestaram preocupação, mas o Conselho de Segurança ainda não tomou medidas vinculativas.

O relatório sublinha a urgência de proteger os civis e de quebrar o ciclo de impunidade em Darfur.

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29 cidadãos da Venezuela chegam à AIFA após terremotos

29 mexicanos chegaram à AIFA após terremotos na Venezuela. O SRE coordenou o retorno.

Um voo da Viva Aerobús procedente de Maiquetía, na Venezuela, pousou nesta quarta-feira no Aeroporto Internacional Felipe Ángeles (AIFA) com 29 cidadãos mexicanos a bordo. O Ministério das Relações Exteriores (SRE) informou que todos estão bem e em breve estarão reunidos com suas famílias.

Cooperação diplomática

A transferência foi possível graças à colaboração entre a embaixada da Venezuela no México e a embaixada do México na Venezuela. A SRE, chefiada por Roberto Velasco, explicou que a representação em Caracas mantém contacto permanente com a comunidade mexicana e continua a atender casos de assistência consular.

Os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorridos no dia 24 de junho na Venezuela motivaram a mobilização. O Itamaraty informou que também orienta quem deseja sair do país sobre as rotas comerciais disponíveis. Em comunicado, reiterou a sua solidariedade ao povo venezuelano nestes tempos difíceis.

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