Julieta Venegas dá um show intimista sem La Niña Futbolista

Sem o hit ‘La Niña Futbolista’, Julieta Venegas ofereceu um show cheio de convidados e nostalgia.

Julieta Venegas se apresentou no Auditório Nacional da Cidade do México com uma trajetória musical ao longo de sua carreira. A grande ausente da noite foi La Niña Futbolista, música que a cantora deixou de fora do repertório após sua recepção fria em apresentações anteriores.

Um cenário que simula uma casa

O tijuano optou por uma proposta cênica diferente: uma espécie de pirâmide com cartões postais visuais. Na parte superior, uma sala com roupas penduradas; descendo as escadas, uma sala de jantar; e mais abaixo, uma poltrona. Assim ele abriu sua “sala” para as 10 mil pessoas que lotaram o local.

“Cidade do México, que maravilhoso estar aqui esta noite, você não sabe o quanto estamos felizes por estar aqui com você, por voltar ao Auditório Nacional. Já faz muito tempo que não viemos aqui”, disse ele após suas primeiras músicas.

Convidados e reflexões

David Aguilar foi o primeiro convidado, com quem interpretou Caprices of Chance. Venegas também aproveitou a oportunidade para refletir sobre a amizade antes de cantar Amigas com Girl Ultra.

“Quando o amor acaba é muito triste… mas acho que é mais difícil e inesperado quando uma amizade termina. Acho que às vezes esquecemos porque pensamos que isso não vai acontecer e às vezes acontece”, explicou ele.

Temas como Nostalgia, Adeus e Tenho que te contar foram apresentados na sala de sua “casa”, em um ambiente intimista.

RelacionadoJulieta Venegas desativa comentários por críticas a ‘The Soccer Girl’

Homenagem a Tijuana e aos clássicos

A cantora saiu à beira do palco para dedicar Legends of Tijuana e Esquina del Mar à sua cidade natal.

“Esta é uma homenagem à minha Tijuana. Como qualquer fronteira, tem muitos palcos, histórias, pessoas que atravessam… Não me importa o que dizem da minha terra, adoro aquela cidade”, disse ele.

Depois vieram Volver a ti com Belafonte Sensacional, uma versão intimista de Lento ao piano, e Te Felicito, dedicado ao pai. Não vou me apaixonar de novo por Juan Gabriel fez o público se levantar.

Fecho com fecho dourado

Majo Aguilar juntou-se ao Andar With Me, como uma passagem de bastão entre gerações. A noite terminou com Você é para mim, Estou saindo e Limón y Sal, pouco antes das 22h30.

Clive Davis, o grande descobridor das estrelas musicais, morre aos 94 anos

Clive Davis, lendário executivo musical que descobriu Whitney Houston e Santana, morre.

Clive Davis, o advogado que se tornou um dos executivos mais influentes da música, morreu aos 94 anos em seu apartamento em Manhattan. Sua família confirmou a notícia. Semanas antes ele havia sido hospitalizado por um problema respiratório.

“Para o mundo, nosso pai era a lenda icônica da música cuja visão, instintos e busca incansável pela excelência moldaram a trilha sonora de inúmeras vidas”, disse sua assessora de imprensa, Aliza Rabinoff, em comunicado à família.

O olho para o talento

Davis lançou ou ressuscitou as carreiras de estrelas como Janis Joplin, Whitney Houston, Carlos Santana e Alicia Keys. Ele assinou com Houston quando era adolescente e a transformou na princesa do pop. Ele também lançou Keys e concebeu o álbum de Santana, ganhador de oito Grammys, Supernatural. Ele fez com que Rod Stewart passasse do rock para os padrões do Great American Songbook.

Artistas como Carlos Santana o chamavam de “visionário”. Michael Bublé disse que “acreditava nas pessoas e nos seus sonhos”. Patti Smith agradeceu-lhe por meio século de “amor e apoio”.

Nascido em 4 de abril de 1932 no Brooklyn, filho de um eletricista, estudou Direito na Universidade de Nova York e em Harvard. Ele ingressou na Columbia Records como advogado e em 1967 foi presidente. Ele se arriscou com artistas negros, assinando com a Philadelphia International Records em 1971.

Em seus últimos anos, ele administrou as carreiras de Barry Manilow, Carrie Underwood e Kelly Clarkson. Ele deixa quatro filhos, oito netos, dois bisnetos, seu primo e sua companheira.

Continuar lendo

México 86: as músicas que fizeram o planeta vibrar

Vinis que hoje valem milhares de pesos e temas que uniram o mundo.

40 anos depois da Copa do Mundo de 86 no México, a música que acompanhou o evento esportivo ainda está viva nos vinis e nas memórias. Algumas dessas músicas, hoje consideradas raridades, são vendidas por mais de mil pesos nas redes sociais. Felizmente, o YouTube permite revivê-los.

As melodias que deram ritmo à Copa do Mundo

A organização convocou um concurso para escolha do tema oficial. O Grupo Copal venceu com “Bienvenidos”, uma fusão de pop e folclore que promoveu a fraternidade. A carta dizia:

“A porta está aberta, a alma está pronta”

Houve uma versão em inglês interpretada por Joe Hood, que nunca mais gravou.

O chileno Juan Carlos Abara compôs “México 86”. A frase “o mundo unido por uma bola” tornou-se emblemática. Emilio Azcárraga rejeitou a primeira versão por falta de emoção, necessária após o terremoto de 1985. Abara então escreveu:

“A minha terra vestida de história e tradição oferece o seu coração orgulhoso a quem a ama”

O mascote do Piqué, uma pimenta jalapeño com chapéu, teve uma temática própria. As crianças repetiram:

“O objetivo é a alegria da Copa do Mundo de 86, a confiança no esporte que é o meu México”

O disco de 45 rpm foi vendido nas bancas como Disco Poster.

“Siquitibum (Ao ritmo da Copa do Mundo)” de Nacho Golacho aproveitou o apoio popular. A música incluía uma jovem chamada Mar Castro, que cortou a camisa e se tornou viral. Nacho Golacho ofereceu shows em vários pontos da Cidade do México.

Por fim, “Adelante México” foi interpretada por jogadores da Seleção Mexicana. Entre eles, Javier Aguirre, Javier Hernández (pai de Chicharito), Carlos Hermosillo, Miguel España, Tomás Boy e Fernando Quirarte. A música dizia:

“O time tricolor tem muita coragem e vai mostrar isso em campo”

Diz-se que só Carlos de los Cobos afinou. Depois de vencer a Bulgária nas oitavas de final, a Televisa divulgou um vídeo promocional. O álbum trazia “The Green Wave” no lado B, também cantada pela equipe.

Continuar lendo

Prada reinventa o jeans de couro para a próxima temporada

Prada opta pelo jeans reinventado em couro e tecidos técnicos para sua nova coleção.

Miuccia Prada e Raf Simons mais uma vez desafiaram as convenções. Na Milan Fashion Week apresentaram uma coleção que toma o jeans como ponto de partida, mas o transforma em couro e tecidos técnicos. O objetivo: criar um uniforme para a rua, não apenas para os corredores da moda.

“Às vezes você simplesmente percebe que precisa de uma boa massa pomodoro”, disse Simons antes do show, referindo-se a esse alimento básico italiano.

A coleção

Casacos justos e curtos, calças de cinco bolsos, blazers intemporais e blusões de pele. Esse é o novo uniforme da Prada para a próxima primavera e verão. Embora a inspiração tenha sido o jeans, a estilista confessou que nunca usou um par na vida. Simons, por sua vez, reconheceu que só recentemente voltou a esse clássico, depois de duas décadas usando calças de lã o ano todo.

A maioria dos looks foi realizada em couro macio e luxuoso, em monocromos de branco antigo, cinza, bordô ou turquesa. Ao ritmo de riffs de guitarra rock, surgiram alguns looks em tecido técnico branco quase transparente, ideal para a recente onda de calor na Europa. Apenas alguns looks finais usaram jeans autênticos.

Peças universais, segundo a Prada, que buscaram evitar o “design inútil” que, segundo ela, é “muito do que há” em outras passarelas. Simons explicou que queriam reconectar a moda com a forma como as pessoas realmente se vestem: “Algumas das ideias mais fortes vieram das ruas, não de marcas de luxo”.

Os convidados de luxo incluíram Anthony Edwards, Troye Sivan, o grupo ENHYPEN e Louis Partridge. Multidões de fãs suportaram o calor para vê-los. A coleção, com muito branco, aposta na paz e na esperança, quebrando a percepção do luxo típico da alta costura.

Continuar lendo