Clive Davis, o advogado que se tornou um dos executivos mais influentes da música, morreu aos 94 anos em seu apartamento em Manhattan. Sua família confirmou a notícia. Semanas antes ele havia sido hospitalizado por um problema respiratório.
“Para o mundo, nosso pai era a lenda icônica da música cuja visão, instintos e busca incansável pela excelência moldaram a trilha sonora de inúmeras vidas”, disse sua assessora de imprensa, Aliza Rabinoff, em comunicado à família.
O olho para o talento
Davis lançou ou ressuscitou as carreiras de estrelas como Janis Joplin, Whitney Houston, Carlos Santana e Alicia Keys. Ele assinou com Houston quando era adolescente e a transformou na princesa do pop. Ele também lançou Keys e concebeu o álbum de Santana, ganhador de oito Grammys, Supernatural. Ele fez com que Rod Stewart passasse do rock para os padrões do Great American Songbook.
Artistas como Carlos Santana o chamavam de “visionário”. Michael Bublé disse que “acreditava nas pessoas e nos seus sonhos”. Patti Smith agradeceu-lhe por meio século de “amor e apoio”.
Nascido em 4 de abril de 1932 no Brooklyn, filho de um eletricista, estudou Direito na Universidade de Nova York e em Harvard. Ele ingressou na Columbia Records como advogado e em 1967 foi presidente. Ele se arriscou com artistas negros, assinando com a Philadelphia International Records em 1971.
Em seus últimos anos, ele administrou as carreiras de Barry Manilow, Carrie Underwood e Kelly Clarkson. Ele deixa quatro filhos, oito netos, dois bisnetos, seu primo e sua companheira.




