Um vilão de cinema que perdeu sua última batalha
Julian McMahon, o ator australiano que nos fez odiá-lo magistralmente como Doutor Destino em Quarteto Fantástico (e sua sequência, porque Hollywood adora repetir fórmulas), morreu aos 56 anos. Sim, o mesmo cara que também encantou as bruxas em Charmed e cortou rostos em Nip/Tuck decidiu ir embora sem pedir permissão. O culpado? Câncer, aquele vilão recorrente que nunca consegue o que merece nos créditos finais.
De acordo com depoimento de sua esposa, Kelly McMahon (que, aliás, parece o nome de um spin-off de sua série), o ator morreu “pacificamente”. Claro, porque se há uma coisa que o câncer sabe fazer bem – além de arruinar os planos – é fingir ser um convidado educado. “Julian amava a vida”, diz o texto. E a vida, como uma novela barata, respondeu com uma reviravolta inesperada.
De herói de mesa a vilão de culto
McMahon não era apenas o mal favorito dos quadrinhos adaptados; Ele também foi o galã que resolveu crimes em Profiler e o cirurgião plástico mais dramático da televisão em Nip/Tuck. O que mais eles queriam? Que ele cantou ópera enquanto salvava gatinhos? Ah, espere… isso poderia ter sido um spin-off inexplorado.
Seu papel como Victor Von Doom nos filmes do Quarteto Fantástico (2005 e 2007) fez dele um rosto reconhecível, embora o roteiro lhe desse menos profundidade do que uma poça. Mas ei, pelo menos ele fez os fãs discutirem se sua armadura era mais desconfortável do que o diálogo do filme. Spoiler: provavelmente sim.
A declaração acrescentava que seu “desejo mais profundo era trazer alegria”. Missão cumprida, Juliano. Você nos proporcionou momentos memoráveis, risadas e, convenhamos, alguns pesadelos com bisturi.
O que vem a seguir? Hollywood vai chorar com mensagens nas redes sociais (algumas genuínas, outras por obrigação), os fãs vão relembrar suas cenas favoritas e o câncer continuará sendo o vilão dessa história. Mas pelo menos McMahon saiu como profissional: deixando sua marca e sem necessidade de remake.
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