Rock chega ao metrô: John Fogerty agora faz parte do cenário CDMX
Em meio ao caos e à correria diária, algo grandioso está acontecendo nas estações. A lenda do rock John Fogerty, recém-chegado de um concerto épico no Auditório Nacional, agora vai ficar mais um pouco. Mas não num hotel de luxo, mas onde a cidade bate mesmo: no Metro.
Uma exposição fotográfica lhe presta homenagem com imagens pessoais e de arquivo. A ideia é simples mas poderosa: levar o seu legado para onde as pessoas estão, para aquele rio humano que corre no subsolo todos os dias.
“Os verdadeiros rock ‘n’rollers estão em contato com seu público, eles se alimentam disso e devem isso a eles. E esse é o exemplo que John Fogerty nos deu,”
disse o jornalista Óscar Sarquis durante a inauguração. E ele está certo. Não se trata apenas de colocar fotos bonitas na parede.
Um momento perfeito para comemorar
A amostra chega no momento em que Fogerty recuperou os direitos de suas músicas depois de anos. É como se o universo musical se alinhasse para dizer: “esse cara merece”. Sua música é completamente sua novamente e agora sua história viaja de graça por milhares de pessoas.
Mas o legado não para com ele. Seus filhos Shane, Tyler e Kelsy continuam a tradição familiar, reinterpretando aqueles clássicos do Creedence que todos cantamos sem perceber. A semente da rocha continua a dar frutos.
O mais interessante é como Sarquis define o seu impacto:
“É um símbolo da classe trabalhadora, de onde vem o rock.”
Aí está a chave. Fogerty nunca foi um artista distante numa torre de marfim. Sua música falava – e continua falando – de chuva, de rios, de trabalho e da vida real. E agora essa essência está ali, entre anúncios de cursos e mapas de metrô, esperando que alguém levante os olhos do celular e diga: “ei, é esse mesmo…”
A cidade ganha mais um pedaço de cultura acessível. E lembramos que às vezes a melhor arte não está em galerias exclusivas, mas onde menos se espera.




