A seleção iraniana não desiste
O futebol sempre encontra uma forma de nos unir, mesmo quando tudo parece nos separar. E o Irão está a provar isso. Em meio a tensões políticas que fariam qualquer um tremer, a seleção masculina de futebol se prepara com tudo para a Copa do Mundo nos Estados Unidos.
A porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohejerani, foi clara: “O Ministério da Juventude e Desportos fez um anúncio sobre a preparação completa da nossa selecção nacional.” Palavras que vêm logo após os ataques militares de 28 de fevereiro. Mas tenha cuidado, não há rendição aqui.
Como você está treinando?
Enquanto o campeonato local está parado devido ao conflito, o time não para. Eles enviaram fotos do treinamento em Teerã para o Instagram esta semana. Além disso, já realizaram treinos em Türkiye contra Nigéria e Costa Rica. Isso é pura resiliência.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, encontrou-se com eles em Türkiye, no dia 31 de março, e prometeu ajudá-los a encontrar um acampamento fora do país. Provavelmente na própria Turquia.
O grande desafio: vistos
Aí vem a parte complicada. O Irã deve chegar a Tucson, Arizona, até 10 de junho. Mas eles precisam de vistos dos EUA para toda a delegação, incluindo o presidente da federação, Mehdi Taj. Ele já teve sua entrada negada no sorteio da Copa do Mundo em dezembro passado.
A FIFA insiste que o Irã jogue as partidas programadas: contra a Nova Zelândia e a Bélgica, em Los Angeles, e contra o Egito, em Seattle. Não há plano B para jogar no México.
“Foram tomadas as providências necessárias que esses queridos precisam para a participação orgulhosa e bem-sucedida da equipe”, disse Mohejerani.
Isto é mais do que futebol. É uma lição de como o esporte pode ser uma ponte quando tudo parece um muro. E como ex-corredor, sei bem que o importante não é apenas chegar à linha de chegada, mas como chegar lá.




