Apoio institucional na investigação de homicídios
O secretário de Segurança e Proteção ao Cidadão, Omar García Harfuch, reafirmou o apoio absoluto do governo federal à chefe de governo da Cidade do México, Clara Brugada, após o assassinato de sua secretária particular, Ximena Guzmán, e de seu assessor, José Muñoz. Durante reunião com parlamentares na Câmara dos Deputados, o governante enfatizou que, embora a investigação corresponda ao Ministério Público da capital, receberá apoio da Secretaria de Segurança e da Procuradoria-Geral da República (FGR).
“São factos que não ficarão impunes”, declarou Harfuch, sublinhando o profissionalismo das investigações e o empenho na obtenção de resultados. Além disso, descartou qualquer ligação entre este crime e os ataques anteriores contra ele (2020) ou contra o jornalista Ciro Gómez Leyva (2022), embora tenha evitado especulações devido ao caráter confidencial do caso.
Reformas de segurança sob escrutínio
Paralelamente, os deputados da oposição exigiram a revisão das reformas de segurança propostas pelo governo federal, que incluem a recolha de dados biométricos e a criação de um registo telefónico para interceptar comunicações ligadas a crimes. Rubén Moreira Valdez, coordenador do PRI, alertou que estas medidas poderiam afetar as liberdades individuais e propôs grupos de trabalho para apresentarem contrapropostas.
A deputada Noemí Luna (PAN) alertou para os riscos para os direitos humanos, especialmente em relação ao artigo 12.º da iniciativa, que permitiria o acesso às telecomunicações sem fiscalização judicial rigorosa. Federico Döring (PAN) recordou o precedente de espionagem telefónica durante o mandato de Ernestina Godoy como procuradora, onde chamadas foram interceptadas sob falsos pretextos.
Exigências adicionais: transparência e segurança eleitoral
Os legisladores também solicitaram o fortalecimento da segurança nos processos eleitorais de Veracruz e Durango, dado o aumento da violência contra os candidatos. Da mesma forma, o PRI propôs a criação de um laboratório independente – em colaboração com a Universidade Ibero-Americana – para monitorar as estatísticas criminais, argumentando a opacidade dos dados oficiais.
“Precisamos de metodologias claras e verificáveis”, insistiu Moreira Valdez, criticando a eliminação de fontes abertas nos relatórios da Secretaria de Segurança.
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Fonte: El Universal (imagem referencial)




