Haaland reage à versão da banda mexicana

A banda Michoacan criou a versão Haaland; o norueguês reagiu no Instagram.

Uma banda originária de Michoacán conseguiu o impensável: que Erling Haaland respondesse ao seu vídeo no Instagram. A reunião ocorreu após uma rápida produção de meia hora.

A resposta do jogador de futebol

O atacante norueguês, concentrado para a partida contra a Inglaterra pelas quartas de final da Copa do Mundo, comentou a publicação da Banda La Prestigiosa. “Estou ouvindo você”, escreveu ele em espanhol, acompanhando o texto com um emoji da bandeira mexicana e outro de tacos. A reação ultrapassou 300 mil reações.

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O vídeo de 1,12 minuto foi republicado quase 50 mil vezes. Haaland, que administra pessoalmente suas redes com mais de 60 milhões de seguidores, surpreendeu os músicos.

“Ficámos todos surpreendidos, isso aliviou-nos e levantou-nos o ânimo. Começaram a escrever-nos de diferentes locais, foi um impulso. Agora que vença a Noruega”, partilhou Abel Ayala, clarinetista do grupo.

Origem do grupo e da música

A Banda La Prestigiosa foi formada há 11 anos em Michoacán. Seus 18 integrantes já fizeram shows no México e nos Estados Unidos. A versão de Haaland é baseada em uma canção russa adaptada primeiro na Alemanha e depois em inglês para o Manchester City.

A música já está disponível no Spotify, onde a banda conta com vinte músicas. Em apenas meia hora, o número de seguidores do grupo cresceu significativamente após a resposta do jogador de futebol.

Argentina derrota a Inglaterra e inicia uma celebração nacional imparável

Milhões de argentinos comemoraram nas ruas a passagem à final após vencer a Inglaterra.

Euforia em Buenos Aires

Dezenas de milhares de torcedores inundaram o centro de Buenos Aires após a vitória da Argentina por 2 a 1 sobre a Inglaterra, que classificou a seleção para a final da Copa do Mundo. Os gritos contra o rival histórico ecoaram no Obelisco.

“E você vê, e você vê, quem não pula é inglês”, eles cantavam incessantemente.

A vitória evocou a memória do México 1986, quando Diego Maradona marcou dois gols lendários contra o mesmo rival, quatro anos após a guerra das Malvinas. Para muitos, o jogo simboliza mais que o esporte.

“Para Malvinas, para Diego, para o último de Leo”, foi ouvido entre a multidão.

As pessoas choraram, cantaram e se abraçaram na chuva de inverno. Os jovens subiram em postes de luz com bandeiras azuis claras e brancas. A atriz Rosana Beto Cruz, freira de 48 anos, comemorou entre desconhecidos: “A seleção conseguiu isso. Uma Copa do Mundo faz isso acontecer”.

A partida foi decidida nos descontos com gol de Lautaro Martínez, após empate de Enzo Fernández. A Argentina, atual campeã, enfrenta a Espanha no domingo.

Política e sentimentos contraditórios

O presidente Javier Milei declarou que viveu a vitória com “imensa alegria” e que sempre confiou na recuperação. Ele ofereceu a Casa Rosada para comemorar caso o time conquiste o título. No entanto, pediu para não misturar as coisas: “As Malvinas se recuperam com uma diplomacia sábia, não com patriotismo barato”.

Horas antes, a vice-presidente Victoria Villarruel havia escrito nas redes sociais que a Argentina jogava “contra os piratas usurpadores”, alimentando a polêmica. Após a partida, jogadores como Giovani Lo Celso exibiram uma faixa com a frase “Las Malvinas son Argentinas”, o que poderia levar a sanções da FIFA.

Para muitos torcedores, a vitória teve um sabor especial pela rivalidade histórica. Yanina Quinteros, 40 anos, comemorou com a filha: “Isso é mais emocionante por causa da rivalidade com a Inglaterra”. María Bertero, também de 40 anos, relembrou a guerra: “Meu coração ainda dói por todos aqueles meninos que foram enviados para morrer”.

A figura de Lionel Messi, 39 anos, voltou a brilhar. Matías Adorno, com a camisola de capitão, expressou: “Ver o Messi jogar assim, na sua idade, deixa-me sem palavras”.

As celebrações proporcionaram uma trégua colectiva no meio da crise económica e da polarização política. “Hoje estamos todos juntos”, resumiu Quinteros.

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Sergio Agüero alerta Gilberto Mora sobre distrações

Kun Agüero aconselha a juventude mexicana a não se deixar levar por elogios ou críticas.

O conselho de uma lenda

Gilberto Mora se tornou a grande esperança do futebol mexicano. Suas atuações na Copa do Mundo de 2026 o colocaram no radar dos clubes europeus e no centro dos elogios. Porém, o argentino Sergio “Kun” Agüero lhe enviou um aviso claro: não perder o foco.

Em entrevista à ESPN Digital, o ex-atacante do Manchester City recomendou que o jovem de 17 anos se isolasse do ruído externo. “Que ele continue da mesma forma e que nada em seu ambiente o distraia de seu objetivo. Aos 17 anos não é fácil estrear e estar na seleção. Ele deve contar com sua família e não ouvir bobagens do seu entorno, nem que eles o bajulem tanto”, disse Agüero.

O ex-jogador do Barcelona insistiu que a qualidade técnica não basta. “Ele tem que se concentrar, se cercar de gente boa, ser respeitoso e disciplinado. É assim que vão querer ele em qualquer grande time. Ele é muito jovem, tem uma longa carreira pela frente. Ter 17 anos na seleção mexicana é algo muito importante”, acrescentou.

O desafio da perseverança

Para Agüero, o desafio mais complexo das camadas jovens do Xolos será manter a consistência demonstrada até agora. Esse fator será fundamental na sua passagem para o futebol europeu, onde as exigências são maiores.

Mora conquistou o entusiasmo dos fãs, mas Kun lembra que o caminho está apenas começando. Disciplina e meio ambiente serão os pilares para que a promessa se torne realidade.

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Argentinos exibem bandeira das Malvinas após vitória na Copa do Mundo

Jogadores argentinos exibiram faixa sobre as Malvinas após vencerem a Inglaterra nas semifinais.

Minutos depois de vencer a Inglaterra por 2 a 1 na semifinal da Copa do Mundo, um grupo de jogadores argentinos exibiu uma faixa com mensagem política. A manta, nas mãos de Giovani Lo Celso, Nicolás Otamendi e outros jogadores de futebol, dizia: “As Malvinas são argentinas”. Enquanto isso, o restante do time comemorou com a torcida no Atlanta Stadium.

A ministra da Segurança da Argentina, Alejandra Monteoliva, havia avisado antes da partida que os torcedores não poderiam trazer bandeiras ou faixas alusivas às ilhas. Ele citou o código de conduta da FIFA, que proíbe conteúdo politicamente divisivo. Suas declarações geraram críticas nas redes sociais de Buenos Aires.

A Inglaterra mantém o controle das Malvinas desde o conflito de 1982. A Argentina reivindica a soberania do arquipélago do Atlântico Sul, que considera parte fundamental da sua identidade nacional. O Reino Unido afirma que os habitantes das ilhas preferem manter o status quo.

Scaloni pede separação entre futebol e política

Um dia antes, o técnico argentino Lionel Scaloni havia pedido à imprensa e torcedores que não vinculassem a partida à disputa territorial.

“É um jogo de futebol. O que podemos fazer com tudo o que aconteceu anos atrás? É inútil, é triste. Muita coisa foi sofrida e é uma loucura. Não estou aqui para colocar mais gasolina no fogo. Todo o resto foi uma história muito triste de ser removida. Temos memória e nos lembramos dela.”

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