Uma despedida histórica no Estádio da Cidade do México
Javier Aguirre, diretor técnico da Seleção Mexicana, decidiu substituir Raúl Rangel por Guillermo Ochoa aos 78 minutos da partida contra a República Tcheca. Oitenta mil pessoas no estádio e milhões em frente à televisão aplaudiram o histórico goleiro, que realizou o sonho de disputar sua quarta Copa do Mundo e sua última partida como profissional.
Entre gritos, cantos e lágrimas de emoção, Ochoa recebeu a faixa de capitão das mãos de Edson Álvarez. O México fechou como líder do grupo, com placar perfeito e sem sofrer gols.
Palavras de Ochoa após o jogo
Na zona mista, “Memo” refletiu sobre sua carreira:
“Às vezes você pode planejar sua aposentadoria com antecedência… A minha foi uma aposta para chegar a essa Copa do Mundo… Passei por muita solidão nessa reta final e fui bem recompensado.”
Ele também esclareceu que sua presença não foi planejada:
“Não foi planejado, nem na palestra da semana… A vida e o futebol prepararam esse final para mim… Vou sair vazio porque dei tudo.”
Um legado que transcende fronteiras
Ochoa dividiu opiniões ao longo da carreira, mas continua com o carinho dos fãs:
“Sempre houve mais mensagens boas… Meu telefone explode com mensagens de todo o mundo… Em todos os momentos pude aproveitá-lo do meu jeito.”
Sobre o menino que sonhava ser jogador de futebol, concluiu:
“Eu diria a ele para não deixar de acreditar nele… Continue assim porque ele deixará uma marca em muitas crianças… Ele terá um final feliz.”
Ochoa encerra uma carreira de 22 anos em clubes como América, Ajaccio, Málaga, Granada, Standard de Lieja, Salernitana, AVS Futebol e AEL Limassol. Seu legado no gol tricolor permanece indelével.




