Grécia Quiroz busca respostas contra a violência no Palácio Nacional

O prefeito de Uruapan se reúne com o presidente para traçar estratégias contra a violência após uma tragédia pessoal.

Um encontro marcado pela dor e pela urgência

Pela segunda vez, Grecia Quiroz cruzou a soleira do Palácio Nacional. Não foi uma visita protocolar. O prefeito de Uruapan participou de reunião convocada pela presidente Claudia Sheinbaum nesta terça-feira com os 61 prefeitos dos municípios mais afetados pela insegurança no país.

O objectivo declarado: reforçar a coordenação e conceber estratégias para atacar as causas profundas da violência. Mas por trás dessa linguagem oficial existe uma história pessoal que dá peso dramático a cada palavra.

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A primeira reunião ocorreu sob as sombras mais escuras.

Foi depois do assassinato do marido, Carlos Manzo, em novembro do ano passado. Dessa vez, a situação em Uruapan foi discutida e medidas iniciais foram acordadas. Desta vez, o tom foi diferente. Menos duelo, mais ação.

Durante horas, os vereadores expuseram os problemas que sufocam suas comunidades. Do Palácio Nacional foi apresentado um plano concreto: reforçar a prevenção, melhorar os serviços de inteligência e otimizar a colaboração entre as forças federais, estaduais e municipais que tantas vezes falha.

“A coordenação federal-municipal é fundamental para implementar ações eficazes que reduzam a violência e protejam a população”, afirmou Quiroz ao sair.

Sua declaração não é um clichê político. É a conclusão de alguém que pagou um preço terrível pelas falhas do sistema. Cada promessa de coordenação que você ouve nessas salas deve ressoar com o eco de um tiro que mudou sua vida para sempre.

Sheinbaum reúne prefeitos no epicentro do poder executivo. Quiroz auxilia no epicentro da dor. O teatro político nacional ganha um novo palco, e um de seus protagonistas carrega um roteiro escrito em tragédia.

A questão que fica no ar é simples e brutal: serão os planos e as reuniões suficientes para mudar uma realidade que já reivindicou o que há de mais valioso?

Pessoas trans exigem diálogo após cancelamento de reunião em Segob

Grupos trans denunciam cancelamento de encontro em Segob e grafitam em Reforma.

Protesto em Segob

Pessoas trans e não binárias manifestaram-se esta quinta-feira em frente ao Ministério do Interior (Segob), na Cidade do México. Denunciaram o cancelamento de uma reunião onde abordariam demandas por saúde, moradia, educação e direitos humanos. Durante a mobilização, pintaram e danificaram mobiliário urbano, incendiaram objetos e quebraram semáforos de pedestres em frente ao Senado.

Elementos da Guarda Nacional tentaram dispersar os manifestantes com extintores e mangueira de água. Segundo os participantes, a água também molhou os jornalistas que cobriam os acontecimentos. Os grupos avançaram em direção ao Paseo de la Reforma e Insurgentes, onde danificaram anúncios e vidros, bem como a Torre Bienestar.

Os manifestantes exigem que o secretário de Governo da Cidade do México, César Cravioto, assine uma ata para marcar uma nova data de reunião. Eles garantem que com isso acabariam com o protesto e retomariam o diálogo.

Este protesto junta-se a outras ações recentes, como a ocupação de um salão Segob em junho e bloqueios de estradas. Até agora, a Segob e sua responsável, Rosa Icela Rodríguez, não se pronunciaram sobre o suposto cancelamento.

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Modificações no T-MEC exigem aprovação do Congresso dos EUA

Especialistas do Comce alertam que mudanças profundas no T-MEC exigem aprovação do Congresso dos EUA.

Possíveis modificações no Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá (T-MEC) não poderiam implicar mudanças substantivas sem a autorização do Congresso dos EUA. Isto foi apontado por especialistas do Conselho Empresarial Mexicano de Comércio Exterior, Investimento e Tecnologia (Comce).

Implicações das mudanças

Kenneth Smith Ramos, presidente do Comité Técnico Bilateral México-Estados Unidos da COMCE, indicou que as propostas da Casa Branca sobre regras de origem e outros capítulos do tratado poderão enfrentar resistência entre os legisladores democratas. Por isso, pediu para não avançar concessões durante a negociação até ter garantias quanto à redução das tarifas.

O especialista destacou que o T-MEC segue em vigor e representa uma certeza para as empresas da região. Considerou necessário que os sectores económicos dos EUA manifestassem a sua rejeição a qualquer medida que afecte estruturalmente o acordo.

Ações de início

Smith Ramos afirmou que, embora os Estados Unidos mantenham a pressão através de ameaças comerciais, as chances de abandonarem o tratado são praticamente nulas. No entanto, reconheceu que as revisões anuais geram incerteza para investidores e empresas que dependem de regras estáveis.

Representantes do Comce destacaram que a continuidade do T-MEC até 2036 deve ser vista como um aspecto positivo. Alertaram que o México e o Canadá partilham a dependência do mercado dos EUA, pelo que será necessário reforçar a relação comercial e manter uma estratégia de negociação que proteja a integração económica da América do Norte.

As revisões anuais do T-MEC geram incerteza, mas a validade estendida até 2036 oferece um horizonte de estabilidade se gerido com uma abordagem estratégica.

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Litígio de imigração prejudica relação México-EUA

Especialistas alertam que as denúncias contra os centros de detenção podem gerar consequências para os concidadãos.

Implicações do litígio de imigração

O início de ações legais e civis contra centros de detenção de migrantes nos Estados Unidos poderá prejudicar a relação bilateral. Especialistas alertam que estas denúncias têm poucas chances de sucesso e podem desencadear medidas adversas contra os concidadãos.

A internacionalista Arlene Ramírez Uresti destacou que recorrer ao Departamento de Justiça ou apresentar queixas civis enfrenta um cenário político e jurídico desfavorável. Como alternativa, propôs recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos. No entanto, reconheceu que o México tem questões pendentes no cuidado dos migrantes e no cumprimento dos compromissos internacionais.

Promover a litigância num contexto político restritivo à migração pode ser contraproducente. Ramírez Uresti afirmou que o confronto com o governo dos EUA limitaria a capacidade de negociação e traria consequências para os mexicanos naquele país.

O cientista político da UNAM, Sebastián Godínez Rivera, concordou que a estratégia jurídica carece de elementos técnicos sólidos. Alertou que, perante um governo como o de Donald Trump, estas ações poderiam fortalecer os argumentos para a adoção de medidas contra o México.

Ambos os especialistas concordam que o actual caminho jurídico oferece poucas garantias. A relação bilateral enfrenta assim uma nova frente de tensão em matéria de imigração.

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