A batalha legal pelo crematório Plenitud
A governadora de Chihuahua, María Eugenia Campos Galván, não esconde a sua indignação. Nesta segunda-feira anunciou que seu governo lutará na justiça federal pela libertação de José Luis A.C., proprietário do crematório “Plenitud” em Ciudad Juárez.
“Na sexta-feira passada, um juiz federal decidiu conceder-lhe proteção… para duas questões que não parecem ter qualquer base ou argumento”, afirmou ele com veemência.
Campos Galván foi claro: não ficarão de braços cruzados. Ele prometeu levar o caso ao Tribunal Disciplinar Federal para que, em suas palavras, “isso seja levado a sério”.
O Ministério Público também toma medidas
O procurador-geral César Jáuregui Moreno já se mudou. Ele anunciou que apresentarão recursos de revisão e reclamação aos juízes federais e órgãos de controle judicial.
Seu argumento é legal, mas contundente: o juiz focou nos verbos “ocultar” e “conservar”, mas os corpos não foram escondidos. Segundo Jáuregui, esta interpretação não se aplica ao caso.
Na noite de 13 de fevereiro, em cumprimento à resolução judicial, José Luis A.C. foi libertado. Agora o Ministério Público busca reverter essa decisão.
“Diante de uma resolução como esta, não nos resta senão combatê-la”, declarou o promotor.
As vítimas ainda estão esperando
À medida que a batalha legal esquenta, os números do terror continuam a crescer. O Ministério Público identificou 191 corpos no crematório. Já entregaram 185 às suas famílias e realizaram 152 testes de ADN, cujos resultados chegarão em breve.
Jáuregui já se reuniu com as famílias afetadas para explicar a estratégia jurídica. Prometeu-lhes todo o apoio da instituição para modificar a resolução do juiz.
Por enquanto, os detalhes específicos da estratégia jurídica permanecem confidenciais. Dizem que é para não atrapalhar os processos. Mas a mensagem é clara: esta luta está apenas começando.




