O último procedimento do chefe
Um advogado da família Nemesio Oseguera Cervantes, o famoso ‘El Mencho’, acaba de apresentar à Procuradoria-Geral da República o pedido formal para que o corpo lhes seja entregue. A agência, por sua vez, confirmou que os restos mortais ainda estão na SEMEFO. “Os procedimentos legais correspondentes são seguidos”, disseram. Parece burocracia até a morte.
O que sabemos sobre a operação
Omar García Harfuch, secretário de Segurança, já havia previsto isso: era uma questão de tempo até que a família apresentasse uma reclamação. A FGR confirmou a identificação genética após a autópsia, tanto de Oseguera quanto de dois companheiros que também faleceram.
O confronto foi em Tapalpa, Jalisco. Forças especiais do Exército e da Guarda Nacional chegaram a uma área de camarotes. Segundo a versão oficial, o grupo de segurança do capo abriu fogo primeiro. Resultado: oito integrantes do grupo mortos e dois presos.
Os feridos, incluindo ‘El Mencho’, foram levados de helicóptero militar para Guadalajara. Eles não chegaram vivos. “Eles morreram durante a viagem”, segundo o relatório. Por “razões de segurança”, os corpos acabaram na Cidade do México. O próprio secretário de Defesa, Ricardo Trevilla, explicou.
Enquanto a família busca enterrar o parente, os dois sobreviventes têm outro destino. Identificado como Andrés ‘N’ e Genaro ‘N’, eles enfrentam acusação de porte de armas de uso exclusivo do Exército. Um juiz já lhes concedeu prisão preventiva informal e agora eles estão no Presídio Federal do Altiplano.
Lá ele continuará seu processo judicial. Já a do capo parece reduzida a um procedimento administrativo final: quem recebe o corpo e em que condições. Justiça para alguns, papelada para outros.




