O último ato do chefe
A Procuradoria-Geral da República (FGR) encerrou um capítulo neste sábado. Quase uma semana depois de ter sido morto numa operação militar em Tapalpa, Jalisco, o corpo de Nemesio Oseguera Cervantes, ‘El Mencho’, foi entregue aos seus familiares.
Não foi um procedimento qualquer. A instituição dirigida por Ernestina Godoy Ramos seguiu à risca o protocolo.
“Para tanto, foram realizados testes genéticos para confirmar a existência de laços sanguíneos entre quem solicitou o parto e o falecido”, informou o FGR.
Ou seja, eles tiveram que provar com DNA que quem reivindicou o corpo era realmente sua família. Nada foi deixado ao acaso neste procedimento que marcou o fim físico do homem mais procurado.
Um golpe no coração do CJNG
Seu corpo deixou o Centro Forense Federal na Cidade do México esta tarde. Dois carros alegóricos forenses levaram o que resta do líder do Cartel da Nova Geração de Jalisco (CJNG).
Segundo a versão oficial, ‘El Mencho’ morreu quando era transferido para a capital após ter sido ferido durante a operação. Seu desânimo não é apenas notícia policial – é um terremoto no mapa criminal mexicano.
Este homem dirigia um dos grupos mais poderosos e violentos do país. Sua morte deixa um enorme vácuo de poder. Agora vem a parte complicada: ver como sua organização reage e quem tenta assumir o controle.
O teatro político-criminal acaba de perder um dos seus principais protagonistas. Mas, como qualquer boa peça, quando a cortina cai para um, outros já estão esperando nos bastidores.




