A guerra do calendário: escolas privadas contra o SEP
Parece que o secretário Mario Delgado marcou seu próprio gol. Ou melhor, um passe para a Copa do Mundo. Acontece que no dia 7 de maio foi anunciado que o ano letivo termina no dia 5 de junho, deixando milhares de escolas particulares com o programa incompleto.
O CNEP, essa voz que reúne as escolas privadas, não ficou calado. Sua presidente, Ana Luisa Domínguez Gazca, divulgou um comunicado que lembra um alerta: “Reconhecemos seu corpo docente, mas isso impacta a qualidade acadêmica”. Tradução: eles estão roubando nossos dias de escola.
“Um corte inesperado nos dias letivos efetivos compromete o cumprimento dos objetivos de aprendizagem”, afirmou a Confederação.
E claro, não é só pedagogia. É também uma logística familiar. O que as mães e os pais fazem com as crianças se a escola fecha mais cedo? O CNEP colocou na mesa: as famílias trabalhadoras pagam o preço.
O mais interessante vem no final: a organização disse que a Copa do Mundo de 2026 é um evento relevante, mas que a educação não deve ser interrompida por causa dela. Ou seja, não nos venda a ideia de que o futebol é uma prioridade.
As escolas particulares pedem flexibilidade: que quem puder cumprir o cronograma original o faça. E exigem diálogo, não imposições. Porque afinal, como dizem, o direito à educação completa não deveria depender de uma bola.
Sofía, jornalista investigativa, sinaliza: quando o poder joga futebol, a educação fica à margem.




