SEP propõe reajuste no calendário escolar por conta do calor e da Copa do Mundo de 2026

Calor, Mundo e burocracia: SEP propõe alterações no calendário escolar.

As férias serão antecipadas por causa do calor e do futebol?

O secretário da Educação Pública, Mario Delgado, lançou a bomba: a SEP analisa modificações no calendário escolar. A razão? As temperaturas que já parecem de forno e, claro, a Copa do Mundo de 2026.

“Estamos indo para uma discussão sobre modificações no calendário escolar, a partir da solicitação que diversas entidades nos fizeram devido à questão do calor, à questão da Copa do Mundo e outros fatores”, disse Delgado diante de secretários de Educação de todo o país.

Ou seja, os estados já pediam uma pista. E a Copa do Mundo, aquele evento que paralisa o país, também tem seu peso. O que vem a seguir? Aulas virtuais durante os jogos da Seleção Nacional? Eu não ficaria surpreso.

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Menos burocracia, mais ação (ou pelo menos é o que prometem)

Delgado também fez mea culpa: “Caímos na imprudência… de pedir e pedir coisas às escolas”. Ele reconheceu que eles sobrecarregam os professores com encargos administrativos. E anunciou uma plataforma única de matrícula para o ensino básico e secundário.

“Temos que fazer uma análise dos encargos administrativos para reduzi-los”, afirmou.

Parece bom, mas veremos se não permanece uma promessa. Entretanto, a burocracia continua a ser o monstro de sete cabeças do sistema educativo.

Bolsa Rita Cetina: a panaceia?

O responsável vangloriou-se de que a Bolsa Rita Cetina, por ordem do presidente, vai chegar este ano a 9 milhões de alunos do ensino primário. Somados aos 5,6 milhões de alunos do ensino médio no ano passado, fechariam com 22,8 milhões de bolsistas.

“O que torna este programa um dos mais importantes do mundo”, disse ele.

Importante? Sim. Suficiente? Para cobrir itens úteis e uniformes, talvez. Mas o verdadeiro desafio é evitar que as crianças abandonem a escola. E aí, a bolsa é só um remendo.

Saúde mental: o elefante na sala

Delgado apresentou a estratégia “ABC das emoções” para o ensino fundamental e médio. O objetivo? Abordar a deterioração da saúde mental em adolescentes.

“Temos um problema muito preocupante na saúde mental dos nossos adolescentes e jovens”, reconheceu.

Mas atenção: eles não pretendem transformar professores em psicólogos. Eles só querem que a escola seja um espaço de construção de vínculos. Parece um patch, mas pelo menos eles reconhecem o problema. Embora, convenhamos, com a pressão escolar, a violência e a incerteza, os jovens precisam de mais do que atividades artísticas.

E os óculos?

Ah, a pendência: a entrega dos óculos grátis. Delgado pediu aos pais que levassem os filhos para eles. “Temos que fazer com que eles consigam seus óculos totalmente grátis”, disse ele. Mas se o sistema não facilita o processo, a culpa não é apenas dos pais.

Em resumo

Entre calor, Copa do Mundo, bolsas de estudo e saúde mental, o SEP tem algo do que cortar. Mas, como sempre, a questão é se estas promessas se traduzirão em ações concretas ou se permanecerão no arquivo das boas intenções. Entretanto, professores e alunos continuam sobrecarregados, esperando que o sistema não os deixe para trás.

Orgulho 2026: saúde, moradia e educação para pessoas trans

Milhares de pessoas marcham em CDMX para exigir o fim da discriminação e da violência letal.

Demandas e resistência no Zócalo

Nem a chuva, nem o vento, nem a Fan fest da Copa do Mundo detiveram a multidão. A Marcha do Orgulho, em sua 48ª edição, chegou ao Zócalo da capital com uma demanda clara: garantir saúde, moradia e educação para pessoas trans.

Centenas de milhares de pessoas celebraram a sua identidade, mas também levantaram a voz por aqueles que já não estão aqui. O protesto reiterou a urgência de erradicar a discriminação, o estigma e os crimes de ódio contra a comunidade LGBTTTIQ+.

A partir das 9h de sábado, 28 de junho, grupos de familiares de pessoas desaparecidas, organizações de apoio a mulheres trans, pessoas LGBT com deficiência, profissionais do sexo e pacientes com HIV saíram às ruas. Exigiam segurança e atenção a estas populações, e gritavam entre bandeiras multicoloridas:

“É uma marcha, não é um negócio. Empresas com histórico homofóbico estão divulgando um movimento histórico.”

Os discursos denunciaram a exclusão da diversidade sexual dos programas sociais. Eles exigiram que o governo e as empresas não se apropriassem da luta. “Esta marcha não pertence àqueles que lucram com as nossas identidades”, afirmaram.

Pessoas de várias gerações e estados caminharam de mãos dadas. As mães acompanhavam orgulhosamente os seus filhos gays e lésbicas. Em 2026, muitos jovens LGBT ainda enfrentam rejeição familiar.

Os grupos de busca exigiram o reconhecimento da família social – amigos que procuram pelas pessoas desaparecidas. O Contingente Contra Desaparecimentos LGBTTTIQ+ apontado em frente à Glorieta de Las y Los Desaparecidos:

“Exigimos que o Estado harmonize a Lei Geral das Vítimas para reconhecer plenamente a família social.”

Ativistas trans e não binários pediram o fim da criminalização da manifestação que realizam no Ministério do Interior há 10 dias. Eram o único grupo monitorizado por centenas de polícias, apesar dos seus protestos pacíficos. Eles declararam:

“Eles nos julgam pela nossa orientação sexual, não pelo ser humano que somos. Isso tornou nossas vidas impossíveis.”

Participaram pessoas com deficiência, pacientes com VIH, vítimas de ódio e de discriminação no local de trabalho. A marcha percorreu avenidas emblemáticas até ao Zócalo, onde houve microfones abertos e horas de alegria. No final, um slogan uniu todos: acabar com os crimes de ódio e os transfeminicídios.

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México e EUA inauguram fábrica binacional de moscas estéreis em Chiapas

A cooperação entre o México e os Estados Unidos produz resultados: 100 milhões de moscas estéreis semanalmente para proteger o gado.

A Presidente Claudia Sheinbaum inaugurou a Planta de Produção de Moscas Bicheira Estéril de Gado (GBG) em Metapa de Domínguez, Chiapas. É uma instalação binacional que produzirá 100 milhões de insetos por semana para controlar a praga que afeta a pecuária.

Cooperação que compensa

O presidente destacou que este projeto é resultado de um trabalho conjunto entre o México e os Estados Unidos. O governo dos EUA forneceu a maior parte dos recursos, bem como conhecimentos técnicos. Sheinbaum agradeceu ao presidente Trump e à secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins.

“Esta planta representa a convicção de que a cooperação para o desenvolvimento produz resultados. Doenças animais, pragas e desafios de segurança alimentar não conhecem fronteiras”, disse Sheinbaum.

Rollins considerou a inauguração uma grande conquista e reconheceu Sheinbaum como um aliado extraordinário.

O embaixador dos Estados Unidos no México, Ronald Johnson, anunciou um investimento adicional de 83,8 milhões de dólares para fortalecer o controle de pragas e aumentar a produção de moscas estéreis no México.

Detalhes da operação

A construção da usina durou 12 meses. No âmbito da estratégia de contenção, foram inspecionadas 5,3 milhões de cabeças de gado, verificadas mais de 84 mil remessas e libertadas 7 mil milhões de moscas estéreis. Participaram 2 mil especialistas, mais de 400 mil plantadores e 4 mil técnicos do programa Sembrando Vida. Foram instaladas 578 mil armadilhas artesanais, com as quais foram capturadas mais de 13 milhões de moscas.

Sheinbaum encerrou com uma mensagem: “A cooperação entre países soberanos será sempre mais poderosa do que o confronto quando se trata de proteger o bem-estar do nosso povo”.

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Um ano após descoberta em crematório, famílias marcham por justiça

Um ano após a descoberta de 386 corpos, as famílias exigem justiça e o fim da corrupção.

Marcha pela justiça um ano depois

Na tarde de sábado, grupos de famílias afetadas pelo caso do crematório Plenitude manifestaram-se. A descoberta de 386 corpos completa um ano, e a demanda dos enlutados atende.

O protesto começou na funerária Latinoamericana, uma das identificadas por familiares. De lá, os manifestantes caminharam em direção à Procuradoria-Geral da República (FGE).

Dora Elena Delgado, porta-voz do coletivo Justicia para Nuestros Deudos, informou que pelo menos 1.500 famílias foram afetadas. A exigência central: fim da impunidade, fim da corrupção e justiça plena.

Ações pendentes da autoridade

Os manifestantes carregavam cobertores com mensagens de justiça. Eles exigem ações contra os funcionários da Coespris envolvidos no caso, bem como a recaptura de José Luis A. C., proprietário do crematório. Ele foi libertado por um juiz federal e espera-se que um cartão vermelho da Interpol o prenda novamente.

Até ao momento, dos 386 corpos encontrados, a FGE informa que restam 135 por identificar. O processo de identificação continua.

O coletivo Memória, Dignidade e Justiça juntou-se à mobilização. Colocaram um memorial permanente em forma de cruz no exterior do Ministério Público, como lembrança das vítimas.

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