A notícia que ninguém queria ler (mas todos esperávamos)
Parece que no México o “#JusticiaPara” se tornou um trending topic mais duradouro do que os memes de gatinhos. As autoridades de Oaxaca – sim, aquele estado onde o mezcal é mais seguro do que caminhar à noite – confirmaram o que já suspeitávamos: encontraram a ativista Sandra Domínguez e seu marido Alexander Hernández mortos, seis meses depois de seu desaparecimento fez barulho online (porque, sejamos honestos, o silêncio na promotoria é ensurdecedor).
Os detalhes macabros (porque o terror vende)
Os corpos apareceram em sepulturas clandestinas em Veracruz – o vizinho que ninguém quer ter – porque aparentemente os criminosos adoram compras internacionais. Demorou dias para a acusação confirmar a sua identidade, o que nos faz pensar: estão a usar tecnologia dos anos 90 ou são pagos apenas à hora? Enquanto isso, organizações de direitos humanos, como a ONU, repetiam “Eu te avisei” há meses, com a frustração de alguém assistindo a um filme de terror em câmera lenta.
Sandra, além de advogada, foi uma feroz defensora dos povos Mixe. Em 2020, ela fez tremer autoridades misóginas ao compartilhar fotos de mulheres indígenas com comentários dignos de um grupo de WhatsApp de caras boomers. Spoiler: desde então, ameaças eram seu boletim informativo diário. Seu amigo Joaquín Galván disse isso sem rodeios: “Era uma questão de tempo.” E aqui estamos, com mais um caso que termina em hashtag e zero condenações.
O modus operandi (ou “como o México normaliza o anormal”)
Em janeiro, durante uma operação de busca, houve um confronto que deixou quatro mortos (três supostos criminosos e um policial). Foram apreendidas espingardas AR-15 e AK-47 – porque no México as armas são mais acessíveis do que o crédito do Infonavit. A promotoria aponta células criminosas em Veracruz e prendeu uma mulher, porque nesta tragicomédia há sempre uma reviravolta na história insuficiente.
Como se não houvesse drama, em 2021 outros dois defensores desapareceram em Oaxaca, e em Puebla Sergio Cruz, um indígena Nahua, foi baleado. Conclusão? Ser ativista no México apresenta mais riscos do que jogar no cassino com os olhos vendados. A ONU registou pelo menos 9 assassinatos de defensores em 2024, mas todos sabemos que os números oficiais são como currículos: disfarçados.
O que vem a seguir? Provavelmente um memorial no Twitter, algum funcionário dizendo “não toleraremos isso” (enquanto assina outro corte no orçamento de direitos humanos), e então… silêncio. Até o próximo caso.
Isso deixou você indignado? Compartilhe esta nota. Porque se aprendemos alguma coisa é que a pressão social é o único “protocolo” que às vezes funciona. #JusticeForSandrayAlexander.
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