O “ativista” que não era tão ativista (segundo Sheinbaum)
Ah, a ironia da vida: Luis García Villagrán, o defensor dos migrantes que passou anos lutando pelos seus direitos, está agora atrás das grades acusado de tráfico de seres humanos. Reviravolta na história ou estratégia política? A presidente Claudia Sheinbaum deixou claro: “Ele não é um ativista”. Uau, que maneira de demitir alguém do clube dos mocinhos.
Acontece que o coordenador do Centro de Dignificação Humana tinha um mandado de prisão pendente há anos, segundo a Procuradoria-Geral da República (FGR). E, como num filme de suspense ruim, justamente quando ele ia liderar a caravana do Êxodo da Justiça em Tapachula, bang! agentes estaduais e federais o interceptaram perto do Parque Bicentenário. Coincidência? O governo diz não.
Migrantes, caravanas e uma prisão muito oportuna
Imagine a cena: García Villagrán se reunindo com cerca de 2 mil migrantes (cubanos, haitianos e centro-americanos, porque o drama migratório não discrimina) para protestar contra a lentidão do INM. Minutos depois, a caminho de seu carro, bang! Preso e enviado à delegação da FGR em Soconusco. Nada como uma prisão espetacular para impedir o avanço de uma caravana, certo?
Entretanto, o governo mexicano, no seu “modo Trump recarregado”, decidiu que a melhor maneira de lidar com a migração irregular é dispersar as pessoas para longe das fronteiras e enviar 10.000 membros da Guarda Nacional. Porque, claro, o que é melhor do que militarizar tudo para que pareça que você tem o controle?
E aqui estamos nós, no coração de Chiapas, onde migrantes não podem mais circular livremente porque, aparentemente, o sonho americano agora inclui obstáculos do tipo Mario Kart em território mexicano.
Moral? No mundo da política de imigração, nada é o que parece. Um dia você é um herói para os migrantes e, no outro, o vilão segundo o governo. Quem disse que a vida era justa?
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