Eleições no Peru: polarização e insegurança marcam o dia

Polarização e insegurança definem o segundo turno no Peru.

Uma disputa acirrada

Os peruanos foram às urnas para definir seu próximo presidente no segundo turno. O dia foi marcado pela polarização política e pela preocupação dos cidadãos com a crescente insegurança que afecta o país.

A conservadora Keiko Fujimori, do Fuerza Popular, e o nacionalista Roberto Sánchez, do Juntos pelo Peru, chegaram ao dia da votação empatados técnicos. Várias pesquisas também refletiram um alto nível de rejeição entre os eleitores em relação a ambas as opções.

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O crime organizado e o aumento de crimes como extorsão e perda de vidas foram posicionados como temas centrais da campanha. Mesmo acima da crise política que levou o Peru a ter oito presidentes na última década.

Fujimori prometeu um governo focado em restaurar a ordem e combater o crime. Sánchez, por sua vez, propôs mudanças nas políticas de segurança e uma revisão dos contratos relacionados com a exploração dos recursos naturais, sem fechar a porta ao investimento estrangeiro.

O resultado definirá os rumos do país nos próximos cinco anos. Os analistas alertam, no entanto, que o novo governo enfrentará dificuldades na promoção de reformas devido à falta de maioria legislativa e à persistente divisão política.

Cortes afetam um milhão de mulheres em crises humanitárias

Um milhão de mulheres perdem acesso à ajuda devido a cortes internacionais

Impacto dos cortes de financiamento

Pelo menos um milhão de mulheres e raparigas ficaram sem acesso à ajuda humanitária e a serviços essenciais nos últimos 18 meses. Isto foi alertado pela ONU Mulheres esta sexta-feira, apontando que a redução dos recursos internacionais afeta especialmente aqueles que vivem em contextos de conflito, deslocamento e crises humanitárias.

Segundo a organização, 84% das organizações de mulheres consultadas relataram um aumento nas necessidades de cuidados desde janeiro de 2025. Nessa altura, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, começou a cortar a ajuda externa. Além disso, quase nove em cada dez organizações afirmaram que já não têm fundos suficientes para responder à procura de apoio.

A situação é crítica. As mulheres e as raparigas em zonas de conflito são as mais vulneráveis ​​a estes cortes. Sem financiamento, os programas de saúde, proteção e assistência alimentar são interrompidos. A ONU Mulheres apelou urgentemente à comunidade internacional para restaurar o financiamento e prevenir uma nova crise humanitária.

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Trump remove dois democratas da Comissão Eleitoral federal

Presidente americano justifica a medida em busca de maior segurança nas eleições.

Trump destitui dois comissários democratas da EAC

Donald Trump afastou dois membros democratas da Comissão de Assistência Eleitoral (EAC), o órgão federal que apoia a organização de eleições nos Estados Unidos.

A decisão reativou o debate sobre a independência das instituições eleitorais e os limites do poder presidencial.

A Casa Branca justificou a medida apontando que o presidente tem o poder de destituir funcionários que não estejam alinhados com a sua estratégia para garantir a integridade eleitoral.

Os funcionários removidos foram Thomas Hicks e Benjamin Hovland, que faziam parte da comissão bipartidária.

A acção surge depois de o Supremo Tribunal ter reforçado recentemente os poderes do presidente para demitir membros de agências independentes.

A administração Trump afirma que procura reforçar a segurança eleitoral, especialmente na verificação da cidadania de quem solicita o registo para votar.

A EAC já havia rejeitado a modificação do formulário de recenseamento eleitoral nacional para exigir documentos que comprovem a cidadania dos EUA. Essa proposta foi promovida por Trump através de uma ordem executiva, mas um juiz federal bloqueou-a, considerando que a Constituição reserva a autoridade para administrar processos eleitorais ao Congresso e aos estados.

Os legisladores democratas acusaram o presidente de tentar politizar o sistema eleitoral meses antes das eleições legislativas intercalares.

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Ataques no Irão: ninguém os reivindica e a tensão aumenta

Novos ataques aéreos no sul do Irão sem qualquer reivindicação aumentam a incerteza regional.

Novos bombardeios no Irã

Uma série de ataques aéreos atingiu partes do sul do Irã na quinta-feira, no momento em que o país se preparava para prestar homenagem ao falecido líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. As explosões foram registadas nas províncias de Bushehr e Sistão e Baluchistão, bem como nas cidades de Ahvaz e Chabahar.

Até agora, nenhum país ou grupo assumiu a responsabilidade por estes atentados. Horas antes, o Comando Central dos Estados Unidos havia informado o fim de uma operação militar que impactou 90 objetivos estratégicos, mas evitou comentar os novos ataques.

O Irão respondeu com uma ofensiva de mísseis contra o Bahrein, a Jordânia, o Kuwait e o Qatar. Os alarmes antiaéreos foram acionados e a população buscou refúgio. As autoridades do Kuwait relataram pelo menos uma pessoa ferida, enquanto os sistemas de defesa interceptaram projéteis em diferentes pontos.

A escalada coloca em risco o frágil cessar-fogo entre Washington e Teerão. O Presidente Donald Trump reiterou que o conflito militar terminou e que as negociações para um acordo permanente continuariam.

Tensão no Estreito de Ormuz

A situação mantém os países do Golfo Pérsico em alerta através do Estreito de Ormuz, rota por onde transita quase um quinto do comércio mundial de petróleo e gás. O Irão insiste em exercer um controlo exclusivo e propõe mesmo a cobrança de taxas aos navios. Os Estados Unidos recomendam uma rota alternativa pelas águas de Omã. O tráfego marítimo diminuiu significativamente nos últimos dias.

Israel não assumiu a responsabilidade pelos ataques, embora o ministro da Defesa, Israel Katz, tenha alertado que o seu país está preparado para agir novamente se considerar necessário. De Teerã, o legislador Esmail Kousari acusou os Emirados Árabes Unidos de colaborarem com os Estados Unidos e garantiu:

“Ele pagará o preço”

Com ameaças cruzadas, ataques sem autor confirmado e a disputa pelo Estreito de Ormuz, o Oriente Médio enfrenta um cenário de alta tensão, apesar dos esforços diplomáticos.

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