Uma disputa acirrada
Os peruanos foram às urnas para definir seu próximo presidente no segundo turno. O dia foi marcado pela polarização política e pela preocupação dos cidadãos com a crescente insegurança que afecta o país.
A conservadora Keiko Fujimori, do Fuerza Popular, e o nacionalista Roberto Sánchez, do Juntos pelo Peru, chegaram ao dia da votação empatados técnicos. Várias pesquisas também refletiram um alto nível de rejeição entre os eleitores em relação a ambas as opções.
O crime organizado e o aumento de crimes como extorsão e perda de vidas foram posicionados como temas centrais da campanha. Mesmo acima da crise política que levou o Peru a ter oito presidentes na última década.
Fujimori prometeu um governo focado em restaurar a ordem e combater o crime. Sánchez, por sua vez, propôs mudanças nas políticas de segurança e uma revisão dos contratos relacionados com a exploração dos recursos naturais, sem fechar a porta ao investimento estrangeiro.
O resultado definirá os rumos do país nos próximos cinco anos. Os analistas alertam, no entanto, que o novo governo enfrentará dificuldades na promoção de reformas devido à falta de maioria legislativa e à persistente divisão política.




