O SAT enfrenta o caos no início da declaração anual

Um dia que abalou o sistema tributário Em meio a um cenário que parecia saído de uma batalha épica, Antonio Martínez Dagnino, o líder máximo...

Um dia que abalou o sistema tributário

Em meio a um cenário que parecia retirado de uma batalha épica, Antonio Martínez Dagnino, o líder máximo do Serviço de Administração Tributária (SAT), foi forçado a se apresentar para justificar as falhas catastróficas que atingiram o sistema no primeiro dia da declaração anual. Com a solenidade de um general no campo de batalha, descartou qualquer sombra de “terrorismo fiscal” contra os corajosos contribuintes, que, contra todas as probabilidades, tentaram cumprir o seu dever patriótico.

A economia na corda bamba

Enquanto o sol iluminava sua chegada ao majestoso Museu Nacional de Antropologia, onde estava sendo desenvolvida a estratégia Aceleramos o Plano México, o chefe do SAT lançou uma mensagem que ressoou como um trovão: “A economia do México está indo muito bem.” Suas palavras, cheias de otimismo quase heróico, contrastaram com o caos tecnológico que deixou milhares de pessoas na incerteza.

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“Terça-feira foi o primeiro dia da declaração das pessoas físicas”, declarou com voz firme, como se narrasse um episódio de resistência histórica. “Mais de um milhão de declarações tentaram passar pelo sistema, uma avalanche que testou os limites da infraestrutura digital.” Agradeceu aos contribuintes, aqueles soldados anônimos do erário público, pela paciência em meio ao desastre.

Com a eloqüência de um estadista, ele listou os pilares que sustentam a estrutura fiscal do país: o Imposto de Renda, as retenções de salários e vencimentos, os lucros, o IVA e até o IEPS, todos eles, segundo sua história, em estado de glória econômica. Mas a questão pairava no ar: seria suficiente para acalmar a tempestade?

Você tem coragem de compartilhar esse drama tributário com o mundo? Divulgue essa história em suas redes sociais e descubra mais sobre os mistérios do SAT em nossa próxima reportagem exclusiva.

Sheinbaum e Greer analisam o progresso do T-MEC no Palácio Nacional

Sheinbaum e Greer discutiram a revisão do acordo comercial trilateral.

Reunião chave do T-MEC

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, deixou o Palácio Nacional às 11h31, após uma hora e meia de reunião com a presidente Claudia Sheinbaum. Uma extensa operação de segurança protegeu a sua partida, acompanhada pelo Embaixador Ronald Johnson.

A reunião contou com a presença de Marcelo Ebrard, secretário de Economia; Julio Berdegué, ex-chefe da Agricultura; e Altagracia Gómez Sierra, coordenadora do Conselho Consultivo de Desenvolvimento Econômico Regional. Nenhum funcionário fez declarações na saída.

Sheinbaum publicou nas redes sociais: “No Palácio Nacional, nos reunimos com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer; avançamos na revisão do T-MEC e dos acordos bilaterais em benefício de ambos os povos”.

Na sua conferência matinal, a presidente afirmou que o seu governo fez “tudo o que foi humanamente possível” para que o México enfrente a revisão comercial nas melhores condições. Sheinbaum garantiu que continuarão a defender os interesses nacionais contra decisões unilaterais de Washington.

“Não sabemos exatamente o que os Estados Unidos vão fazer; o que fazemos é o nosso melhor trabalho para encontrar as melhores condições para o nosso país”, disse ele.

O presidente rejeitou declarações de legisladores dos EUA sobre uma alegada falha no fornecimento de água. “Estamos cumprindo perfeitamente e há acordo total com os Estados Unidos. Este ano esperamos mais chuva e ainda vai se cumprir; não há problema neste momento com a questão da água”, afirmou.

Indicou que a reunião se concentrou em questões comerciais, enquanto a segurança e outras questões bilaterais serão abordadas nas mesas de coordenação. Sheinbaum acrescentou que não responderá a todas as declarações feitas por autoridades ou legisladores norte-americanos, pois muitas correspondem a outros espaços de diálogo.

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A automação reduz empregos nas maquiladoras; 100 mil vagas a menos

Demissões em maquiladoras devido a robôs, altos salários e tarifas.

O impacto da automação

A onda de demissões nas maquiladoras não para. A crescente utilização de robôs na produção, especialmente nas fronteiras, acelerou a perda de empregos. A isto somam-se salários mínimos mais elevados, aumento dos dias de férias, incerteza comercial e tarifas dos EUA.

Segundo dados do Inegi, os estabelecimentos do programa Immex contavam com 3,19 milhões de trabalhadores em maio, menos 3% do que há dois anos. Isso equivale a 100 mil vagas a menos. As empresas começaram a demitir funcionários a partir do final de 2023.

Analistas consultados pelo EL UNIVERSAL apontam que a combinação de fatores – automação, insegurança e tarifas – está por trás desta tendência.

Humberto Martínez Cantú, presidente do Conselho Nacional da Indústria Maquiladora e de Fabricação de Exportação (Índice), explicou que as maquiladoras estão sendo automatizadas no país. O processo foi acelerado pelo aumento dos custos trabalhistas e pela pressão comercial externa.

A fronteira norte, tradicional bastião da indústria maquiladora, é a área mais afetada. Lá, a robotização avança mais rápido do que no resto do país.

Os dados oficiais reflectem uma contracção sustentada. O sector está a perder dinamismo e, com ele, fontes de emprego formal para milhares de mexicanos.

Embora o governo tenha promovido incentivos ao investimento, a realidade é que a tecnologia substitui tarefas repetitivas. Os trabalhadores menos qualificados são os mais vulneráveis.

A incerteza comercial com os Estados Unidos e as ameaças de tarifas adicionais complicam as perspectivas. As maquiladoras, que dependem de cadeias de abastecimento globais, ajustam a sua força de trabalho para permanecerem competitivas.

O desafio imediato é como requalificar a força de trabalho. Sem políticas de formação e reciclagem, a perda de cargos poderá agravar-se.

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El Bogueto junta-se ao México Canta 2026 com Sheinbaum

O reggaeton mexicano participa com honra do concurso binacional.

O cantor de reggaeton Armando Toledo, conhecido como El Bogueto, acompanhou a presidente Claudia Sheinbaum em sua conferência matinal desta quinta-feira no Palácio Nacional, no âmbito do concurso México Canta.

Sheinbaum explicou que o artista colabora a título honorário nesta iniciativa binacional dirigida a músicos do México e dos Estados Unidos que procuram criar novas narrativas longe da violência e dos vícios.

“De forma voluntária e honrosa, você está ajudando este grande programa de promoção da música, com letras de amor, para evitar o ódio, para evitar a violência”, disse o presidente.

Progresso do concurso

A secretária de Cultura, Claudia Curiel, apresentou os resultados da segunda edição do México Canta 2026. No total participaram 16.289 jovens: 10.528 do México e 5.761 dos Estados Unidos.

“Isso fala de uma resposta extraordinária e de uma geração que tem muito a dizer”, disse Curiel.

Os sete jovens seleccionados do país vizinho foram apresentados na Sala do Tesouro. Entre eles se destacou Grecia Marín, 25 anos e natural de Perris, Califórnia.

Testemunho de esperança

Marín tomou a palavra para agradecer a oportunidade e destacou que o concurso representa muito mais do que uma competição musical para jovens mexicanos residentes nos Estados Unidos.

Ela disse que desde pequena descobriu que a música era “a linguagem do seu coração” e que tem trabalhado para abrir caminho em diversos cenários. Ele contou que seu parto foi complicado e que os médicos previam múltiplas dificuldades, mas graças ao amor e à coragem de sua mãe conseguiu seguir em frente.

“Eu sou um milagre e todos os dias agradeço a Deus por esta segunda chance”, expressou ele.

Ele garantiu que essa experiência marcou sua forma de ver a vida e sua música. Embora muitas de suas composições falem sobre amor e desgosto, sua mensagem busca sempre transmitir esperança e demonstrar que a música pode curar e unir.

Por fim, agradeceu à Presidente Claudia Sheinbaum, à Secretária de Cultura, Claudia Curiel, e ao Conselho Mexicano de Música pela promoção do México Canta 2026 e pela abertura de espaços para novos talentos de ambos os países. Ele destacou o apoio aos filhos dos mexicanos que lutam para manter vivas suas raízes, sonhos e identidade.

“Prometo dar o meu melhor. Viva o México, viva a boa música, viva a banda e viva a regional mexicana!”, concluiu.

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