O PRI perde seu poder histórico na Mesa do Senado

O partido que governou o México durante décadas atinge o fundo do poço no Congresso, numa viragem histórica para a política nacional.

O tricolor desmorona: adeus aos 96 anos de poder no Senado

Bem, bem-vindo a mais um capítulo de “Jogos Vorazes: Upper House Edition”. Acontece que o PRI, aquela festa que seus avós ainda lembram com saudade (ou com terror, dependendo da família), acaba de sofrer um golpe tão forte que até nos causou luto coletivo. Após a renúncia do senador Néstor Camarillo –sim, o mesmo que decidiu que prefere ir tomar um café a continuar no navio que está afundando–, o PRI ficou com apenas 13 senadores. E o que isso significa? Basicamente, o partido que durante quase um século teve mais poder que um influenciador com 10 milhões de seguidores, agora não consegue sequer ocupar um cargo na Diretoria do Senado. Não parece o fim de uma novela histórica?

Para que você entenda a magnitude do drama: o PRI agora tem menos assentos que o Partido Verde. Sim, o mesmo que todos associamos às tartaruguinhas e à propaganda ecológica de duvidosa credibilidade. O PVEM agora tem 14 senadores, um a mais que o outrora onipotente tricolor. É como se numa competição de dança o time que sempre venceu de forma esmagadora agora nem chega à final. O mundo está de cabeça para baixo, amigos.

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E agora? A dura realidade política

Mas vamos falar sério (um pouco, pelo menos). A saída de Camarillo não foi nada. O senador não apenas renunciou: o fez com um discurso que parecia saído de um filme da Netflix. Declarou-se “democrata”, “estadista” e anunciou que iria se dedicar a uma “verdadeira agenda cidadã”. Em outras palavras, ele basicamente disse: “Vou embora porque não se faz mais nada de útil aqui”. E quem pode culpá-lo, certo?

O mais irônico de tudo isso é que, segundo o artigo 62 da Lei Orgânica do Congresso, o Conselho de Administração está integrado às maiores bancadas. Ou seja, o PRI, pela primeira vez em 96 anos – desde os tempos do Partido Nacional Revolucionário (PNR) – fica de fora da distribuição do bolo. Eles nem ganharam migalhas. Não é uma posição simbólica. Nada. Zero. CEP.

Em termos millennials: é como se a Meta não estivesse mais entre as cinco empresas de tecnologia mais importantes. Ou como se Bad Bunny deixasse de ter relevância na música. Simplesmente não faz sentido. O PRI era sinónimo de poder legislativo, de acordos ocultos, de “dedos” e de estruturas que pareciam eternas. Agora, é uma sombra do que já foi.

Que porra o Senado está fazendo e por que você deveria se importar?

Ok, ok. Eu sei que às vezes a política soa como aquela coisa que seus tios falam nas reuniões de família enquanto você só quer comer seu pozole em paz. Mas isso importa. O Senado não é apenas um clube de cavalheiros e senhoras bem-vestidos: é onde as leis são aprovadas, os tratados internacionais são ratificados e são decididas coisas tão importantes como quem vai ser o embaixador ou como serão geridos os recursos do país. O Conselho de Administração é basicamente a equipe que dirige as sessões: o presidente e seus vice-presidentes são quem colocam ordem no caos (ou pelo menos tentam).

A perda do PRI ali não é apenas uma questão simbólica: é uma mudança real na dinâmica do poder. Significa que as negociações, os acordos e até a agenda legislativa terão de ser construídos sem um dos atores que durante décadas puxaram os cordelinhos. É como se de repente, no seu grupo de amigos, aquele que sempre escolheu para qual clube ir ficasse de fora do grupo WhatsApp. Nada jamais será o mesmo.

Sem falar que a vice-presidência que o PRI teve – chefiada pela senadora Karla Guadalupe Toledo Zamora– está no ar. Quem irá ocupá-lo? O PVEM? Morena? O PAN? É como uma temporada de House of Cards, mas com mais drama e menos atuação.

E caso alguém duvide, isso não é pura fofoca. Os números não mentem: antes da renúncia de Camarillo, o PRI e o PVEM tinham cada um 15,38% de representação no Conselho de Administração. Agora, esses percentuais serão redistribuídos, e o tricolor fica de fora do jogo. É matemática pura, amigos. E a matemática não tem agenda política.

Então você sabe: da próxima vez que alguém disser que seu voto não importa ou que política é chata, conte essa história. Porque o que aconteceu aqui não é apenas mais uma fofoca: é o fim de uma era e o início de algo novo. E quem sabe, talvez até seja para melhor.

Está surpreso com esta reviravolta no poder legislativo? Compartilhe essa nota e vamos fazer com que o debate vire tendência. E se quiser mais análises com um toque de humor ácido (e muita verdade), não deixe de explorar nosso conteúdo.

IMSS e Fonacot atualizam acordo para melhorar serviços aos trabalhadores

IMSS e Fonacot renovam a sua aliança até 2030 para agilizar procedimentos e proteger os direitos laborais.

Aliança estratégica para direitos trabalhistas

O Instituto Mexicano de Seguridade Social (IMSS) e o Fundo Nacional para o Consumo dos Trabalhadores (Fonacot) assinaram um acordo de colaboração que atualiza o intercâmbio de informações e serviços. O objetivo: responder às atuais necessidades operacionais, tecnológicas e regulatórias de ambas as agências.

O acordo foi assinado por Wendolyne Retana Alarcón, diretora geral da Fonacot, e Luisa Obrador Garrido Cuesta, diretora de Incorporação e Arrecadação do IMSS. Será válido até 30 de setembro de 2030, com possibilidade de prorrogação por mais dois anos.

A relação entre as duas instituições remonta a 2007. Desde então, mantêm um fluxo constante de dados para facilitar procedimentos e garantir melhores condições de crédito e segurança social aos trabalhadores.

Com esta atualização, pretende-se agilizar processos, reduzir tempos de resposta e reforçar a proteção dos direitos dos trabalhadores formais do país.

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Energía Costa Azul faz primeiro embarque de GNL no Pacífico

A primeira remessa de gás natural liquefeito do Pacífico mexicano é um marco energético.

O projeto Energía Costa Azul, em Ensenada, Baixa Califórnia, concluiu o primeiro embarque de gás natural liquefeito (GNL) da costa mexicana do Pacífico. A empresa Sempra Infraestrutura confirmou que o carregamento faz parte dos testes prévios ao início das operações comerciais.

Contexto internacional

Esse movimento ocorre num contexto de grande demanda por segurança energética. As tensões no Estreito de Ormuz, por onde passa quase 20% do comércio global de GNL, aceleraram a procura de novas rotas de abastecimento.

Vantagem estratégica

A Sempra Infrastructure destacou que a fase 1 do projeto conectará o gás norte-americano aos mercados asiáticos, aproveitando a localização estratégica da costa mexicana do Pacífico. O pesquisador Adrián Duhalt destacou que a proximidade com as bacias produtoras de gás dos Estados Unidos representa uma vantagem competitiva para o México.

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México pressiona os EUA pela morte de um migrante nas mãos do ICE

O México exige investigação após morte de compatriota nas mãos do ICE.

O embaixador mexicano nos Estados Unidos, Roberto Lazzeri, confirmou que a representação diplomática acompanhará a família de Lorenzo Salgado Araujo, cidadão mexicano que morreu após ser baleado por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).

Que ações o México tomará?

Lazzeri anunciou que todos os recursos disponíveis serão utilizados para exigir uma investigação séria e transparente. O caso se junta a uma lista de 17 mexicanos falecidos em eventos ligados às operações do ICE ou em centros de detenção de imigração.

Seguindo instruções da presidente Claudia Sheinbaum e do ministro das Relações Exteriores, Roberto Velasco, a Embaixada em Washington e o Consulado em Houston se reunirão com autoridades dos EUA: Departamento de Estado, Departamento de Segurança Interna e o próprio ICE.

Detalhes da reunião

O México solicitará uma revisão detalhada do ocorrido e a implementação de protocolos claros para evitar que eventos semelhantes se repitam. “Não pretendemos questionar o direito dos Estados Unidos de aplicar as suas leis, mas sim garantir o respeito pela vida e pela dignidade humana”, disse Lazzeri.

O diplomata reiterou que o México manterá uma postura firme na defesa dos seus compatriotas em território norte-americano.

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