Malecón de Havana sedia a maratona anual de patinação urbana

O icônico calçadão foi transformado em um rinque para centenas de patinadores, fundindo competição de alto desempenho com uma vibrante festa urbana.

O Malecón se transforma em pista de patinação

O icônico Malecón de Havana serviu de cenário para uma enorme congregação de entusiastas da patinação no último fim de semana. Tendo o Mar das Caraíbas como pano de fundo, várias centenas de pessoas reuniram-se para participar numa maratona e numa série de provas técnicas, transformando o espaço urbano num vibrante circuito desportivo. As atividades se concentraram na área conhecida como “La Piragua”, no coração da capital cubana, onde desde sexta-feira puderam ser observados saltos, curvas e manobras de grande dificuldade.

O evento, denominado Havana Skate Marathon, comemorou sua quinta edição, consolidando-se como um evento imperdível no calendário regional de patinação. A programação incluiu disciplinas como skate cross (corrida em linha com obstáculos), speed slalom (desviando de cones em velocidade máxima) e provas de salto, que atraíram um público diversificado. A maioria dos participantes eram jovens, com um espectro que ia desde atletas com formação institucional até amadores que vieram pela primeira vez viver a experiência, todos incentivados pelas famílias e espectadores.

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Da competição global ao festival urbano inclusivo

A prova principal consistiu no percurso regulamentar de 42 quilómetros, dividido em seis voltas à beira-mar, com vista para o histórico Castillo del Morro. Tony García Acuña, organizador e proeminente patinador de longa distância na ilha, explicou à Associated Press que mais de 500 participantes se inscreveram, incluindo convidados da Colômbia e do México. Esta edição marcou uma evolução significativa: enquanto no ano anterior o evento fez parte do prestigiado World Skate World Marathon Circuit, desta vez priorizou um carácter popular e festivo.

“O Havana Skate nasceu há cinco anos com o objetivo de organizar competições de alto rendimento, mas evoluiu para eventos com forte componente urbana”, disse García. “Torna-se uma festa.” Essa mudança de enfoque busca atrair mais jovens e democratizar o esporte, passando de uma elite competitiva para um movimento social recreativo. O organizador destacou o crescimento orgânico da comunidade: “Vemos crianças que cresceram neste ambiente, famílias que vêm. Jovens que estavam ‘chutando na rua’ e agora estão ligados a uma forma de recreação e disciplina.”

Para muitos participantes, o evento é uma plataforma de desenvolvimento crucial. Yohanli Gutiérrez, 22 anos e trabalhador de uma fábrica de tintas, veio acompanhado de sua mãe e de sua namorada. “Para mim é muito bom; inspira muitas crianças”, disse ele à AP. Gutiérrez sagrou-se campeão na modalidade de salto, atingindo a altura de 1,30 metros, e exibiu com orgulho sua medalha. O seu testemunho reflete o espírito do encontro: um espaço onde o aperfeiçoamento pessoal e a celebração comunitária se entrelaçam sobre rodas.

Analiticamente, a Maratona de Skate de Havana exemplifica a capacidade do esporte de se apropriar e revitalizar espaços públicos icônicos, gerando um impacto que transcende o meramente atlético. Promove a coesão social, oferece uma alternativa de lazer saudável aos jovens e projeta uma imagem dinâmica da cidade. A transição de um formato de turnê mundial para um formato mais inclusivo sugere uma estratégia sustentável para consolidar a cultura da patinação, priorizando o crescimento baseado na comunidade em vez do desempenho exclusivo da elite.

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Trump acelera nova estratégia tarifária após decisão judicial

A Casa Branca pretende substituir as tarifas globais até 24 de julho.

O governo de Donald Trump está a acelerar uma nova estratégia para manter as receitas tarifárias. O Supremo Tribunal invalidou em Fevereiro as taxas mais amplas impostas ao abrigo da Lei dos Poderes Económicos de Emergência Internacional (IEEPA). A decisão forçou o Tesouro a reembolsar milhares de milhões aos importadores.

Após a decisão, a administração recorreu à Secção 122 da Lei Comercial de 1974. Esta regra permite tarifas globais de 10%, mas apenas durante 150 dias. O prazo expira em 24 de julho. Por esta razão, a Casa Branca busca medidas mais permanentes sob a Seção 301, que autoriza sanções contra países com práticas desleais.

Especialistas em comércio internacional acreditam que o governo conseguirá implementar as novas tarifas antes do prazo. Trump já anunciou tarifas de 25% sobre as importações do Brasil. Além disso, mantém investigações sobre as práticas comerciais de dezenas de países para justificar novos impostos no âmbito do actual quadro jurídico.

As receitas provenientes das tarifas atingiram um máximo de 31 mil milhões de dólares em Outubro passado. Mas eles caíram após a resolução do Tribunal. Foi registado um ligeiro défice em Maio. Em Junho, as perdas ascenderam a 25,6 mil milhões de dólares, porque os reembolsos excederam a cobrança de taxas ainda em vigor.

A secção 301 oferece uma base jurídica mais forte. No entanto, os analistas alertam que o estabelecimento de tarifas universais com esta norma poderá enfrentar novos desafios jurídicos. A incerteza sobre a política comercial dos EUA continua a causar preocupação entre empresas e investidores. Esperam maior clareza sobre as regras do comércio internacional nos próximos meses.

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A saia voa na pista de skate em La Paz

Em La Paz, meninas e jovens aimarás demonstram que tradição e esportes radicais podem andar de mãos dadas.

Tradição e skate

Numa pista de skate a 3.600 metros acima do nível do mar, um grupo de jovens aimarás desafia a gravidade e os estereótipos. Vestidas com a pollera, tradicional saia da mulher indígena boliviana, elas demonstraram sua habilidade em um concurso organizado pelo movimento Warmis Sobre Ruedas.

A atividade reuniu cerca de 20 meninas e jovens, de oito a 18 anos. O júri avaliou técnica, criatividade e vestimenta. Os prêmios: skates e equipamentos para continuar praticando.

“Sinto que estou voando”, disse Ana Lucía Calvep, 18 anos, integrante do grupo. “A saia é mais pesada, mas é uma honra usá-la porque representa a minha avó”, acrescentou.

Nem todos os participantes usam saia, mas existe uma categoria especial que premia quem usa e faz manobras. O objetivo é reivindicar a identidade das mulheres indígenas e fazer do skate um esporte inclusivo.

Orgulho da família

Victoria Mamani acompanhou a filha de 10 anos, que competiu na categoria iniciante. “Estou muito feliz que minha filha use a saia que minha mãe usa. Levo-a com prazer”, disse ela. “Minha mãe até se emociona. Esse esporte não é fácil, cada queda me machuca como mãe. Mas tenho visto que isso deixou minha filha mais forte.”

A competição começou com exercícios básicos como os chamados “caranguejos” – simulando andar na prancha com os pés nas pontas – e foi aumentando em dificuldade. Muitos caíram, mas todos se levantaram.

O skate na Bolívia vem ganhando espaço no meio profissional, e essas jovens aspiram a participar de competições internacionais, carregando a saia como símbolo de identidade.

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Pegada de Haaland: 559 bebês peruanos levam seu nome

559 peruanos registraram seus filhos com o nome do atacante norueguês após a Copa do Mundo de 2026.

O fenômeno Haaland nos registros civis peruanos

O impacto da Copa do Mundo de 2026 não se mede apenas em gols. No Peru, pelo menos 559 bebês foram registrados com nome inspirado no atacante norueguês Erling Haaland. A informação foi informada pelo Registro Nacional de Identificação e Estado Civil (Reniec).

Desse total, 468 soldados de infantaria receberam simplesmente “Haaland” como nome, enquanto outros 91 foram registrados como “Erling Haaland”. O número pode aumentar, uma vez que os registos de nascimento ainda estão abertos.

Segundo Reniec, o fenômeno ganhou força após a dobradinha de Haaland nas oitavas de final contra o Brasil. Esse 2-1 permitiu a qualificação histórica da Noruega para as quartas de final do torneio.

Mas Haaland não é o único jogador de futebol que inspira os pais peruanos. Reniec explicou que no país já existem 3.402 pessoas chamadas Messi, 1.185 com o nome Cristiano Ronaldo e 1.241 registradas como Yamal, em referência ao craque argentino, ao português e ao atacante espanhol.

O recorde absoluto, porém, é do brasileiro Neymar: quase 34 mil peruanos têm esse nome no documento de identidade.

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