O fenômeno BTS invade os cinemas mexicanos

Os cinemas mexicanos estão lotados de ARMYs para ver o show do BTS na tela grande. As reações se dividiram entre excitação e algumas reclamações.

Os ARMYs ocupam os lugares

As telas do Cinépolis no México foram tingidas de roxo neste fim de semana. Centenas de fãs – os famosos ARMYs – vieram ver a exibição da Arirang Tour do BTS, formato que leva o show para a sala escura.

A cerimônia no complexo universitário, por exemplo, registrou bom comparecimento a partir de uma da tarde. É o primeiro de dois recitais que serão exibidos; O próximo será de Tóquio no próximo sábado.

“Um amigo não poderá ir por motivos pessoais”, escreveu a conta @andy_busco uma passagem para o México.

A expectativa vinha crescendo nas redes sociais, onde até foram oferecidos ingressos de última hora. Mais uma prova de que o poder de convocação do grupo sul-coreano ainda está intacto.

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Entre reclamações e fascínio

Nem tudo foram ovações. Em outros países como a Venezuela, algumas projeções foram anteriores e houve reclamações. A experiência não é ao vivo, algo que decepcionou alguns.

“Saímos do show do BTS no cinema, você não tem vergonha”, disse @L10sud. “Merda, encore, você tocou uma música. Uma senhora dança mais.”

Mas a maioria declarou-se fascinada. O conceito de ver RM, Jin, SUGA, j-hope, Jimin, V e Jung Kook em formato gigante e com som surround conquistou os fãs.

“Adorei”, disse @missylolahuete.

Esta turnê marca o retorno do BTS ao cenário mundial depois de quase quatro anos. São 82 shows em 34 cidades, com palco 360 graus para ninguém perder nada.

A febre não para

Para muitos, isso é apenas o aperitivo. A esperança de vê-los em breve em carne e osso é a verdadeira força motriz.

“Fui ver quase todas as exibições do BTS nos cinemas e agora em seis meses estarei vendo-as ao vivo”, escreveu @solarisetwt.

No México, circularam até piadas sobre a venda de arranjos com celofane roxo – cor oficial do grupo – se a ocasião surgisse. O setlist, com músicas como Fake Love ou Hooligan, encantou quem cantava em seus assentos.

Enquanto isso, os teatros respiram aliviados – e cheios. Eles mostram que quando se trata de BTS, qualquer tela serve para se sentir próximo dos ídolos.

Renny Harlin e Aislinn Derbez: as estreias da semana

Tubarões e drama mexicano chegam ao outdoor após o fim do futebol.

Depois de quase um mês de jogos de futebol, o público volta aos cinemas com duas propostas opostas: uma de tubarões com cunho de ação e outra de drama mexicano.

Impacto mortal: tubarões e sobrevivência em alto mar

Um voo de Los Angeles para Xangai apresenta defeito e cai no oceano. Os sobreviventes ficam presos nos destroços enquanto tubarões cercam a área. A fuselagem afunda e eles devem decidir se arriscam na água ou esperam lá dentro.

Renny Harlin, que já demonstrou seu talento em Deep Alert e High Speed, dirige este filme. O elenco inclui Ben Kingsley, Aaron Eckhart, Lucy Barrett e Molly Belle Wright. Gene Simmons, fundador do Kiss, é produtor e focado na sonoplastia do acidente.

“Harlin recupera parte de seu antigo vigor na vertiginosa aceleração da violência”, observa o The Hollywood Reporter.

“É um filme sólido e divertido sobre um avião que colide com tubarões. Está muito mais acima na cadeia alimentar do que deveria estar”, acrescenta IndieWire.

Até o fim do mundo: drama profundo com ex-parceiro

Aislinn Derbez e Mauricio Ochmann dividem novamente o set, desta vez em um drama distante da comédia que os tornou famosos em A la mala. A história, que Derbez promoveu durante quase uma década, aborda uma doença grave e um relacionamento amoroso complexo.

A atriz fez terapia antes de concordar em filmar com Ochmann, seu ex-companheiro e pai de sua filha. O filme começa em 1975 e termina dez anos depois. É o filme de estreia de Emiliano Castro Vizcarra.

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Cecilia Suárez é homenageada no GIFF após incidente

Um fotógrafo caiu no palco pouco antes de a atriz receber seu prêmio.

Homenagem com susto

“Em primeiro lugar, gostaria de saber se a pessoa que caiu está bem”, disse Cecilia Suárez ao pegar o microfone no Teatro Juárez. A atriz se referia a um fotógrafo que caiu acidentalmente no fosso do palco de uma altura de cerca de dois metros. Relatórios oficiais confirmaram que ele não sofreu ferimentos.

A noite, porém, foi de celebração. Suárez recebeu a Cruz de Prata da Filmoteca da UNAM, prêmio feito com restos de metal da revelação do filme. Hugo Villa, diretor da Cinemateca, brincou: “Podem te dar 8 mil pesos por isso”.

A atriz de Tampico chegou acompanhada do filho, a quem reconheceu como o seu motor de vida. Ela aceitou que a maternidade torna as mulheres cafonas, lembrando de María Félix:

“Tende-se a pensar que quando se recebe uma homenagem é preciso ter uma certa idade, e tendo a me considerar muito mais jovem do que realmente sou. A trajetória de uma atriz não pode ser compreendida sem esforço coletivo.”

Como ativista, ela levantou a voz em defesa das mulheres, inclusive na ONU. Considerou que em tempos turbulentos só o esforço coletivo ajudará a avançar.

Também falaram no evento Irene Azuela, que confessou que no início teve medo de dividir o cenário com ela, mas uma brincadeira a acalmou, e Ernesto Contreras, seu diretor em Párpados azul e Las Oscuras Primaveras.

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Cecilia Suárez: “Gastei milhões de pesos em terapia”

A atriz mexicana revela seu investimento em terapias e técnicas como a psicomagia para se proteger emocionalmente.

Cecilia Suárez, conhecida por “A Casa das Flores” e “Sexo, Modéstia e Lágrimas”, falou abertamente sobre o custo emocional de seu trabalho. Durante uma master class no Festival Internacional de Cinema de Guanajuato (GIFF), onde recebeu uma homenagem nacional, confessou: “Milhões de pesos gastos em terapia e muitas horas de autorreflexão”.

A atriz destacou que o trabalho de atuação exige uma revisão constante de quem se é e quais ferramentas cada personagem utiliza. Para “curar” após atuações intensas, recorreu a diversas técnicas. A mais recente é a psicomágica, criada por Alejandro Jodorowsky, que funde teatro, ritos xamânicos e psicanálise.

“Acredita-se que depois de um certo tempo isso não acontecerá mais, mas não é o caso. A última coisa foi a psicomágica para me proteger nas funções e ficar em um lugar estável”, disse ele.

Teatro, o rei do seu coração

Embora trabalhe em cinema, televisão e teatro, Suárez deixou claro qual é o seu preferido. Ele brincou com a diretora do GIFF, Sarah Hoch: “Com licença, Sarah. A interpretação tem sua sede lá, ainda é a prova de fogo dos atores; lá não temos tomada 2 ou 3, não tem truques e é isso que me fascina.”

Relativamente às novas gerações, considerou que estas sentem angústia durante os intervalos, quando deveriam estar a usufruí-los.

Sete anos na Espanha, mas sempre no México

Morando na Espanha há sete anos, Suárez garante que continua acompanhando seu país. “Ele está presente todos os dias, lendo notícias, conversando, comendo comida mexicana em casa; há uma certa saudade de estar aqui ou voltar em algum momento”.

Ele considera que viver no exílio voluntário é enriquecedor: “Descobri parte da minha história familiar e reconheci em mim parte do país. Temos líderes que insistem em dividir em vez de gerar uma sinergia que nos enriqueça mais”.

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