O domínio da Meta e da Alphabet na publicidade digital e alternativas emergentes

O duopólio da Meta e da Alphabet monopoliza 82,5% do mercado publicitário digital, enquanto surgem alternativas inovadoras.

O monopólio das Big Tech na publicidade digital

A publicidade digital teve um crescimento exponencial na última década, substituindo os meios de comunicação tradicionais, como a televisão. Segundo dados do Global Media and Internet Concentration Project (2024), a Alphabet (controladora do Google) e a Meta (dona do Facebook e do Instagram) concentraram 82,5% da receita do setor em 2022, mantendo uma tendência dominante desde 2019. Esse duopólio reduziu a margem de ação dos concorrentes locais, como evidenciado pelo litígio da Cofece contra o Google México em 2023 por supostas práticas anticompetitivas.

O declínio da TV e o boom digital

O estudo revela uma mudança paradigmática: enquanto em 2010 a televisão absorvia 58% do investimento publicitário nos meios de comunicação, em 2022 a sua participação foi reduzida para 26%, sendo superada pela internet (58%). Esta mudança reflete a migração de audiências para plataformas digitais, onde a segmentação e medição de resultados oferecem vantagens intransponíveis para os anunciantes.

RelacionadoGoogle recebe multa recorde da UE por monopólio publicitário

Alternativas inovadoras ao modelo tradicional

Diante da hegemonia das Big Tech, estão surgindo estratégias como a publicidade nativa e o Digital Out-of-Home (DOOH), que priorizam a integração contextual e a não intrusividade. Brenda Benítez, especialista em marketing digital da American Marketing Association, destaca que a publicidade nativa consegue se misturar ao conteúdo orgânico, desde que atenda a dois critérios: transparência (rotulação clara como “patrocinado”) e valor narrativo (resolver necessidades antes de promover produtos).

Histórias de sucesso e tecnologia aplicada

Plataformas como MGID funcionam como intermediárias entre mídia e marcas, monetizando espaços com widgets que replicam o design dos sites (exemplo: seções “Recomendamos você” em Expansão). Segundo Linda Ruiz, diretora para a América Latina, esse modelo evita estoques remanescentes e é baseado no pagamento por clique (CPC), otimizando as conversões. Um caso emblemático foi a campanha interativa do videogame “Mario + Rabbids Sparks of Hope” (Ubisoft, 2022).

Na área de DOOH, empresas como a APPcelerate usam inteligência geoespacial para medir impactos. Alexis Santaella, seu porta-voz, explica como os beacons capturam IDs de dispositivos de smartphones próximos, cruzando dados com fontes como o INEGI para ajustar mensagens em tempo real de acordo com o clima, tráfego ou perfil demográfico. Este mercado projeta investimentos de 138 milhões de dólares no México.

Conclusão: rumo a uma publicidade mais inteligente

A evolução do setor exige um equilíbrio entre inovação e ética. Embora a IA permita a personalização do conteúdo, o seu papel deve ser complementar à criatividade humana. As alternativas analisadas demonstram que a eficácia da publicidade não depende mais do volume, mas da relevância contextual e da medição precisa.

Você está interessado no futuro do marketing digital? Compartilhe esta análise e descubra mais tendências em nossa seção tecnologia e negócios.

Internet via satélite, a aposta para acabar com a exclusão digital no México

A geografia mexicana limita a implantação de fibra, mas os satélites de órbita baixa estão a emergir como uma alternativa.

Internet via satélite como solução para a exclusão digital no México

Montanhas, selvas e desertos fazem do México um dos países com orografia mais complexa da América Latina. Levar fibra ótica a comunidades isoladas implica um investimento difícil de recuperar com poucos utilizadores. Como resultado, um em cada cinco agregados familiares ainda não tem acesso à Internet ou recebe serviços de má qualidade.

Diante desse cenário, a internet via satélite de órbita baixa (LEO) surge como uma alternativa estratégica. “A implantação de infraestrutura física no México é cara devido à geografia. Em muitos casos, a internet via satélite representa a opção mais viável para conectar áreas onde a fibra não alcançará no curto prazo”, explica Ernesto Piedras, diretor do CIU. Empresas como a Starlink, com mais de 10,3 mil satélites ativos, já operam no país. Desde maio de 2021, obteve concessão e fechou 2024 com 160.631 assinaturas, tornando o México seu segundo mercado latino-americano, atrás apenas do Brasil. A Starlink assinou contratos com a CFE Telecomunicaciones de até 1.556 milhões de pesos para conectar comunidades remotas.

No entanto, o custo continua a ser uma barreira. Enquanto um plano de fibra óptica custa em média 544 pesos por mês, a internet via satélite custa a partir de 899 pesos, mais equipamentos e instalação. “Comercialmente ainda não é tão viável porque ainda é mais caro e exige a compra de uma antena cujo preço continua elevado”, afirma Fernando Esquivel, do The CIU. O serviço faz sentido económico quando é partilhado entre comunidades ou empresas e com o apoio de políticas públicas.

Os especialistas concordam que esta tecnologia não substituirá a fibra óptica, mas sim complementá-la. “Os serviços terrestres são mais rápidos e têm menor latência. A comunicação via satélite atinge áreas que a internet fixa não alcançaria”, afirma Hugo Simg, da MediaTek. A implantação também requer regulamentação e coordenação entre governos e empresas. A corrida para ligar o México já não é travada apenas no subsolo, mas a partir do espaço, onde uma nova geração de satélites promete reduzir a exclusão digital que mantém milhões de pessoas fora do mundo digital.

Continuar lendo

Bancos se preparam para controles faciais biométricos em outubro

Os bancos afirmam estar prontos para a biometria facial nas agências desde outubro.

As principais instituições bancárias do país afirmam estar preparadas para a nova regulamentação sobre controlos biométricos faciais na abertura de contas, que entrará em vigor no próximo mês de Outubro.

O que os bancos declararam?

Marcos Ramírez, diretor geral do Grupo Financiero Banorte, destacou que a instituição tem avançado no reforço da identificação e segurança de seus usuários. “Estamos dentro do prazo e da forma com tudo o que está estabelecido na lei e um pouco à frente, com os limites prudenciais da lei”, indicou.

Estas medidas reforçarão o controlo sobre a identificação do cliente. Desde 2018, por regulamentação, a biometria de impressão digital já é exigida para abertura de contas.

Detalhes da implementação

No dia 1 de julho, a Comissão Nacional Bancária e de Valores Mobiliários (CNBV) incorporou a biometria facial no regulamento da banca múltipla na identificação e autenticação de clientes. As instituições que optarem por este mecanismo deverão cumprir requisitos técnicos, operacionais e de segurança.

Continuar lendo

IA detecta câncer de mama com 90% de precisão

Um modelo autônomo analisa termografias e classifica tecidos sem intervenção humana.

Um modelo de inteligência artificial desenvolvido por Raúl Castro Ortega, pesquisador da Universidade Politécnica de Tulancingo, consegue identificar o câncer de mama com uma precisão de 90%. Os resultados foram apresentados durante o Congresso Internacional SPIE Photonics Europe 2026, em Estrasburgo, França.

Como funciona o sistema

O sistema utiliza redes neurais convolucionais com mecanismos de atenção para analisar termografias mamárias. Diferentemente dos métodos tradicionais, o modelo aprende de forma autônoma os padrões dos tecidos saudáveis ​​e doentes, sem que um especialista defina previamente as características das imagens. Isso reduz o tempo de processamento e melhora a consistência dos resultados.

O estudo, intitulado “Análise de termografia mamária usando redes neurais convolucionais com mecanismos de atenção”, usa um algoritmo baseado na equação de difusão de calor. Esta abordagem concentra a análise nas regiões de interesse do termograma e classifica tecidos com altos níveis de sensibilidade e especificidade.

Impacto na detecção precoce

A precisão alcançada representa um avanço significativo para a detecção precoce do cancro da mama, o que pode melhorar as taxas de sobrevivência e facilitar o tratamento atempado. A pesquisadora destacou que o sistema não substitui o especialista, mas funciona como ferramenta de apoio para diagnósticos mais rápidos e consistentes.

Continuar lendo