EUA abrem investigação comercial contra o México

Os EUA investigam o México relativamente a práticas comerciais e possíveis casos de trabalho forçado ao abrigo da Secção 301.

A cortina se abre: os EUA investigam o México sob a Seção 301

A notícia veio como um duro golpe na mesa das relações comerciais. Os Estados Unidos anunciaram formalmente que o México será objecto de novas investigações ao abrigo da poderosa Secção 301, a legislação que permite escrutinar práticas consideradas “injustas” ou “discriminatórias”. O foco está em dois pontos sensíveis: o excesso de capacidade de produção e, mais delicadamente, alegados casos de trabalho forçado.

O que esse movimento significa no quadro geopolítico?

Luis Rosendo Gutiérrez, subsecretário de Comércio Exterior, explicou com calma, mas as palavras têm peso. As investigações abrangem mão de obra, inovação e capacidade produtiva. E aí vem o ponto crucial: poderiam incluir países que foram salvos na primeira volta.

De acordo com o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), os testes determinarão se as políticas de cada país “sobrecarregam ou restringem” o comércio dos EUA.

É a linguagem precisa e fria da diplomacia comercial. Mas por trás disso há um alerta com consequências reais: tarifas, sanções, uma mudança total nas regras do jogo.

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O documento oficial, o Registro Federal, detalha o escopo. 16 países serão investigados, incluindo o México, por excesso de capacidade. E a 60 países, incluindo os nossos vizinhos do norte, o Canadá, e nós próprios, por possíveis casos de trabalho forçado.

Para o meu pai, que me ensinou que a política não é abstrata, isso se traduz em empregos, em preços nos mercados e no futuro de indústrias inteiras. Não é apenas um procedimento burocrático. É um ato com profundas consequências na vida cotidiana. O teatro comercial entre as duas nações acaba de aumentar a intensidade dramática. Agora é hora de ver como o México responde.

Morena acusa oposição de negociar unidade para migrantes falecidos

Ariadna Montiel pede que os interesses nacionais tenham precedência sobre as diferenças partidárias.

Morena exige unidade diante da morte de compatriotas

A presidente nacional do Morena, Ariadna Montiel Reyes, acusou os partidos da oposição de “negociar” a unidade do México diante dos casos de 17 compatriotas que morreram sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).

Durante uma conferência de imprensa, o líder morenoista destacou que o apelo para cerrar fileiras para exigir respostas do governo dos EUA deve estar acima das diferenças partidárias e ideológicas. Considerou que se trata da defesa dos direitos dos mexicanos no exterior.

Montiel Reyes afirmou que a posição da oposição reflete a falta de compromisso com o país. Ele descreveu como “mesquinho” que alguns líderes não apoiem totalmente o apelo à unidade feito pela Presidente Claudia Sheinbaum para resolver casos de alegados abusos contra migrantes mexicanos.

O dirigente do Morena sustentou que a protecção dos concidadãos deve ser uma questão prioritária para todas as forças políticas. Ele apelou à colocação dos interesses nacionais acima das disputas partidárias.

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Secretaria da Mulher mantém apoio à esposa do ex-diretor da Pemex

Governo oferece atendimento integral à esposa do ex-diretor da Pemex que está sendo julgada por violência.

Apoio permanente da Secretaria da Mulher

A Secretaria da Mulher informou que continuará prestando atendimento integral, aconselhamento e apoio psicossocial a María Felicia Jiménez, esposa do ex-diretor da Petróleos Mexicanos, Víctor Rodríguez Padilla. O apoio será mantido caso ela o solicite, no âmbito do processo judicial que enfrenta por alegada violência familiar.

Em comunicado, a agência esclareceu que qualquer apoio será concedido com total respeito à vontade, autonomia e dignidade do Dr. Reiterou também o seu compromisso de ajudar as mulheres que vivenciam situações de violência através de mecanismos de proteção especializados.

Decisão de não comparecer à audiência

A declaração ocorreu depois que María Felicia Jiménez informou que não compareceria à audiência marcada para ratificar o indulto concedido ao seu marido. Argumentou que enfrenta um forte cerco mediático e procura proteger a sua privacidade e a dos seus filhos, especialmente a do seu filho menor.

As autoridades mantêm aberta a possibilidade de a vítima aceder aos serviços quando considerarem necessário. O caso chamou a atenção do público devido aos vínculos de poder dos envolvidos, embora a Secretaria garanta que suas ações se baseiam em critérios técnicos e de direitos humanos.

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Ulises Lara deixa a FGR; alega razões pessoais

Porta-voz da FGR deixou o cargo seis meses depois de assumi-la. Fontes apontam para motivos pessoais.

Mudanças no FGR

Ulises Lara López deixou a titularidade da Procuradoria Especial de Investigação de Assuntos Relevantes e a porta-voz da Procuradoria-Geral da República (FGR). Isso foi relatado por fontes federais. Sua saída ocorreu apenas seis meses após a posse.

Segundo as fontes consultadas, a separação ocorreu por motivos pessoais. As causas específicas não foram detalhadas.

Lara López foi nomeada em janeiro de 2026 pela procuradora-geral Ernestina Godoy Ramos. Chefiou a área de Assuntos Relevantes e atuou como porta-voz da instituição. Anteriormente, colaborou com Godoy Ramos na Procuradoria Geral da Cidade do México, onde ocupou diversos cargos. Após a nomeação, agradeceu a confiança e garantiu que continuará trabalhando pela justiça.

Durante a gestão do ex-procurador Alejandro Gertz Manero, Lara López integrou a estrutura da FGR como delegada estadual em Morelos. A partir daí participou de tarefas relacionadas às investigações federais.

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