Duarte não obtém libertação antecipada devido a processos pendentes

A Justiça negou o benefício por pendência de processo e falta de documentação, o que prolongou seu confinamento para alguns meses após o cumprimento da pena.

Análise da negação de liberdade condicional a Javier Duarte

O ex-governador de Veracruz, Javier Duarte de Ochoa, não obteve libertação antecipada durante a audiência realizada em 21 de novembro no Centro de Readaptación Social Varonil Norte, comumente conhecido como Reclusorio Norte, na Cidade do México. A juíza Ángela Zamorano Herrera decidiu que o ex-presidente do estado não cumpria os critérios estipulados na Lei Nacional de Execução Penal para ter acesso a este benefício penitenciário. Esta decisão judicial representa um revés significativo para a defesa jurídica do condenado, que se aproxima do fim formal da pena.

Embora Duarte de Ochoa tenha cumprido mais de 95% de sua sentença de nove anos de prisão, imposta pelos crimes de associação criminosa organizada e operações com recursos de origem ilícita (lavagem de dinheiro), a legislação mexicana estabelece condições precisas e inevitáveis para conceder a libertação antes do prazo estipulado. Sua pena começou a ser contada desde sua prisão na Guatemala em 2017 e está prevista para ser concluída em abril do próximo ano. A proximidade do fim da sua pena não constitui, por si só, argumento jurídico válido para a concessão automática do benefício.

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Requisitos legais não atendidos para liberação

O quadro regulamentar sobre a matéria exige que os condenados demonstrem de forma fiável vários requisitos cumulativos para serem candidatos à libertação antecipada. Estes incluem conduta observada favoravelmente durante o confinamento, ter coberto completamente a reparação de danos às vítimas ou à sociedade, cumprir um plano de trabalho, atividades educacionais ou culturais dentro da prisão e, fundamentalmente, não manter processos criminais em vigor para crimes que justifiquem prisão preventiva informal. A autoridade judiciária realizou um exame minucioso de cada um desses aspectos durante as sessões de audiência.

O juiz Zamorano Herrera determinou que Duarte de Ochoa mantenha um processo legal pelo crime de desaparecimento forçado. Embora neste caso já tenha sido expedido um processo não vinculativo, a Procuradoria-Geral do Estado de Veracruz contestou esta resolução, deixando a situação jurídica em estado de indefinição e aguardando uma resolução final por um tribunal superior. Além disso, a defesa do ex-governador não conseguiu comprovar de forma suficiente e documentada o programa de atividades desenvolvidas pelo seu cliente durante o período de confinamento, outro dos pilares fundamentais para a avaliação positiva.

Estratégia jurídica de defesa e próximas etapas processuais

Imediatamente após tomar conhecimento da resolução adversa, a equipe de advogados de defesa de Duarte anunciou que analisará exaustivamente a possibilidade de interpor recurso perante um tribunal colegiado. Os seus representantes legais mantêm a posição de que o seu cliente cumpre os elementos substantivos estabelecidos pela lei, argumentando que o processo pendente por desaparecimento forçado não deve ser um obstáculo absoluto, dado o seu estatuto de impugnação. A sua estratégia jurídica centrar-se-á na contestação da decisão, procurando que um tribunal superior anule a decisão de primeira instância.

Este caso destaca a complexidade dos procedimentos de execução penal e o rigor com que os juízes devem aplicar a lei, além da notoriedade do condenado. A recusa abre um precedente para a primazia do cumprimento integral dos requisitos legais sobre qualquer outra consideração. A análise minuciosa do juiz mostra que o sistema, neste caso, priorizou o princípio da legalidade e a existência de processo pendente por crime grave, o que inviabiliza juridicamente a concessão de liberdade antecipada, independentemente do percentual da pena cumprida.

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Busca em Água Prieta deixa quatro detentos e 1.500 cartões

Operação no bairro Sal Si Podemos desmonta rede de empréstimos ilegais.

Operacional em Água Prieta

Quatro pessoas foram presas em uma busca realizada no bairro Sal Si Podemos de Agua Prieta, Sonora. A Procuradoria-Geral da República (FGJE) garantiu cerca de 1.500 cartões bancários usados ​​para cobrar empréstimos ilegais.

A operação ocorreu no dia 5 de julho em uma casa nas ruas 20 e 21. Participaram agentes da Agência Ministerial de Investigação Criminal (AMIC), da Secretaria de Defesa Nacional e da Polícia Municipal. No local foram encontradas armas, drogas, celulares e documentação.

Os detidos foram identificados como Isaías “N”, 37 anos; Rafael “N”; Martín Arturo “N” e Luis Antonio “N”. Foram apreendidos 10 pacotes de cocaína, um revólver Taurus calibre .357, uma carabina calibre .22, um fuzil e três cartuchos calibre .32.

A investigação começou com a denúncia de uma mulher de 41 anos que relatou ter sido privada de liberdade, agredida fisicamente com arma de fogo e ameaçada de morte junto com sua família. Devido a esses acontecimentos, estão sendo investigados crimes de privação ilegal de liberdade, roubo qualificado e ameaças.

Segundo o FGJE, Isaías “N” alegadamente operava um esquema de empréstimos ilegais. Ele mantinha os cartões bancários e PINs dos devedores como garantia e depois fazia saques semanais para cobrar juros.

O Ministério Público mantém abertas as linhas de investigação para apurar se os detidos participaram noutros crimes e identificar mais vítimas.

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Sheinbaum pede informações à FGR sobre a irmã de Lozoya

O presidente solicita informações sobre o caso Agronitrogenados e a atuação de Gilda Lozoya.

Sheinbaum solicita esclarecimentos sobre o caso Agronitrogenados

A presidente Claudia Sheinbaum solicitou à Procuradoria-Geral da República (FGR) informações detalhadas sobre a participação de Gilda Lozoya Austin – irmã do ex-diretor da Pemex, Emilio Lozoya – na fraude dos Agronitrogenados. Gilda Lozoya obteve recentemente liberdade condicional.

“Pedi ao Ministério Público que informasse com mais detalhes a participação desta pessoa, da irmã de Lozoya, nesta fraude que foi a compra de uma empresa, que na época havia sido privatizada por um valor muito superior ao que realmente valia, para beneficiar o dono da Altos Hornos e algumas outras pessoas”, disse o presidente do Palácio Nacional.

Sheinbaum lembrou também que Alonso Ancira, ex-presidente dos Altos Hornos de México, não terminou de pagar a dívida derivada desse caso. Por esse motivo, o mandado de prisão contra ele foi revivido. Indicou que espera que a FGR, chefiada por Ernestina Godoy, explique claramente os detalhes do processo.

A compra da Agronitrogenados ocorreu durante a gestão de Emilio Lozoya na Pemex. A operação foi realizada por um valor muito superior ao valor real, segundo investigações. O caso tem sido um dos mais emblemáticos em termos de corrupção no setor energético mexicano.

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Prevenção de inundações em Edomex: progresso de 90%

As obras anti-inundações no leste do México estão 90% concluídas e quatro projetos já estão em operação.

A presidente Claudia Sheinbaum informou que as obras de prevenção de inundações na Zona Leste do Estado do México estão 90% concluídas. Ficarão prontos em no máximo 15 dias, pouco antes do pico do período chuvoso.

Sheinbaum destacou a eficácia do trabalho. Quatro dos seis projetos já estão em operação e têm tempos de impacto reduzidos. Por exemplo, após as recentes chuvas em Ciudad Nezahualcóyotl, o sistema evacuou um corpo de água em aproximadamente uma hora e meia.

Orçamento e principais obras

O diretor da Conagua, Efraín Morales, explicou que 2,2 bilhões de pesos de um orçamento nacional de 11,2 bilhões de pesos são gastos na região que inclui La Paz, Nezahualcóyotl e Iztapalapa.

Entre as obras concluídas estão a ampliação da Lagoa El Salado (de 300 mil para 400 mil metros cúbicos), o Coletor Teotongo, o Coletor Carmelo Pérez e o Cárcamo de Xochiaca, que aumentou sua capacidade de bombeamento para 16 mil litros por segundo.

As obras pendentes para as próximas duas semanas são a Coletora Los Pinos (88%) e a ampliação dos canais da Lagoa Churubusco (85%).

Além disso, a construção do Coletor Chalco de Díaz Covarrubias continua a resolver inundações históricas em Chalco e Valle de Chalco. As manobras de microtúnel já avançaram 3 quilômetros e devem ser concluídas em outubro.

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