Duplo terremoto sacode Venezuela: mais de 200 vítimas

Dois terremotos consecutivos de magnitude 7,2 e 7,5 deixaram 235 mortos e milhares de feridos no norte da Venezuela.

Venezuela enfrenta emergência após duplo terremoto

Dois poderosos terremotos consecutivos abalaram o norte da Venezuela na noite de quarta-feira, deixando pelo menos 235 mortos e mais de 4.300 feridos, segundo o ministro da Saúde, Carlos Alvarado. O número pode aumentar à medida que as equipes de resgate procuram sobreviventes nos escombros.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) relatou um primeiro terremoto de magnitude 7,2 com epicentro a oeste de Morón, a 170 quilômetros de Caracas. Quase um minuto depois, um segundo terremoto de magnitude 7,5 atingiu uma profundidade rasa, amplificando a destruição. A combinação de movimentos superficiais intensificou os danos, explicou o geofísico Marcos Ferreira.

“É como se eu estivesse gritando e então alguém começasse a gritar também. Isso amplifica a vibração e aumenta o perigo potencial”, disse Ferreira.

A região costeira de La Guaira, ao norte de Caracas, sofreu os maiores danos. O principal aeroporto do país fechou devido a danos, dificultando a chegada da ajuda. Moradores como Dayana Delgado, mãe de três filhos, perguntaram sobre o maquinário pesado que o governo havia prometido. Os vizinhos cavaram com as próprias mãos.

“Eu gostaria de saber onde meu filho está, se ele está preso lá ou se está em um abrigo”, disse ela sobre seu filho de 8 anos, que ainda está desaparecido.

A presidente responsável, Delcy Rodríguez, declarou estado de emergência e anunciou um fundo de reconstrução de 200 milhões de dólares. Ele solicitou maquinário pesado de empresas privadas para esforços de resgate. Equipes da República Dominicana já estavam chegando e esperava-se mais ajuda internacional.

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Os Estados Unidos, através do secretário de Estado Marco Rubio, ofereceram equipes de busca, recursos médicos e assistência logística. O Departamento do Tesouro renunciou temporariamente às sanções até 23 de Outubro para facilitar as transacções de ajuda. Os governos do México, Brasil, Espanha, Catar e outros também prometeram remessas.

Em Caracas, centenas de pessoas passaram a noite em espaços abertos com medo de tremores secundários. As aulas foram suspensas e alguns edifícios escolares foram convertidos em abrigos. A eletricidade e o serviço de celular falharam em diversas áreas. As famílias começaram a publicar listas de desaparecidos enquanto as equipes de resgate continuavam seu trabalho.

Terremotos na Venezuela: sistema de saúde no limite e resgates diminuem

O sistema de saúde venezuelano entra em colapso após os terremotos; as doenças crescem e desaparecem.

Sistema de saúde sob pressão

Quase uma semana depois de dois fortes terramotos, o frágil sistema de saúde pública da Venezuela está à beira do colapso. A OMS informou que os hospitais danificados e com falta de pessoal enfrentam uma onda de feridos.

Segundo o governo, os terremotos danificaram ou colocaram em risco 38 hospitais. A OMS avaliou 21 instalações: três já não funcionam, seis foram danificadas e as restantes estão transbordando. “As descobertas revelam o caos na prestação de serviços, a superlotação e a quebra das medidas de biossegurança”, disse Christian Lindmeier, porta-voz da OMS.

Além disso, faltam médicos especialistas, incluindo cuidados maternos em La Guaira. Isto agrava a crise num país do qual oito milhões de pessoas, muitos profissionais de saúde, fugiram nos últimos anos.

Crise humanitária e resgates

O governo relata 1.943 mortes e 10.571 feridos. No entanto, os especialistas acreditam que o número real é maior. A NASA estima que 59 mil edifícios foram danificados ou destruídos.

O principal período de resgate de 48 a 72 horas já passou. Até terça-feira, apenas quatro pessoas foram encontradas vivas pelas autoridades. Um menor resgatado após seis dias sob os escombros foi a exceção.

As agências da ONU estimam 1,2 milhão de toneladas de detritos. Cerca de 680 mil crianças necessitam de assistência humanitária. As pessoas deslocadas dormem em carros ou abrigos sobrelotados, sem acesso a casas de banho ou sabão, aumentando o risco de surtos de sarampo, dengue e malária.

Na ausência de uma contagem oficial dos desaparecidos, os venezuelanos recorrem a grupos de WhatsApp. Uma lista não governamental registra pelo menos 43.220 pessoas desaparecidas.

“O sistema de saúde, já sobrecarregado por décadas de subinvestimento, está agora a operar além da sua capacidade”, alertou Lindmeier. A ajuda humanitária chega tarde: a Cruz Vermelha e o Programa Alimentar Mundial montaram tendas em La Guaira, onde as pessoas fazem fila para obter alimentos, medicamentos e máscaras.

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Merz defende a seleção alemã; Nagelsmann permanecerá no comando

O apoio de Merz à seleção alemã após a derrota suscita críticas políticas.

Apoio a Merz e a tempestade política

O chanceler alemão Friedrich Merz acendeu o debate político e esportivo ao postar nas redes sociais seu apoio à seleção nacional, eliminada nos pênaltis pelo Paraguai nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. “Embora a eliminação doa: que jogo! Com seu comprometimento e espírito de equipe você moveu nosso país. Estamos orgulhosos de você”, escreveu.

A reação foi imediata. A eurodeputada Marie-Agnes Strack-Zimmermann e o membro da oposição Sevim Dagdelen acusaram-no de perder o contacto com a realidade. O diário Tagesspiegel sugeriu que a publicação foi um erro de um funcionário da Assessoria de Imprensa Federal.

A federação analisa o desempenho

Bernd Neuendorf, presidente da DFB, reconheceu a decepção e realizou um workshop com o técnico Julian Nagelsmann e os dirigentes Andreas Rettig e Rudi Voeller para avaliar o desempenho da equipe.

Apesar dos rumores sobre sua saída, Nagelsmann deixou claro que não irá renunciar. “Se a DFB quiser que eu continue, eu o farei. E se não, eles podem me dizer. Eu sei como funciona o futebol”, disse ele. Voeller o apoiou: “Ele é a pessoa certa no lugar certo”.

Klopp, por sua vez, descartou qualquer retorno. Dos Estados Unidos, onde trabalha como comentarista, ele disse estar satisfeito como diretor global de futebol da Red Bull. A seleção alemã inicia assim um processo de análise sem mudanças imediatas no banco.

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Toupeiras mexicanas recebem reconhecimento global na Venezuela

As brigadas de resgate mexicanas são aplaudidas online por seu trabalho nos terremotos na Venezuela.

Terremotos devastadores de magnitude 7,2 e 7,5 abalaram o centro da Venezuela na última quarta-feira, 24 de junho. Quase cinco dias após o terremoto, que deixou milhares de mortos, o país sul-americano permanece em estado de emergência.

Equipes de resgate de vários países estão trabalhando incansavelmente entre os escombros para localizar sobreviventes. Nesta tarefa, as brigadas mexicanas Topos têm se destacado pela dedicação e vocação para o serviço. Seu trabalho foi reconhecido por milhões de pessoas em todo o mundo.

Reconhecimento nas redes sociais

Usuários de plataformas digitais como X compartilharam dezenas de vídeos e imagens do trabalho dos Moles na Venezuela. As mensagens celebram não só o resgate de pessoas, mas também de animais. Alguns dos agradecimentos mais replicados incluem:

“Os Topos do México são surreais! Para sempre ótimos.”

“Se alguma vez, diante de um desastre natural, você ficar preso nos escombros e ouvir que as toupeiras do México chegaram, resista um pouco mais porque você está prestes a ser resgatado, eles vão te encontrar de qualquer maneira. As toupeiras mexicanas ganharam o paraíso!”

“Os Topos mexicanos continuam a realizar um trabalho extraordinário na Venezuela, trabalhando incansavelmente entre os escombros para salvar vidas e proporcionar esperança no meio da tragédia. A sua bravura, solidariedade e compromisso demonstraram mais uma vez porque são uma fonte de orgulho para o México e um exemplo para o mundo.”

A onda de publicações reflete o impacto global do trabalho destes órgãos de emergência. A sua atuação na Venezuela reforçou a imagem dos Topos como símbolo de solidariedade internacional.

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