O escândalo do carro “chocolate” que tem mais episódios que uma novela
Parece que o decreto para regularizar veículos de origem duvidosa – também conhecidos como “carros de chocolate” – se tornou o Velho Oeste da corrupção, com as alfândegas transformadas em mercados negros e os funcionários brincando de Robin Hood… mas roubando do povo. O deputado Héctor Saúl Téllez, do PAN, acaba de lançar um político “espera a minha cerveja” ao anunciar que vai pedir a revogação deste polémico decreto, porque, alerta de spoiler: tudo cheira a podre.
O que o governador da Baixa Califórnia tem a ver com isso?
Acontece que os Estados Unidos, numa reviravolta digna de House of Cards, revogaram o visto de Marina del Pilar Ávila (governadora da Baixa Califórnia) e de seu marido, Carlos Torres. A razão? Suspeitas de que estariam envolvidos em uma rede de tráfico ilegal desses carros. Em outras palavras, eles não apenas cancelaram sua permissão para ir à Disneylândia, mas também descobriram um pandemônio de subornos, contrabando e até mesmo certificados de origem falsos.
O decreto, assinado por AMLO em 2024 e válido até 2026, supostamente iria “regularizar” 2,5 milhões de carros, mas na realidade normalizou o caos: conluio alfandegário, loterias convertidas em revendedores de carros roubados e até mesmo o SAT fazendo vista grossa. Eles arrecadaram seis bilhões de pesos? Legalmas o custo de institucionalizar a corrupção é muito maior.
Os atores deste drama (que nem a Netflix teria aprovado)
No centro do furacão está Roberto Ruiz Armas, um despachante alfandegário que já havia sido acusado de importação ilegal em 2017. Agora, segundo relatos, ele seria aliado de Luis Torres (cunhado do governador) para roubar carros por Tecate e Mexicali. E o SAT? Bem, de acordo com o acordo, alguns funcionários nem sequer hesitaram. Fala-se até de suborno a juízes em Edomex e Baja California. #JusticiaExpress.
Para completar, o deputado pede que a FGR investigue todos os envolvidos – do SAT aos governos estaduais – e que sejam aplicadas sanções exemplares. Ou seja, isso não fica em outro “vamos revisar” e acaba arquivado como 90% dos escândalos no México.
Moral? Se um decreto parece bom demais para ser verdade (tosse, regularização de carros ilegais), provavelmente esconde uma megafraude. E se até mesmo os Estados Unidos cancelarem seu visto, é melhor você disparar o alarme.
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