AMDA comemora fim do decreto que legalizou carros de chocolate

Uma medida polêmica chega ao fim, encerrando um capítulo que inundou as ruas com milhões de veículos de origem duvidosa. A indústria respira aliviada à medida que as regras do jogo são restauradas.

Um decreto revogado: o fim de uma era de sombras nas estradas

Numa reviravolta dramática que abala os alicerces do mercado automotivo mexicano, a Associação Mexicana de Distribuidores Automotivos (AMDA) levantou a voz num agradecimento cheio de alívio. O objeto do seu reconhecimento não é uma simples política, mas a revogação histórica de um decreto que, durante anos, abriu as portas para uma realidade sombria: a regularização de veículos usados ​​importados ilegalmente. Nesta quinta-feira, as páginas do Diário Oficial da Federação (DOF) se tornaram o cenário onde foi selado o destino desta polêmica norma, anunciando seu desaparecimento definitivo a partir de 1º de janeiro de 2026.

Para a AMDA, este não é um simples ajuste legal; É o culminar de uma batalha épica contra uma medida que, na sua narrativa, envenenou o coração do mercado automóvel interno. Em tom de denúncia, a associação pintou um panorama apocalíptico: quase três milhões de veículos, descritos como altamente poluentes e de origem mais do que duvidosa, invadiram as estradas nacionais. Cada um desses carros, segundo sua história, não era apenas um motor e um chassi, mas um golpe direto na segurança rodoviária de uma nação inteira, uma brecha na lei que permitia a circulação de fantasmas de metal com funções questionáveis.

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A Legalização do Ilegal e um Novo Amanhecer Regulatório

“A culminação de tal decreto confirma as reivindicações dos distribuidores para eliminar a regularização do que é ilegal”, proclamou a AMDA com a força de um manifesto vitorioso. Na sua declaração, carregada de linguagem de restauração da ordem, a associação prevê um futuro de certeza. O caminho segue agora um decreto mais antigo e, aos seus olhos, mais nobre: aquele que regulamenta a importação definitiva de veículos usados dos Estados Unidos e do Canadá desde 2011. Este quadro, argumentam, é o bastião da clareza, onde as regras são certas e os impostos são pagos de forma justa, beneficiando tanto a autoridade como garantindo uma paz inquebrantável aos proprietários dessas unidades.

O agora desonrado decreto tinha um alcance geográfico tão vasto quanto controverso. Funcionou como passagem segura para os infames carros de chocolate em dezesseis estados, da Baja Califórnia a Zacatecas, estados marcados por um alto fluxo migratório para o norte. Foi, em essência, um mecanismo que permitiu a lavagem da identidade dos veículos que cruzaram a fronteira fora da lei, criando um cenário veicular paralelo e desregulamentado.

Num movimento final carregado de simbolismo político, a AMDA dirigiu o seu reconhecimento à Presidente Claudia Sheinbaum, agradecendo-lhe por enterrar um decreto que, na sua opinião, nada mais fez do que promover a legalização do contrabando com todas as suas terríveis consequências. Mas a história não termina aqui. A associação, posicionando-se como um ator-chave nesta épica regulatória, reafirmou a sua vontade inabalável de continuar a colaborar com as autoridades. Os olhos estão voltados para os próximos capítulos: a confirmação de uma base de dados mais segura através do Registro Público de Veículos (REPUVE) e a promoção de um ambicioso programa de renovação da envelhecida frota veicular de unidades leves e pesadas. A batalha por estradas legais, seguras e menos poluentes acaba de tomar um rumo importante.

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IMSS e Fonacot atualizam acordo para melhorar serviços aos trabalhadores

IMSS e Fonacot renovam a sua aliança até 2030 para agilizar procedimentos e proteger os direitos laborais.

Aliança estratégica para direitos trabalhistas

O Instituto Mexicano de Seguridade Social (IMSS) e o Fundo Nacional para o Consumo dos Trabalhadores (Fonacot) assinaram um acordo de colaboração que atualiza o intercâmbio de informações e serviços. O objetivo: responder às atuais necessidades operacionais, tecnológicas e regulatórias de ambas as agências.

O acordo foi assinado por Wendolyne Retana Alarcón, diretora geral da Fonacot, e Luisa Obrador Garrido Cuesta, diretora de Incorporação e Arrecadação do IMSS. Será válido até 30 de setembro de 2030, com possibilidade de prorrogação por mais dois anos.

A relação entre as duas instituições remonta a 2007. Desde então, mantêm um fluxo constante de dados para facilitar procedimentos e garantir melhores condições de crédito e segurança social aos trabalhadores.

Com esta atualização, pretende-se agilizar processos, reduzir tempos de resposta e reforçar a proteção dos direitos dos trabalhadores formais do país.

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Energía Costa Azul faz primeiro embarque de GNL no Pacífico

A primeira remessa de gás natural liquefeito do Pacífico mexicano é um marco energético.

O projeto Energía Costa Azul, em Ensenada, Baixa Califórnia, concluiu o primeiro embarque de gás natural liquefeito (GNL) da costa mexicana do Pacífico. A empresa Sempra Infraestrutura confirmou que o carregamento faz parte dos testes prévios ao início das operações comerciais.

Contexto internacional

Esse movimento ocorre num contexto de grande demanda por segurança energética. As tensões no Estreito de Ormuz, por onde passa quase 20% do comércio global de GNL, aceleraram a procura de novas rotas de abastecimento.

Vantagem estratégica

A Sempra Infrastructure destacou que a fase 1 do projeto conectará o gás norte-americano aos mercados asiáticos, aproveitando a localização estratégica da costa mexicana do Pacífico. O pesquisador Adrián Duhalt destacou que a proximidade com as bacias produtoras de gás dos Estados Unidos representa uma vantagem competitiva para o México.

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México pressiona os EUA pela morte de um migrante nas mãos do ICE

O México exige investigação após morte de compatriota nas mãos do ICE.

O embaixador mexicano nos Estados Unidos, Roberto Lazzeri, confirmou que a representação diplomática acompanhará a família de Lorenzo Salgado Araujo, cidadão mexicano que morreu após ser baleado por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).

Que ações o México tomará?

Lazzeri anunciou que todos os recursos disponíveis serão utilizados para exigir uma investigação séria e transparente. O caso se junta a uma lista de 17 mexicanos falecidos em eventos ligados às operações do ICE ou em centros de detenção de imigração.

Seguindo instruções da presidente Claudia Sheinbaum e do ministro das Relações Exteriores, Roberto Velasco, a Embaixada em Washington e o Consulado em Houston se reunirão com autoridades dos EUA: Departamento de Estado, Departamento de Segurança Interna e o próprio ICE.

Detalhes da reunião

O México solicitará uma revisão detalhada do ocorrido e a implementação de protocolos claros para evitar que eventos semelhantes se repitam. “Não pretendemos questionar o direito dos Estados Unidos de aplicar as suas leis, mas sim garantir o respeito pela vida e pela dignidade humana”, disse Lazzeri.

O diplomata reiterou que o México manterá uma postura firme na defesa dos seus compatriotas em território norte-americano.

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