Em meio ao processo de eleição do próximo chefe da Auditoria Superior da Federação (ASF) —cujo mandato terá início em 2026 e se estenderá até 2034— surge um perfil com maior experiência, credenciais acadêmicas e histórico técnico para assumir um dos cargos-chave de responsabilização no México: Delia González Cobos.
O apelo à substituição de David Colmenares, que termina o seu mandato em março deste ano, colocou no centro do debate a necessidade de a ASF reforçar o seu papel de supervisão num contexto em que a transparência e o combate à corrupção são prioridades nacionais.
Na lista de candidatos, poucos têm um perfil tão consistente como González Cobos. Ex-auditora do Orfis – o órgão fiscalizador do estado de Veracruz – ela demonstrou um histórico marcado pela gestão rigorosa dos recursos públicos, pela promoção de auditorias abrangentes e por uma reputação impecável no serviço público.
A sua formação académica inclui um mestrado em Direito pela UNAM, e distingue-se por ter promovido que todos os recursos – federais, estaduais e municipais – fossem sujeitos a uma revisão exaustiva, posição que sublinha o seu compromisso com a transparência e a utilização responsável do dinheiro que pertence aos cidadãos.
Um processo competitivo sob escrutínio público
O processo seletivo tem chamado a atenção nacional, pois além do perfil técnico dos candidatos, será testada a transparência do próprio procedimento legislativo para escolha do novo auditor. As organizações civis e os actores políticos têm insistido que a FAEA deve reforçar a sua autonomia face às pressões partidárias e garantir que a responsabilização não pare.
Neste contexto, a proposta de González Cobos não só se destaca pelas suas credenciais, mas também pela sua experiência prática em auditorias de alto impacto, onde enfrentou casos de irregularidades e promoveu sanções quando necessário.
A decisão final cabe à Câmara dos Deputados, que no dia 11 de março votará a lista restrita de candidatos proposta pela Comissão de Fiscalização. A eleição do novo auditor pode marcar uma mudança na forma como o México supervisiona o uso dos recursos públicos nos próximos oito anos.




