O terremoto que abalou a Venezuela no dia 24 de junho também foi sentido no México, pelo menos no coração do ator Daniel Elbittar. Há 18 anos no país, ele acompanhou à distância a emergência causada pelos dois terremotos que abalaram o litoral central da Venezuela, com magnitudes de 7,2 e 7,5. O número oficial ultrapassa 1.900 mortes, milhares de feridos e famílias inteiras desabrigadas.
Protegido para toda a família
Do outro lado da linha estavam sua mãe e irmãs, seguras, embora com danos materiais. “Eles foram afetados pelo terremoto de Caracas. Graças a Deus não piorou e sofreram apenas danos materiais”, afirma o ator.
Esse alívio se transformou em indignação ao ver as imagens de resgates, prédios desabados e famílias vasculhando os escombros, enquanto a ajuda humanitária avança em meio a restrições que considera inaceitáveis.
“É inaceitável que não deixem entrar ajuda humanitária, que queiram obrigar os informantes a dar declarações limitadas pela linha editorial imposta. É bom que os informantes do México estejam lá e confrontem os jornalistas”, diz ele.
Críticas à gestão
Elbittar sustenta que quem mais sofre são as pessoas que perderam suas casas em meio a controles que o governo venezuelano justifica como ordem e segurança sanitária. “Não permitem a entrada de pessoas que querem ajudar no resgate, da Colômbia e da Espanha. Tudo o que o governo está fazendo é desumano e quem está sofrendo tudo é o povo”, afirma.
Diante da emergência, o ator se envolveu em trabalhos de apoio à comunidade venezuelana no México. “No fim de semana estivemos num centro de coleta próximo à embaixada da Venezuela. Também estamos todos realizando atividades para arrecadar fundos”, explica.
Seu maior alívio é saber que sua mãe e suas irmãs estão vivas. A primeira intenção era trazê-los para o México, mas por enquanto é impossível. “A questão é que neste momento os aeroportos estão em colapso, todo o sistema aéreo. Estamos observando o tempo todo.” Embora esteja afastado há quase duas décadas, ele diz que hoje se sente mais ligado ao seu país do que nunca.




