Culiacán: dois mortos e três detidos em operação federal

Dois civis morreram e três foram presos numa operação federal na administração judicial da Costa Rica.

Operacional na Costa Rica

CULIACÁN, Sin. — Elementos do Exército e da Guarda Nacional enfrentaram um grupo armado na administração da Costa Rica, em Culiacán. O saldo foi de dois civis mortos e três detidos.

As autoridades informaram que as forças federais realizavam reconhecimento terrestre na zona rural quando detectaram dois veículos trafegando em alta velocidade. Os ocupantes tentaram fugir dos militares, o que desencadeou uma perseguição.

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Numa brecha na Costa Rica, indivíduos armados atiraram contra os agentes quando estes se sentiram encurralados. O confronto durou vários minutos até que dois dos agressores caíram mortos. O resto desistiu.

Após controlar a situação, as forças federais apreenderam cinco fuzis AK-47, quinze pentes, 410 cartuchos úteis, quatro rádios de comunicação, dois celulares, um balde com pneus furados e 31 sacos com aproximadamente 25 quilos de substância semelhante à metanfetamina.

Os detidos e o material apreendido foram colocados à disposição das autoridades correspondentes.

Mulheres, as mais afetadas pela prisão preventiva no México

52,6% das mulheres presas não têm pena, segundo Inegi.

O Inegi revelou que 42,2% das pessoas presas no México não têm pena. Dos 231.436 reclusos registados no final de 2025, apenas 133.714 tiveram condenação.

As mulheres são as mais afetadas: 52,6% delas estão sem pena, contra 41,5% dos homens. Do total de 97.722 presos não condenados, 97.090 são adultos. Desse grupo, 50,1% estão em prisão preventiva informal, 34,3% em prisão preventiva justificada e 1,8% em outro caso. 13,8% não têm status legal identificado.

Destacam-se o Estado do México e Michoacán: ambos relatam que 100% de sua população não condenada está em prisão preventiva informal.

Em centros penitenciários federais, foram registrados 5.702 crimes ligados a pessoas não condenadas. 5,5% correspondiam a mulheres e 94,5% a homens. O crime mais comum entre eles foi sequestro (51,9%); entre eles, crimes com armas (23,6%).

Nos centros estaduais foram notificados 120 mil 32 crimes. 7,8% foram cometidos por mulheres – principalmente tráfico de drogas – e 92,2% por homens, sendo os roubos os mais frequentes.

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Governo anuncia 20 mil milhões para limpar três rios importantes

20 bilhões de pesos para resgatar os rios mais poluídos do país.

O governo federal destinará 20 bilhões de pesos durante o mandato de seis anos para o saneamento integral dos rios Atoyac, Lerma-Santiago e Tula. A Comissão Nacional de Águas (Conagua) os identifica como os corpos hídricos mais contaminados do país.

A presidente Claudia Sheinbaum explicou que entre 2025 e 2026 já foram atribuídos cerca de 2,5 mil milhões de pesos a estas tarefas. O objetivo: proteger a saúde pública e melhorar o ambiente ecológico de mais de 25 milhões de habitantes em 10 estados.

Ações para recuperação

A poluição provém de descargas municipais e industriais que violam as regulamentações, bem como do assoreamento dos leitos dos rios. O programa inclui infraestrutura permanente: estações de tratamento com áreas úmidas, drenagem marginal, desassoreamento, reflorestamento de encostas e erradicação de lixões clandestinos, em colaboração com as comunidades locais.

A secretária do Meio Ambiente, Alicia Bárcena, especificou que são coordenados 93 projetos de saneamento, desde os principais canais até os sistemas integrais de cada bacia. O rio Lerma-Santiago percorre 1.360 quilômetros e beneficia 21,4 milhões de pessoas em seis estados. El Tula, 191 quilômetros para 800 mil residentes em Hidalgo e no Estado do México. O Atoyac percorre 162 quilômetros em Puebla e Tlaxcala, com 3,7 milhões de beneficiários.

Progresso por bacia

O chefe da Conagua, Efraín Morales, relatou avanços nas primeiras fases. O Lerma-Santiago lidera com 90% de avanço em 65 quilômetros; o Atoyac, 85% em 63 quilômetros; e Tula, 62% em 74 quilômetros. As ações incluem centros de vigilância, reflorestamento de milhares de hectares, fechamento de lixões ilegais, construção de coletores e novos parques públicos para conciliar a população com seu meio ambiente.

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Sheinbaum procura especialistas independentes da ONU para o caso Ayotzinapa

O Presidente propõe que a ONU nomeie novos especialistas para o caso Ayotzinapa.

A Presidente Claudia Sheinbaum informou que seu governo está analisando, em coordenação com o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos no México, a incorporação de um grupo de especialistas independentes para acompanhar a investigação do caso Ayotzinapa.

O objetivo é fortalecer as investigações e avançar no esclarecimento do desaparecimento dos 43 alunos normais. Sheinbaum explicou que os especialistas não serão contratados pelo governo federal, mas farão parte de uma equipe de assessoria apoiada por uma instituição internacional independente, para dar maior credibilidade ao processo.

Gestão perante a ONU

O presidente já solicitou formalmente ao Alto Comissariado que explorasse essa possibilidade. Ele até abordou o assunto diretamente com o alto comissário durante sua visita ao país. A resposta foi que os especialistas que participaram anteriormente não serão reintegrados, mas que a ONU proporá novos especialistas.

Sheinbaum reconheceu diferenças com algumas organizações de direitos humanos em relação à condução do caso e às resoluções judiciais anteriores. Assegurou que a nova linha de investigação da Procuradoria-Geral da República (FGR) permitiu recuperar uma perspectiva científica e detectar omissões em investigações anteriores.

Porém, o andamento não pode ser divulgado por enquanto, para não comprometer as investigações e por respeito aos familiares.

“A mudança ou a nova visão da pesquisa que estamos fazendo está dando muitos resultados; ainda não podemos divulgá-los por respeito aos pais e mães, e também à própria pesquisa”, disse ele.

A presidente reiterou que sua administração busca a verdade e a justiça, além de conhecer o paradeiro dos 43 jovens. Mantém reuniões periódicas com os pais para informá-los sobre o andamento do caso. Sheinbaum fez acompanhamento pessoal, revisando relatórios e pastas, em coordenação com a FGR e a assessora jurídica Luisa María Alcalde.

Por fim, considerou que não é o momento de abrir um debate público sobre as divergências do caso, já que a prioridade é preservar as investigações e informar primeiro as famílias.

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