Quartas de final da Copa do Mundo de 2026: dois ingressos em jogo

Noruega e Inglaterra buscam vaga nas semifinais; A Argentina enfrenta a Suíça tendo Messi como figura.

As quartas de final continuam na Copa do Mundo de 2026

Neste sábado serão disputadas as duas últimas partidas das quartas de final. França e Espanha já garantiram o seu lugar nas meias-finais. Agora, Noruega e Inglaterra, e depois Argentina e Suíça, procurarão os restantes bilhetes.

Noruega x Inglaterra: um duelo de artilheiros

A Noruega, que disputa as quartas de final pela primeira vez na história, depende de Erling Haaland. O atacante marcou sete gols em quatro jogos e foi fundamental na eliminação do Brasil. Do lado oposto, a Inglaterra, com uma seca de 60 anos, aposta em Harry Kane e Jude Bellingham.

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O jogo será disputado em Miami às 15h. É transmitido pela Azteca 7, Canal 5, TUDN e VIX Premium.

Argentina x Suíça: Messi, a grande carta

A Argentina, atual campeã, enfrenta a Suíça em Kansas City. Lionel Messi, com oito gols e uma assistência em cinco jogos, lidera o time. Embora favoritos, os suíços representam um rival difícil.

A partida começa às 19h. e só será visto no VIX Premium.

Ambas as partidas definirão os semifinalistas que se enfrentarão nos Estados Unidos. A torcida espera emoções e gols dos artilheiros do torneio.

Argentina derrota a Inglaterra e inicia uma celebração nacional imparável

Milhões de argentinos comemoraram nas ruas a passagem à final após vencer a Inglaterra.

Euforia em Buenos Aires

Dezenas de milhares de torcedores inundaram o centro de Buenos Aires após a vitória da Argentina por 2 a 1 sobre a Inglaterra, que classificou a seleção para a final da Copa do Mundo. Os gritos contra o rival histórico ecoaram no Obelisco.

“E você vê, e você vê, quem não pula é inglês”, eles cantavam incessantemente.

A vitória evocou a memória do México 1986, quando Diego Maradona marcou dois gols lendários contra o mesmo rival, quatro anos após a guerra das Malvinas. Para muitos, o jogo simboliza mais que o esporte.

“Para Malvinas, para Diego, para o último de Leo”, foi ouvido entre a multidão.

As pessoas choraram, cantaram e se abraçaram na chuva de inverno. Os jovens subiram em postes de luz com bandeiras azuis claras e brancas. A atriz Rosana Beto Cruz, freira de 48 anos, comemorou entre desconhecidos: “A seleção conseguiu isso. Uma Copa do Mundo faz isso acontecer”.

A partida foi decidida nos descontos com gol de Lautaro Martínez, após empate de Enzo Fernández. A Argentina, atual campeã, enfrenta a Espanha no domingo.

Política e sentimentos contraditórios

O presidente Javier Milei declarou que viveu a vitória com “imensa alegria” e que sempre confiou na recuperação. Ele ofereceu a Casa Rosada para comemorar caso o time conquiste o título. No entanto, pediu para não misturar as coisas: “As Malvinas se recuperam com uma diplomacia sábia, não com patriotismo barato”.

Horas antes, a vice-presidente Victoria Villarruel havia escrito nas redes sociais que a Argentina jogava “contra os piratas usurpadores”, alimentando a polêmica. Após a partida, jogadores como Giovani Lo Celso exibiram uma faixa com a frase “Las Malvinas son Argentinas”, o que poderia levar a sanções da FIFA.

Para muitos torcedores, a vitória teve um sabor especial pela rivalidade histórica. Yanina Quinteros, 40 anos, comemorou com a filha: “Isso é mais emocionante por causa da rivalidade com a Inglaterra”. María Bertero, também de 40 anos, relembrou a guerra: “Meu coração ainda dói por todos aqueles meninos que foram enviados para morrer”.

A figura de Lionel Messi, 39 anos, voltou a brilhar. Matías Adorno, com a camisola de capitão, expressou: “Ver o Messi jogar assim, na sua idade, deixa-me sem palavras”.

As celebrações proporcionaram uma trégua colectiva no meio da crise económica e da polarização política. “Hoje estamos todos juntos”, resumiu Quinteros.

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Sergio Agüero alerta Gilberto Mora sobre distrações

Kun Agüero aconselha a juventude mexicana a não se deixar levar por elogios ou críticas.

O conselho de uma lenda

Gilberto Mora se tornou a grande esperança do futebol mexicano. Suas atuações na Copa do Mundo de 2026 o colocaram no radar dos clubes europeus e no centro dos elogios. Porém, o argentino Sergio “Kun” Agüero lhe enviou um aviso claro: não perder o foco.

Em entrevista à ESPN Digital, o ex-atacante do Manchester City recomendou que o jovem de 17 anos se isolasse do ruído externo. “Que ele continue da mesma forma e que nada em seu ambiente o distraia de seu objetivo. Aos 17 anos não é fácil estrear e estar na seleção. Ele deve contar com sua família e não ouvir bobagens do seu entorno, nem que eles o bajulem tanto”, disse Agüero.

O ex-jogador do Barcelona insistiu que a qualidade técnica não basta. “Ele tem que se concentrar, se cercar de gente boa, ser respeitoso e disciplinado. É assim que vão querer ele em qualquer grande time. Ele é muito jovem, tem uma longa carreira pela frente. Ter 17 anos na seleção mexicana é algo muito importante”, acrescentou.

O desafio da perseverança

Para Agüero, o desafio mais complexo das camadas jovens do Xolos será manter a consistência demonstrada até agora. Esse fator será fundamental na sua passagem para o futebol europeu, onde as exigências são maiores.

Mora conquistou o entusiasmo dos fãs, mas Kun lembra que o caminho está apenas começando. Disciplina e meio ambiente serão os pilares para que a promessa se torne realidade.

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Argentinos exibem bandeira das Malvinas após vitória na Copa do Mundo

Jogadores argentinos exibiram faixa sobre as Malvinas após vencerem a Inglaterra nas semifinais.

Minutos depois de vencer a Inglaterra por 2 a 1 na semifinal da Copa do Mundo, um grupo de jogadores argentinos exibiu uma faixa com mensagem política. A manta, nas mãos de Giovani Lo Celso, Nicolás Otamendi e outros jogadores de futebol, dizia: “As Malvinas são argentinas”. Enquanto isso, o restante do time comemorou com a torcida no Atlanta Stadium.

A ministra da Segurança da Argentina, Alejandra Monteoliva, havia avisado antes da partida que os torcedores não poderiam trazer bandeiras ou faixas alusivas às ilhas. Ele citou o código de conduta da FIFA, que proíbe conteúdo politicamente divisivo. Suas declarações geraram críticas nas redes sociais de Buenos Aires.

A Inglaterra mantém o controle das Malvinas desde o conflito de 1982. A Argentina reivindica a soberania do arquipélago do Atlântico Sul, que considera parte fundamental da sua identidade nacional. O Reino Unido afirma que os habitantes das ilhas preferem manter o status quo.

Scaloni pede separação entre futebol e política

Um dia antes, o técnico argentino Lionel Scaloni havia pedido à imprensa e torcedores que não vinculassem a partida à disputa territorial.

“É um jogo de futebol. O que podemos fazer com tudo o que aconteceu anos atrás? É inútil, é triste. Muita coisa foi sofrida e é uma loucura. Não estou aqui para colocar mais gasolina no fogo. Todo o resto foi uma história muito triste de ser removida. Temos memória e nos lembramos dela.”

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