Deputados buscam amparo legal contra pressões em Campeche
As coisas ficaram feias no Congresso de Campeche. Dez dos dezesseis deputados locais de Morena decidiram romper relações com a governadora, Layda Sansores. Acusam-na de uma velha conhecida por aqui: perseguição política.
O movimento não é coincidência. Segundo o que foi afirmado esta terça-feira de manhã, estes legisladores procuram reativar algo que estava morto e enterrado há uma década: a jurisdição.
“Dizem que alguns (deputados) têm fichas de investigação de diversos crimes possíveis. O que você acha da reativação da jurisdição no estado de Campeche depois de 10 anos…?”, perguntaram ao presidente.
Ou seja, pedem a sua proteção jurídica porque temem que as investigações contra eles sejam mais uma arma política do que um exercício de justiça. Um clássico.
A resposta oficial: paz, amor e… pouco mais
Diante do terremoto político estadual, a resposta do Palácio Nacional foi… digamos, minimalista. Claudia Sheinbaum escolheu o caminho Zen.
“A todos em Campeche, serenidade e paciência, paz e amor a todos, a todos”, respondeu simplesmente o Chefe do Executivo.
Nada sobre a substância do assunto. Nada sobre se é ou não aconselhável reavivar um privilégio legislativo eliminado há uma década. Apenas uma mensagem de calma que parece mais desejo do que estratégia.
Enquanto isso, a bancada morenoísta em Campeche continua fragmentada. E a sombra das ‘pastas de pesquisa’ paira sobre uma classe política que, diante do perigo, recorre ao mais antigo manual de sobrevivência: blindar-se.




