Coparmex apoia adiamento de eleição judicial, mas exige mais diálogo

Coparmex vê avanços no adiamento das eleições judiciais, mas pede diálogo aberto.

A Confederação Patronal da República Mexicana (Coparmex) considerou a proposta da presidente Claudia Sheinbaum de adiar as eleições judiciais para 2028 como um progresso. No entanto, alertou que qualquer reforma do sistema judicial requer um “diálogo aberto, técnico, académico e cidadão” que permita incorporar outras abordagens.

Em comunicado, o sindicato patronal destacou que as reformas judiciais impactam diretamente a segurança jurídica, o investimento, a competitividade e a estabilidade democrática do país. Afirmou que o México precisa de instituições sólidas e autônomas que gerem confiança, especialmente diante da próxima revisão do USMCA e de um ambiente internacional complexo.

“O México exige instituições sólidas, autônomas e confiáveis que gerem segurança para empresas, trabalhadores e famílias mexicanas”, enfatizou Coparmex.

Oportunidade para fortalecer o processo

A proposta de criação de uma Comissão Coordenadora para uniformizar critérios de avaliação entre os três Poderes representa, segundo a Coparmex, uma oportunidade para fortalecer padrões técnicos e tornar os processos transparentes. Considerou positivo que sejam propostas avaliações de conhecimentos e antecedentes para recuperar a confiança institucional.

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Valorizou também o adiamento das eleições para 2028, pois evitará riscos organizacionais, reduzirá complexidades logísticas e criará condições para uma revisão abrangente. A experiência das eleições judiciais de 2025 mostrou áreas a melhorar:

  • Baixa participação dos cidadãos
  • Inconsistências operacionais
  • Complexidade das cédulas
  • Insuficiência da legislação secundária
  • Dúvidas na seleção de perfis

“A experiência observada durante as eleições judiciais de 2025 mostrou várias áreas suscetíveis de melhorias”, indicou a organização.

Apelo ao fortalecimento do Estado de direito

A Coparmex insistiu que o objectivo das eleições deve ser preservar a independência judicial e fortalecer o Estado de direito. Para isso, apelou a um diálogo aberto que incorpore propostas de vários sectores, uma vez que “as reformas do sistema judicial têm um impacto directo na segurança jurídica, no investimento, na competitividade e na estabilidade democrática do país”.

Secretaria da Mulher mantém apoio à esposa do ex-diretor da Pemex

Governo oferece atendimento integral à esposa do ex-diretor da Pemex que está sendo julgada por violência.

Apoio permanente da Secretaria da Mulher

A Secretaria da Mulher informou que continuará prestando atendimento integral, aconselhamento e apoio psicossocial a María Felicia Jiménez, esposa do ex-diretor da Petróleos Mexicanos, Víctor Rodríguez Padilla. O apoio será mantido caso ela o solicite, no âmbito do processo judicial que enfrenta por alegada violência familiar.

Em comunicado, a agência esclareceu que qualquer apoio será concedido com total respeito à vontade, autonomia e dignidade do Dr. Reiterou também o seu compromisso de ajudar as mulheres que vivenciam situações de violência através de mecanismos de proteção especializados.

Decisão de não comparecer à audiência

A declaração ocorreu depois que María Felicia Jiménez informou que não compareceria à audiência marcada para ratificar o indulto concedido ao seu marido. Argumentou que enfrenta um forte cerco mediático e procura proteger a sua privacidade e a dos seus filhos, especialmente a do seu filho menor.

As autoridades mantêm aberta a possibilidade de a vítima aceder aos serviços quando considerarem necessário. O caso chamou a atenção do público devido aos vínculos de poder dos envolvidos, embora a Secretaria garanta que suas ações se baseiam em critérios técnicos e de direitos humanos.

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Ulises Lara deixa a FGR; alega razões pessoais

Porta-voz da FGR deixou o cargo seis meses depois de assumi-la. Fontes apontam para motivos pessoais.

Mudanças no FGR

Ulises Lara López deixou a titularidade da Procuradoria Especial de Investigação de Assuntos Relevantes e a porta-voz da Procuradoria-Geral da República (FGR). Isso foi relatado por fontes federais. Sua saída ocorreu apenas seis meses após a posse.

Segundo as fontes consultadas, a separação ocorreu por motivos pessoais. As causas específicas não foram detalhadas.

Lara López foi nomeada em janeiro de 2026 pela procuradora-geral Ernestina Godoy Ramos. Chefiou a área de Assuntos Relevantes e atuou como porta-voz da instituição. Anteriormente, colaborou com Godoy Ramos na Procuradoria Geral da Cidade do México, onde ocupou diversos cargos. Após a nomeação, agradeceu a confiança e garantiu que continuará trabalhando pela justiça.

Durante a gestão do ex-procurador Alejandro Gertz Manero, Lara López integrou a estrutura da FGR como delegada estadual em Morelos. A partir daí participou de tarefas relacionadas às investigações federais.

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EUA aumentam cota de açúcar mexicana para 550 mil toneladas

Cota de açúcar mexicana sobe de 180 mil para 550 mil toneladas após acordo bilateral.

Nova cota de exportação

Os Estados Unidos aumentaram a cota de exportação de açúcar mexicano de 180 mil para 550 mil toneladas para o próximo ciclo. O acordo, alcançado após negociações entre autoridades dos dois países e representantes da indústria, poderá ser ampliado para até um milhão de toneladas, embora parte do volume adicional ainda esteja aguardando autorização.

Juan Cortina Gallardo, vice-presidente do Conselho Coordenador de Negócios (CCE) e ex-presidente da Câmara Nacional das Indústrias Açucareiras e do Álcool (CNIAA), explicou que o que está confirmado é pouco mais de 550 mil toneladas. O restante da cota dependerá de publicação prevista para fevereiro do próximo ano.

Processo de negociação

O empresário destacou que o aumento foi resultado de mais de seis meses de negociações com autoridades mexicanas, incluindo Julio Berdegué Sacristán, coordenador de assuntos agroalimentares internacionais. Ele alertou que será necessário observar o comportamento do consumo, da produção e das importações de açúcar nos Estados Unidos durante os próximos meses.

A redução anterior da cota havia afetado o setor açucareiro mexicano depois que os Estados Unidos modificaram a fórmula de cálculo das cotas de importação em 2022. Para evitar restrições adicionais, o México aumentou as tarifas sobre as importações de açúcar, com taxas de até 156% para o açúcar de cana e 210,44% para o adoçante líquido refinado.

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