Coparmex alerta sobre riscos de reforma da Lei do Amparo

Uma mudança legal ameaça confundir as regras do jogo para empresas e cidadãos, segundo o setor empresarial.

O escudo constitucional sob fogo: quando uma reforma jurídica soa como um remix de uma lei centenária

Imagine isto: sua música favorita, aquele hit que te salvou de mil dias ruins, de repente sofre um remix oficial não solicitado que, em vez de melhorá-la, muda a letra, diminui o andamento e deixa um reggaeton genérico e brando. Algo assim é o que, segundo a Confederação Patronal da República Mexicana (Coparmex), está prestes a acontecer com o julgamento de amparo, o O.G. (Fiador Original) de nossos direitos constitucionais. Com um humor mais ácido que um limão num dia de calor, o sindicato patronal levantou a voz para exigir que a Câmara dos Deputados coloque os óculos de leitura e reveja com a seriedade de um adulto responsável – e não com a alegria de quem assina sem ler os termos e condições – a reforma da Lei do Amparo que o Senado já aprovou. Seu diagnóstico não é animador: o que está por vir é um grave retrocesso em matéria de justiça que poderá deixar cidadãos e empresas mais desprotegidos do que um celular sem capa no chão de cimento.

Numa declaração que mistura a elegância jurídica com o desespero de quem vê um trem descarrilado se aproximando, Coparmex lembrou com nostalgia que, “por mais de um século, o julgamento de amparo tem sido a maior contribuição do nosso país ao constitucionalismo no mundo.” Vamos lá, é o nosso stream de maior sucesso, o nosso tema mais exportado, o legado jurídico do qual podemos nos orgulhar mais. Este instrumento jurídico tem sido o escudo definitivo que protege a liberdade, a propriedade e a segurança de milhões de pessoas. É o pilar do Estado de Direito, a garantia de que a vida democrática e económica do país não se transforma num Velho Oeste digital onde a autoridade faz o que quer. Modificá-lo sem uma análise técnica séria, alertam, é como atualizar um aplicativo estável com uma versão beta cheia de bugs: coloca em risco toda a sua eficácia como ferramenta de equilíbrio entre poder e sociedade.

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O diabo está nos detalhes: o que a reforma elimina

Agora, nem tudo é reclamação sem proposta. A Coparmex, num ato de equanimidade que surpreende a todos, reconheceu que a reforma não vem completamente vazia de coisas positivas. Ele aplaude, por exemplo, a contemplação de sanções para autoridades que fecham os olhos e descumprem sentenças (algo que, sejamos honestos, soa como justiça poética). Também carece da incorporação de elementos comunitários no interesse legítimo. Mas, e aí vem a *reviravolta na história*, os riscos são tão grandes que ofuscam esses avanços. A suspensão do ato pleiteado continua sendo mais rígida que os horários de um chefe microgerente, o que na prática significa um grande problema.

A área onde o drama se intensifica? Em questões fiscais. A reforma, com a sutileza de um elefante em uma vitrine, limita o mecanismo de salvaguarda em casos de bloqueio de contas bancárias. Tradução: se o Tesouro decidir congelar as suas contas, a sua capacidade de reagir e proteger o seu negócio será seriamente limitada. Isto afecta as operações de milhares de empresas que poderão ver a sua liquidez evaporar-se da noite para o dia. Mas o *susto legal* não termina aí. A confederação adverte que créditos fiscais firmes e prescritos serão praticamente impossíveis de contestar. Basicamente, é como se você recebesse uma multa de trânsito há 10 anos e não tivesse o direito de recorrer. Justo? Nosso alter ego sarcástico do milênio pensa que não.

E para completar o combo de más notícias, há a exigência de garantir créditos exclusivamente por meio de depósitos em dinheiro ou cartas de crédito. Parece técnico, mas a consequência é muito concreta: exclui a grande maioria das micro, pequenas e médias empresas (MPME), que são o coração pulsante – e por vezes taquicardia – da economia mexicana. Se não tiver dinheiro disponível, o seu acesso à justiça fica comprometido. É como pedir a alguém que pague antecipadamente uma assinatura anual para que você possa reclamar do serviço.

O Fantasma da Retroatividade e o Espectro do T-MEC

Se o que foi dito acima não bastasse para disparar todos os alarmes, a reforma inclui o seu próprio *susto* na forma de um artigo transitório que permite a aplicação retroativa. Isso significa que a nova lei se aplicaria a julgamentos já em andamento, violando a segurança jurídica e rompendo com princípios constitucionais básicos, como o sagrado artigo 14. É o equivalente jurídico a mudar as regras no meio da partida, e não só para quem vai entrar, mas também para quem já está jogando. Esta medida, segundo a Coparmex, envia um sinal negativo aos investidores nacionais e estrangeiros, para quem a confiança nas instituições e a segurança jurídica são tão essenciais como o Wi-Fi numa cafetaria.

E se não bastasse o drama nacional, a organização empresarial emite um alerta que soa como o trailer de um thriller internacional: um enfraquecimento do quadro jurídico enviaria uma mensagem de desconfiança que poderia complicar as negociações e revisões do T-MEC com os nossos parceiros comerciais, os Estados Unidos e o Canadá. Basicamente, estamos a arriscar a nossa posição económica global por uma reforma que, em vez de reforçar, poderá enfraquecer os fundamentos do nosso Estado de direito.

Em um esforço para evitar esse cenário, os 71 centros empresariais da Coparmex em todo o país enviaram cartas aos senadores e agora aos deputados federais, detalhando suas divergências e o impacto que essas modificações teriam. Reiteram a sua vontade de um diálogo amplo e plural para construir um quadro jurídico equilibrado, moderno e justo, porque uma reforma desta magnitude não se faz num canto, mas sim ouvindo a academia, a sociedade civil e o setor produtivo.

A mensagem final é clara e contundente: “A protecção não deve ser enfraquecida; deve ser preservada como o escudo que garante que nenhuma autoridade está acima da lei.” Numa época em que a desconfiança nas instituições parece ser o pão de cada dia, enfraquecer este escudo não é uma opção. É, em palavras simples, brincar com fogo num posto de gasolina.

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Candidatos exigem exame presencial após denúncias de irregularidades

Candidatos não admitidos exigem novo exame presencial após denunciar uso de IA em prova virtual.

Manifestação na UC devido a alegadas irregularidades em exame virtual

Os candidatos não admitidos ao primeiro vestibular virtual de bacharelado da UNAM se reuniram às 11h nas proximidades do Metrô Ciudad Universitaria e Insurgentes Sur. Eles marcharam em direção à Torre da Reitoria exigindo o cancelamento do processo e a realização de nova prova presencial.

Os manifestantes denunciaram supostas irregularidades na avaliação online, como o uso de inteligência artificial para obter vantagem. Com slogans como “Não à IA, sim à solução!” e “Exame limpo e transparente!”, pediram às autoridades que garantissem igualdade de condições.

Melanie Maya, 18 anos, candidata a psicologia que foi reprovada por um acerto, observou que muitos estudantes se prepararam durante meses. Ele considerou injusto que aqueles que usaram ferramentas inadequadas tivessem vantagem. A jovem pediu a regulamentação do uso de IA no exame e que a UNAM investigasse e sancionasse aqueles que se envolvessem em práticas desonestas.

Os manifestantes reiteraram o pedido para que o exame volte a ser realizado presencialmente para garantir transparência e equidade a todos os jovens que pretendem ingressar na instituição de ensino superior.

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Novo áudio revela procedimentos de visto de Marina del Pilar

Áudio vazado mostra os esforços da governadora para recuperar seu visto nos EUA.

Um novo áudio de ligações interceptadas da governadora da Baixa Califórnia, Marina del Pilar Ávila, foi divulgado pelo jornalista Héctor de Mauleón. A gravação revela supostas abordagens da presidente às autoridades dos Estados Unidos para recuperar o seu visto, retirado no ano passado sem causa pública.

Acordos com ex-agente do FBI

No áudio, Ávila destaca que contratou Juan Sandoval, suposto ex-agente do FBI, e o advogado Michael Nadler para apoiá-la no processo. Ele procurou estabelecer canais de comunicação com Washington. Segundo De Mauleón, também existem mensagens de WhatsApp entre o governador e um intermediário que atuou por meio de contatos americanos. Ávila solicitou que as próximas reuniões fossem apenas entre seus advogados e representantes dos Estados Unidos para evitar parecer que busca outros mecanismos de negociação.

Críticas da oposição

As revelações levantaram questões da oposição sobre o alcance das abordagens e a possível entrega de informações de segurança. Ávila afirma que as conversas tiveram como objetivo apenas esclarecer a situação do seu visto.

Acusações contra Jaime Bonilla

A governadora acusou o seu antecessor, Jaime Bonilla, de estar por trás da intervenção e divulgação dos apelos. Bonilla rejeitou as acusações. O governo de Claudia Sheinbaum manifestou apoio a Ávila diante dos vazamentos, embora sejam esperados novos áudios que a própria presidente reconheceu que poderiam ser divulgados.

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Furacão Genevieve atinge categoria 5 no Pacífico

O ciclone se fortalece longe da costa, mas gera ondas perigosas no sudoeste do México.

Genevieve e Fausto: dois furacões no Pacífico

O furacão Genevieve intensificou-se para um ciclone de categoria 5, o primeiro dessa magnitude a atingir o leste do Pacífico em dois anos. Ele está localizado a 835 quilômetros ao sul-sudoeste da Baixa Califórnia, com ventos sustentados de 250 km/h. Avança para noroeste, paralelo à costa mexicana, sem tocar em terra.

Apesar da distância, as autoridades alertam para ondas fortes no sudoeste do México e na península da Baixa Califórnia. Não há alertas costeiros ativos, mas espera-se que o sistema flutue em intensidade antes de enfraquecer esta semana.

Por outro lado, o furacão Fausto atravessa o Pacífico como categoria 1, com ventos de 130 km/h. A sua trajetória aponta para o arquipélago havaiano, embora as previsões indiquem que passará a norte das ilhas sem tocar terra. No entanto, as ondas e as correntes oceânicas já estão a intensificar-se ao longo da costa oriental do Havai.

Os especialistas recomendam que a população fique atenta à evolução de ambos os sistemas e siga as instruções da proteção civil. Embora não representem uma ameaça direta às áreas povoadas, os seus efeitos marítimos podem gerar condições perigosas para a navegação e atividades costeiras.

As autoridades meteorológicas mantêm monitoramento constante de Genevieve e Fausto.

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