Contrabando na prisão de Culiacán: celulares e armas caseiras

Celulares e armas caseiras são encontrados na prisão de Culiacán, apesar das contínuas buscas. As autoridades prometem mais operações.

O que não entra pela porta, entra em algum lugar

Outro dia, outra operação. Outra declaração oficial. O Grupo de Operações Especiais do Estado anuncia a “apreensão” de objetos proibidos no centro penitenciário de Culiacán. Em oito dias: 15 celulares, seus carregadores, chips, um modem.

Mas o que realmente mostra o cenário são as 30 pontas fabricadas internamente. Armas caseiras. O eufemismo burocrático não consegue disfarçar o perigo real dentro dos muros.

“Em cada apreensão, o Ministério Público é informado… para que seja aberto um processo de investigação”, diz o boletim.

A pergunta óbvia, aquela que eles nunca respondem: quem os coloca? Como tantos objetos passam pelos controles “reforçados”? A memória é curta, mas os registros não.

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No início do ano já haviam descoberto armas de fogo e um artefato explosivo. Agora eles prometem mais “investigações surpresa”. A surpresa seria se não encontrassem nada.

A periferia do centro também é um foco. Na busca mais recente no local, encontraram mais dois celulares e oito instrumentos cortantes. Tudo caseiro. A engenhosidade para infringir a lei parece ser o único ofício bem aprendido internamente.

As autoridades expõem, informam, dão a conhecer. E o contrabando continua. Um ciclo tão previsível que dói. Abre-se uma pasta, estabelecem-se responsabilidades… no papel. Enquanto isso, nos módulos continuam circulando comunicações não autorizadas e ferramentas para violência.

A verdade tem jornalistas, dizem. Mas às vezes a verdade é tão repetitiva que se torna uma notícia supérflua. E isso é o mais triste.

Sheinbaum reserva opinião sobre recomendação da CNDH para Ayotzinapa

O presidente aguarda mais avanços do Ministério Público e da Comissão da Verdade antes de se posicionar.

A Presidente Claudia Sheinbaum evitou tomar posição imediata sobre a recomendação 208VG/2026 da Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) no caso Ayotzinapa. A presidente disse que aguardará que a Comissão da Verdade e o Ministério Público apresentem maiores avanços.

Sheinbaum explicou que pediu à secretária do Interior, Rosa Icela Rodríguez, que fizesse uma análise exaustiva do documento da CNDH, chefiada por Rosario Piedra Ibarra. O objetivo é definir uma posição governamental com base nas novas descobertas.

“Prefiro que seja divulgado quais são os dados, qual a investigação que foi feita, quais as novas linhas de investigação que foram iniciadas após a nossa chegada ao governo (…) e que nesse quadro possa ser apresentado um parecer”, disse o chefe do Executivo.

Nenhuma participação do Governo no relatório

Sheinbaum esclareceu que o Governo Federal não participou da elaboração do relatório da CNDH. Reiterou o compromisso da sua administração com os pais e mães dos 43 estudantes normais desaparecidos para alcançar a verdade, a justiça e localizar os estudantes.

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FGR garante que Ruffo Appel não é perseguido por suas ideias

A FGR apresentou 96 provas contra o ex-governador Ruffo Appel por suposto contrabando de combustível.

FGR detalha as evidências contra Ruffo Appel

A Procuradoria-Geral da República (FGR) afirmou que o ex-governador da Baixa Califórnia, Ernesto Ruffo Appel, não está sendo investigado por motivos políticos ou ideológicos. A agência detalhou que foram integradas 96 provas contra ele, relacionadas à sua suposta participação em uma rede de contrabando de hidrocarbonetos.

Em comunicado, a FGR sublinhou que todos os procedimentos são realizados de acordo com o devido processo e respeito pela presunção de inocência. As provas incluem perícias em engenharia química, mecânica e elétrica, além de estudos de criminalística e fotografia técnica.

“Pareceres fotográficos, para documentar tecnicamente as conclusões e actos de investigação realizados; pareceres de criminalística, destinados a fixar, preservar, analisar e correlacionar as provas localizadas; e pareceres de identificação, para conhecer o tipo de hidrocarboneto, seja gasolina ou gasóleo”, sublinhou a FGR.

O vínculo com a empresa Ingemar

A investigação também se concentra na empresa Ingemar S.A. de C.V., da qual Ruffo Appel é acionista. A empresa foi fundada em agosto de 2018 na Cidade do México. Dois meses depois, Ruffo passou a integrar o capital variável da empresa. Em 2021, já figurava como acionista e secretário do Conselho de Administração, participando da tomada de decisões estratégicas em conjunto com José Merino Valdés Cuervo.

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Merlin Duck inspira coleção de tênis de edição limitada

O pato viral da Copa do Mundo de 2026 agora tem linha própria de calçados.

Merlin Duck, o pato que se tornou símbolo da torcida mexicana durante a Copa do Mundo de 2026, agora tem sua própria linha de calçados. A marca Panam lançou uma coleção de edição limitada inspirada no animal, como parte da inauguração de sua nova loja no Parque Toreo, Naucalpan.

A história começou quando um pato apareceu nas comemorações dos jogos da seleção mexicana. Ela rapidamente se tornou um fenômeno no TikTok e no Instagram, ganhando milhares de seguidores. Uma família o adotou e agora sua popularidade transcende as redes.

Detalhes da coleção

O design opta por uma silhueta esportiva na cor branca, com painéis lisos e acabamentos em camurça cinza claro na ponta e no calcanhar. Os atacadores são de um laranja intenso, numa referência ao bico de Merlin. O par inclui cinco pins colecionáveis ​​com diferentes ilustrações do pato, permitindo personalizar os tênis.

Como toque especial, o sapato traz um pingente de metal em formato de pato, preso por uma pequena corrente. Ele pode ser removido e usado como chaveiro. Além disso, vêm três conjuntos de cadarços: branco, laranja brilhante e laranja fosco.

Impacto e disponibilidade

A colaboração será vendida exclusivamente na nova loja Panam no Parque Toreo. Serão apenas 200 pares, em diferentes silhuetas, com preços de 549 a 949 pesos. Eles estarão disponíveis enquanto durarem os estoques.

Uma percentagem das vendas será destinada ao cuidado e proteção do Pato Merlin, transformando cada compra num apoio direto ao animal. Assim, uma história nascida na internet dá o salto para o mundo da moda.

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