O Governo do México lançou uma consulta pública para definir as diretrizes que garantirão os direitos das audiências de rádio e televisão. O período para recebimento de observações vai de 27 de julho a 21 de agosto. Podem participar cidadãos, concessionárias, acadêmicos e organizações civis.
A assessora jurídica da Presidência, Luisa María Alcalde Luján, explicou que as diretrizes recuperam disposições constitucionais de 2013 e estão alinhadas com a nova Lei das Telecomunicações. Lembrou que em 2017 foram eliminados vários direitos, mas o SCJN invalidou esse revés.
“Com a nova lei, os direitos do público são recuperados e fortalecidos”, disse o prefeito.
Quais direitos são protegidos?
O documento estabelece que o público tem o direito de receber informação verdadeira, distinguir entre notícia e opinião, separar a publicidade do conteúdo editorial, exercer o direito de resposta e aceder a conteúdos acessíveis a pessoas com deficiência.
As emissoras devem desenvolver um código de ética com critérios editoriais e mecanismos de reclamação. Também nomearão um defensor das audiências, com imparcialidade e transparência. As reclamações serão resolvidas em 20 dias. Caso sejam detectadas irregularidades, o assunto pode chegar ao IFT e gerar sanções.
A presidente Claudia Sheinbaum ressaltou que a consulta pública enriquecerá a regulamentação. Esclareceu que por enquanto só se aplica às concessionárias de rádio e TV, não à imprensa escrita ou às plataformas digitais, embora não tenha descartado analisar a sua futura inclusão.
“A imprensa escrita não está incorporada… teria que ser revista se necessário, ou as plataformas, que são temas em discussão”, disse Sheinbaum.




