A lei que ninguém queria aprovar (mas quase o fizeram)
Ah, surpresa! O Senado mexicano, num acesso de prudência incomum, decidiu adiar a aprovação expressa da Lei de Telecomunicações e Radiodifusão. Razão? A presidente Claudia Sheinbaum lembrou-lhes – com a sutileza de um martelo – que talvez, apenas talvez, aprovar algo “cozido” não fosse a melhor ideia. Imagine: legisladores morenoístas interrompendo uma votação programada. Milagre! Ou, como eles chamam, “ouvir o povo”.
A consulta que ninguém pediu (mas todos precisavam)
A senadora Guadalupe Chavira, em declaração digna de roteiro de novela, anunciou que agora haverá uma consulta pública com “especialistas, empresários e governo”. Porque, claro, que melhor momento para consultar do que depois que o parecer esteja pronto para ser votado? “Não queremos que isto seja mal compreendido”, disse ele, enquanto a oposição gritava há semanas que a iniciativa era um festival de censura. Mas não, provavelmente eram apenas “mentiras da direita”. Que original!
Ainda mais cômico foi o argumento de que a lei busca proteger o público e levar a Internet a áreas marginalizadas. Porque, obviamente, a melhor forma de democratizar a conectividade é centralizar tudo numa Agência de Transformação Digital que controlaria tudo, desde as concessões até ao conteúdo. Nada autoritário aqui, senhores. Continue andando!
E o toque de drama político não poderia faltar: o senador Álvarez Lima declarou, na voz de quem acaba de descobrir a água morna, que “é prudente ouvir o presidente”. Que revelação! Sheinbaum, por sua vez, insistiu que não quer leis “autoritárias”. Embora, olhando para a história do seu partido, possamos perguntar: será apenas uma mudança de tática ou uma tentativa de encobrir a sua imagem?
Moral do dia: Quando o escândalo é demasiado evidente, mesmo os mais fervorosos defensores da “via rápida” aprendem a fingir paciência. É claro que a incômoda questão permanece no ar: eles estão realmente buscando consenso ou apenas ganhando tempo para o remake da mesma lei com outro nome?
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