A um jogo de fazer história
Imagine esperar 52 anos. Mais de meio século observando como os outros jogam na maior festa. É isso que vive a República Democrática do Congo, que está a 90 minutos do regresso a uma Copa do Mundo.
A última vez foi na Alemanha em 1974, quando ainda se chamava Zaire. Desde então, silêncio. Agora, o sonho está mais vivo do que nunca.
A voz da experiência
Cédric Bakambu, avançado do Betis e um dos líderes, é claro. Ele não quer pensar no prêmio final, apenas no jogo contra a Jamaica, nesta terça-feira, em Guadalajara.
“Temos 90 minutos restantes para nos classificarmos para a Copa do Mundo, mas não quero pensar nisso agora”, confessou Bakambu. “Estou focado no jogo de amanhã e vamos jogar com entusiasmo.”
Para ele e seus companheiros, a chave está no jogo. Eles sabem que o Reggae Boyz não será um rival fácil e que devem estar à altura da tarefa.
Um apelo aos fãs mexicanos
Bakambu também mandou uma mensagem direta aos torcedores que lotarão o Akron Stadium. Ele quer sentir aquele apoio que já viu em ação na semifinal.
“Queremos que os torcedores mexicanos nos apoiem durante todo o jogo contra a Jamaica”, pediu o artilheiro. “Que seja uma atmosfera espetacular.”
Samuel Moutoussamy, seu companheiro de equipe, alertou sobre os perigos jamaicanos. Velocidade e força que exigem concentração defensiva máxima.
O peso de um sonho coletivo
Por trás destes 90 minutos há muito mais do que uma partida de futebol. Há um país inteiro esperando para respirar aliviado depois de décadas de frustração.
Moutoussamy resumiu perfeitamente: “Representa muito, é um sonho para todos; até para todo o país.” Cada jogador carrega essa responsabilidade e essa esperança.
Agora só nos resta esperar. Veja se esses leopardos conseguem caçar suas presas mais valiosas depois de tanto tempo espreitando nas sombras.




