A estação das chuvas promete ser mais chuvosa do que nunca, mas primeiro ficamos assados
Prepare-se: a temporada de ciclones começa em 15 de maio no Pacífico e em 1º de junho no Atlântico. O Serviço Meteorológico Nacional (SMN) já divulgou os números: 109,1 mm de chuva só em junho, acima da média histórica. Agosto, setembro e outubro serão os meses mais movimentados.
Mas antes da água vem o fogo. Esta quinta-feira, 23 de abril, atingirá o continente uma onda de calor que promete ser uma das mais longas e piores do ano. De sábado, dia 25, até à próxima semana, boa parte do país vai sentir-se como se estivesse a viver num forno.
O que diz a Proteção Civil?
No Encontro Nacional de Proteção Civil apresentaram a sua estratégia com cinco eixos: monitorização constante, alertas precoces geograficamente precisos, limpeza de rios, estabilização de encostas e formação comunitária. Parece bom, mas já sabemos que os planos no papel nem sempre correspondem à realidade.
O coordenador da SMN, Fabián Vázquez Romaña, emitiu o alerta: entre 18 e 21 sistemas no Pacífico (4 ou 5 grandes furacões) e 11 a 15 no Atlântico. Atividade acima da média no Pacífico; mais calmo no Atlântico.
“Para 2026, espera-se uma temporada ativa ou acima da média no Pacífico”, declarou Vázquez Romaña.
El Niño volta à festa
Como se faltasse o drama climático, o El Niño-Oscilação Sul (ENOS) ameaça aparecer entre maio e julho com uma probabilidade de 61%. E não é curto: há 25% de chance de evoluir para um evento muito forte durante o inverno.
Tradução: mais calor, mais chuvas torrenciais, mais caos potencial. A questão não é se algo grave irá acontecer – a história diz-nos que sim – mas se as autoridades aprenderam algo após o último desastre que todos fingimos esquecer.




