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Nacional

Chilapa sob ataque: 96 deslocados e o dilema do diálogo

96 deslocados em Guerrero; o governo dá prioridade ao diálogo em detrimento do confronto armado.

Publicado 12 mayo, 2026 el 12 de mayo a las 18:03 | 2 minutos de leitura |574 vistas | por Carlos Méndez

O drama de Chilapa: quando a violência obriga a escolher entre balas e palavras

Imaginem isto: 96 pessoas tiveram que abandonar as suas casas, mais três ficaram feridas num hospital em Chilpancingo. Não é um filme, é Chilapa, Guerrero, ao vivo e direto. E o governo federal está numa encruzilhada que parece saída de um roteiro de suspense político.

Omar García Harfuch, o czar da segurança, lançou a bomba na manhã desta terça-feira. E não mediu palavras: a secretária do Interior, Rosa Icela Rodríguez, já está lá, presa no olho do furacão, tentando desbloquear uma situação que cheira a pólvora e desespero.

“Não, claro que não. Não há diálogo com eles, mas sim com a polícia comunitária, representantes, desculpe, das populações”

Foi o que Harfuch disse quando questionado se eles negociaram com bandidos. Os bandidos, aliás, têm nomes: “Los Ardillos” e “Los Tlacos”. Mas a aposta do governo não é enviar tanques, mas sim conversar. Parece ingênuo? Ouça atentamente a lógica do presidente.

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Claudia Sheinbaum foi direta: sim, poderíamos mandar o Exército desarmar todo mundo, mas isso seria um massacre.

“Alguém poderia dizer ‘deixe o Exército chegar e desarmar as pessoas que estão lá’. Sim, nada mais do que isso representará um confronto onde pode haver civis mortos”

Aqui está o ponto crucial: 20 das 96 pessoas deslocadas ainda estão presas numa área onde Rosa Icela procura uma forma de as retirar. Sem balas, sem fogo cruzado. Prioridade: que os feridos saiam, que os bloqueios sejam levantados e depois as contas sejam acertadas com os grupos criminosos.

“Neste momento o mais importante é que os feridos saiam, que a população deslocada seja atendida e depois os crimes continuem a ser atendidos. É uma visão diferente”

É uma estratégia de contenção ou um sinal de fraqueza? A resposta, como sempre na política, depende de quem ganha em cada jogada. Por enquanto, o governo aposta que o diálogo salva vidas. Mas em Guerrero, onde a violência é crónica, o tempo está a contar e a paciência está a esgotar-se.

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#Chilapa #deslocado #diálogo #Garcia Harfuch
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Orgulho 2026: saúde, moradia e educação para pessoas trans

Milhares de pessoas marcham em CDMX para exigir o fim da discriminação e da violência letal.

Publicado 1 hora atrás el 28 de junio a las 08:29 | 2 minutos de leitura

Demandas e resistência no Zócalo

Nem a chuva, nem o vento, nem a Fan fest da Copa do Mundo detiveram a multidão. A Marcha do Orgulho, em sua 48ª edição, chegou ao Zócalo da capital com uma demanda clara: garantir saúde, moradia e educação para pessoas trans.

Centenas de milhares de pessoas celebraram a sua identidade, mas também levantaram a voz por aqueles que já não estão aqui. O protesto reiterou a urgência de erradicar a discriminação, o estigma e os crimes de ódio contra a comunidade LGBTTTIQ+.

A partir das 9h de sábado, 28 de junho, grupos de familiares de pessoas desaparecidas, organizações de apoio a mulheres trans, pessoas LGBT com deficiência, profissionais do sexo e pacientes com HIV saíram às ruas. Exigiam segurança e atenção a estas populações, e gritavam entre bandeiras multicoloridas:

“É uma marcha, não é um negócio. Empresas com histórico homofóbico estão divulgando um movimento histórico.”

Os discursos denunciaram a exclusão da diversidade sexual dos programas sociais. Eles exigiram que o governo e as empresas não se apropriassem da luta. “Esta marcha não pertence àqueles que lucram com as nossas identidades”, afirmaram.

Pessoas de várias gerações e estados caminharam de mãos dadas. As mães acompanhavam orgulhosamente os seus filhos gays e lésbicas. Em 2026, muitos jovens LGBT ainda enfrentam rejeição familiar.

Os grupos de busca exigiram o reconhecimento da família social – amigos que procuram pelas pessoas desaparecidas. O Contingente Contra Desaparecimentos LGBTTTIQ+ apontado em frente à Glorieta de Las y Los Desaparecidos:

“Exigimos que o Estado harmonize a Lei Geral das Vítimas para reconhecer plenamente a família social.”

Ativistas trans e não binários pediram o fim da criminalização da manifestação que realizam no Ministério do Interior há 10 dias. Eram o único grupo monitorizado por centenas de polícias, apesar dos seus protestos pacíficos. Eles declararam:

“Eles nos julgam pela nossa orientação sexual, não pelo ser humano que somos. Isso tornou nossas vidas impossíveis.”

Participaram pessoas com deficiência, pacientes com VIH, vítimas de ódio e de discriminação no local de trabalho. A marcha percorreu avenidas emblemáticas até ao Zócalo, onde houve microfones abertos e horas de alegria. No final, um slogan uniu todos: acabar com os crimes de ódio e os transfeminicídios.

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México e EUA inauguram fábrica binacional de moscas estéreis em Chiapas

A cooperação entre o México e os Estados Unidos produz resultados: 100 milhões de moscas estéreis semanalmente para proteger o gado.

Publicado 1 hora atrás el 28 de junio a las 08:16 | 2 minutos de leitura

A Presidente Claudia Sheinbaum inaugurou a Planta de Produção de Moscas Bicheira Estéril de Gado (GBG) em Metapa de Domínguez, Chiapas. É uma instalação binacional que produzirá 100 milhões de insetos por semana para controlar a praga que afeta a pecuária.

Cooperação que compensa

O presidente destacou que este projeto é resultado de um trabalho conjunto entre o México e os Estados Unidos. O governo dos EUA forneceu a maior parte dos recursos, bem como conhecimentos técnicos. Sheinbaum agradeceu ao presidente Trump e à secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins.

“Esta planta representa a convicção de que a cooperação para o desenvolvimento produz resultados. Doenças animais, pragas e desafios de segurança alimentar não conhecem fronteiras”, disse Sheinbaum.

Rollins considerou a inauguração uma grande conquista e reconheceu Sheinbaum como um aliado extraordinário.

O embaixador dos Estados Unidos no México, Ronald Johnson, anunciou um investimento adicional de 83,8 milhões de dólares para fortalecer o controle de pragas e aumentar a produção de moscas estéreis no México.

Detalhes da operação

A construção da usina durou 12 meses. No âmbito da estratégia de contenção, foram inspecionadas 5,3 milhões de cabeças de gado, verificadas mais de 84 mil remessas e libertadas 7 mil milhões de moscas estéreis. Participaram 2 mil especialistas, mais de 400 mil plantadores e 4 mil técnicos do programa Sembrando Vida. Foram instaladas 578 mil armadilhas artesanais, com as quais foram capturadas mais de 13 milhões de moscas.

Sheinbaum encerrou com uma mensagem: “A cooperação entre países soberanos será sempre mais poderosa do que o confronto quando se trata de proteger o bem-estar do nosso povo”.

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Um ano após descoberta em crematório, famílias marcham por justiça

Um ano após a descoberta de 386 corpos, as famílias exigem justiça e o fim da corrupção.

Publicado 9 horas atrás el 28 de junio a las 00:08 | 2 minutos de leitura

Marcha pela justiça um ano depois

Na tarde de sábado, grupos de famílias afetadas pelo caso do crematório Plenitude manifestaram-se. A descoberta de 386 corpos completa um ano, e a demanda dos enlutados atende.

O protesto começou na funerária Latinoamericana, uma das identificadas por familiares. De lá, os manifestantes caminharam em direção à Procuradoria-Geral da República (FGE).

Dora Elena Delgado, porta-voz do coletivo Justicia para Nuestros Deudos, informou que pelo menos 1.500 famílias foram afetadas. A exigência central: fim da impunidade, fim da corrupção e justiça plena.

Ações pendentes da autoridade

Os manifestantes carregavam cobertores com mensagens de justiça. Eles exigem ações contra os funcionários da Coespris envolvidos no caso, bem como a recaptura de José Luis A. C., proprietário do crematório. Ele foi libertado por um juiz federal e espera-se que um cartão vermelho da Interpol o prenda novamente.

Até ao momento, dos 386 corpos encontrados, a FGE informa que restam 135 por identificar. O processo de identificação continua.

O coletivo Memória, Dignidade e Justiça juntou-se à mobilização. Colocaram um memorial permanente em forma de cruz no exterior do Ministério Público, como lembrança das vítimas.

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