Cartéis usam TikTok para recrutar jovens com falsas promessas

As redes tornam-se um campo de batalha: é assim que os cartazes seduzem uma geração em busca de identidade.

Quando o algoritmo sugere um “trabalho” com o CJNG

Acontece que o TikTok não serve mais apenas para danças virais e *desafios* absurdos: um estudo do Seminário sobre Violência e Paz do El Colegio de México descobriu que cem contas na plataforma são fachadas digitais para o crime organizado. Sim, enquanto você lê: entre tutoriais de maquiagem e memes, os cartazes estão pescando adolescentes com a mesma astúcia de um *influencer* que promove a desintoxicação de aipo.

Hashtags que valem mais que um currículo

O relatório Novas Fronteiras no Recrutamento Digital revela que o CJNG e o Cartel de Sinaloa usam áudios cativantes, símbolos e até mesmo #empregos falsos (completos com promessas de “treinamento” e grandes salários). Suas hashtags estrela? #4letras, #mencho ou o ironicamente inocente #trabajoparalamaña (spoiler: “maña” não é entregar pizzas).

RelacionadoAutoridades eliminam 200 contas do crime organizado nas redes

E tenha cuidado, esta não é uma *tendência* passageira: “O TikTok se tornou o LinkedIn dos traficantes de drogas”, alerta o estudo. Os relatos analisados – uma mistura bizarra de narcotráfico *estético* e recrutamento discreto – usam músicas, *gírias* e até filtros para vender a ideia de “comunidade” (spoiler 2: ser membro inclui risco de vida).

Quem está por trás desta investigação? O Laboratório de Ódio e Concórdia e o Civic A.I. Laboratório na Northeastern University, porque até a inteligência artificial se assusta com esses *feeds*.

Moral? Se um “trabalho” com colete à prova de balas incluído aparecer na sua *Página Para Você*, é melhor denunciá-lo e continuar navegando. Compartilhe esta nota para alertar outras pessoas e explorar mais conteúdo sobre como cartéis hackeiam redes. �

Tribunal analisa se um juiz pode ordenar uma Comissão da Verdade em Ayotzinapa

O SCJN irá analisar se um juiz pode criar uma Comissão da Verdade no caso Ayotzinapa.

Decisão unânime da Sessão Plenária

O Supremo Tribunal de Justiça da Nação (SCJN) concordou por unanimidade, por oito votos, em atrair um recurso de revisão extraordinário. O objetivo: determinar se um juiz pode ordenar a criação de uma Comissão da Verdade como mecanismo excepcional de investigação dentro de um julgamento de amparo relacionado ao caso Ayotzinapa.

O Plenário avaliará se este poder judicial viola princípios como a divisão de poderes ou a relatividade das penas. Um ministro preparará o projeto de resolução que será discutido posteriormente.

Desculpa devido a conflito de interesses

A Ministra Sara Irene Herrerías Guerra escusou-se de participar da análise e resolução. Argumentou conflito de interesses por ter chefiado anteriormente a unidade da Procuradoria-Geral da República encarregada de investigar o caso Ayotzinapa.

Além disso, o Tribunal atraiu quatro recursos ligados à decisão de 2018 que rejeitou a chamada “verdade histórica” sobre o desaparecimento dos 43 normalistas. Essa decisão ordenou o restabelecimento da investigação através da criação de uma Comissão de Investigação e Verdade no caso Iguala.

Reações das organizações

O Centro de Direitos Humanos Miguel Agustín Pro Juárez questionou a decisão. Ele considera que isso reabre o debate sobre uma resolução fundamental para o esclarecimento do caso. A organização lembrou que, quase 12 anos após o desaparecimento dos estudantes, persistem questões pendentes, como o acesso a informações militares relevantes e o progresso nas extradições essenciais para a investigação.

Continuar lendo

México registra o dia com menor número de homicídios em oito anos

25 mortes em um dia: o número mais baixo em oito anos no México.

Dia com menor privação de vida desde 2018

Segunda-feira, 6 de julho de 2026, tornou-se o dia com menor número de mortes por homicídio doloso no México durante o governo da presidente Claudia Sheinbaum e nos últimos oito anos. A Secretaria Executiva do Sistema Nacional de Segurança Pública (SESNSP) contabilizou apenas 25 vítimas.

Quatorze estados não relataram nenhum homicídio doloso naquele dia. O número supera o mínimo registrado na gestão anterior, que era de 39 vítimas em 20 de janeiro de 2022.

Onde ocorreram os homicídios?

52% dos casos concentraram-se em seis entidades: Michoacán (3), Sinaloa, Puebla, Tabasco, Chiapas e Morelos (2 cada). O restante foi distribuído em outras regiões.

O relatório mostra outros dias com índices baixos em 2026: 28 vítimas nos dias 7 de junho e 3 de julho; 29 em 15 de maio; 31 em várias datas em fevereiro, abril e maio. Também nos dias 21 de março de 2026 e 26 de setembro de 2025 foram notificados 32 óbitos, números hoje ultrapassados.

Especialistas em segurança alertam que um único dia não reflete uma tendência permanente. A avaliação deve basear-se em médias mensais e anuais para medir as mudanças estruturais na violência.

Continuar lendo

Senador propõe eliminar obrigatoriedade de registro de celular no CURP

Visa revogar a obrigação de registrar linhas celulares no CURP.

Iniciativa para proteger dados pessoais

A senadora do Movimento Ciudadano, Alejandra Barrales, anunciou que promoverá uma iniciativa para eliminar a obrigatoriedade de cadastramento de linhas telefônicas móveis com dados pessoais como o Código Único de Registro Populacional (CURP). Considera que esta medida viola direitos fundamentais dos utilizadores.

A proposta será apresentada à Comissão Permanente do Congresso da União. Propõe a revogação de disposições da Lei de Telecomunicações e Radiodifusão que estabelecem a obrigatoriedade do registo de linhas celulares como requisito para activação ou manutenção do serviço.

Barrales explicou que pretende eliminar os artigos 103, 164, inciso III e o trigésimo artigo transitório da referida legislação. O objetivo é anular o esquema que obriga os usuários a fornecer informações pessoais para manter suas linhas.

Destruição dos dados coletados

A iniciativa também contempla a destruição definitiva dos dados coletados por meio desse mecanismo. A ideia é evitar que as informações sejam reutilizadas, transferidas ou utilizadas para diversos fins por autoridades ou indivíduos.

O senador sustenta que o acesso às tecnologias de informação e aos serviços de telecomunicações é um direito reconhecido na Constituição. Portanto, qualquer medida que condicione a sua utilização deve ser analisada sob critérios de proteção da privacidade e dos direitos dos cidadãos.

Se implementada, esta iniciativa representaria um progresso na protecção dos dados pessoais e na defesa dos direitos dos utilizadores nas telecomunicações.

Continuar lendo