Cesta contra a inflação: 910 pesos e uma ida ao supermercado

Governo e supermercados unem forças para acabar com a escassez com 24 produtos a preço fixo.

A ação do governo contra o aumento dos preços

César Iván Escalante, czar da Profeco, disse ontem pela manhã que já estão movimentando peças com a ANTAD para que os 24 produtos do Pacote Contra a Inflação e os Altos Custos (Pacic) tenham identificador próprio nos corredores. Oito deles – banana, limão, ovo, frango, feijão, porco, arroz – já apresentam sinais de estabilidade ou declínio.

“O preço médio da cesta é de 910 pesos e o objetivo é que não suba”, disse Escalante, com aquela segurança que vem com números novos.

Onde encontrar preços justos?

Não é que tudo esteja no mesmo pacote mágico. Estão espalhados pelo supermercado, como sempre. Mas a ideia é que você veja uma placa e saiba: isso está com um preço justo. Já estão trabalhando com Soriana, Chedraui e La Comer. O convite é claro: se você vir o identificador, o total não deve ultrapassar 910 pesos.

“Começamos pela banana: em julho de 2025 estava a 28,72 pesos o quilo; hoje, primeira semana de maio, está a 21,95”, disse como exemplo. O limão também caiu: de 31,75 nos centros para 44,57 no Walmart, com média de 36,44.

A lista completa: 24 produtos que não devem fazer mal

Óleo, arroz, atum, açúcar, carne bovina, cebola, pimenta jalapeño, carne de porco, feijão preto, ovo, sabonete, tomate, leite, limão, maçã, banana, pão branco, batata, papel higiênico, macarrão para sopa, frango, sardinha, tortilha de milho e cenoura. Tudo isso por 910 pesos.

RelacionadoProfeco fixa cesta básica em 844 pesos

Funciona ou é fumaça?

A Profeco tem sua ferramenta “Quem é quem nos preços” para que não te vendam muito. A ideia é proteger o consumidor da inflação, mas já sabemos como terminam esses acordos quando aparecem as letras miúdas. Por enquanto, os números falam: oito produtos em queda. Veremos se o resto do pacote acompanha o ritmo.

Um ano após descoberta em crematório, famílias marcham por justiça

Um ano após a descoberta de 386 corpos, as famílias exigem justiça e o fim da corrupção.

Marcha pela justiça um ano depois

Na tarde de sábado, grupos de famílias afetadas pelo caso do crematório Plenitude manifestaram-se. A descoberta de 386 corpos completa um ano, e a demanda dos enlutados atende.

O protesto começou na funerária Latinoamericana, uma das identificadas por familiares. De lá, os manifestantes caminharam em direção à Procuradoria-Geral da República (FGE).

Dora Elena Delgado, porta-voz do coletivo Justicia para Nuestros Deudos, informou que pelo menos 1.500 famílias foram afetadas. A exigência central: fim da impunidade, fim da corrupção e justiça plena.

Ações pendentes da autoridade

Os manifestantes carregavam cobertores com mensagens de justiça. Eles exigem ações contra os funcionários da Coespris envolvidos no caso, bem como a recaptura de José Luis A. C., proprietário do crematório. Ele foi libertado por um juiz federal e espera-se que um cartão vermelho da Interpol o prenda novamente.

Até ao momento, dos 386 corpos encontrados, a FGE informa que restam 135 por identificar. O processo de identificação continua.

O coletivo Memória, Dignidade e Justiça juntou-se à mobilização. Colocaram um memorial permanente em forma de cruz no exterior do Ministério Público, como lembrança das vítimas.

Continuar lendo

Sheinbaum pede preservação do milho nativo para a soberania nacional

Sheinbaum destaca que o milho nativo é fundamental para a soberania alimentar e a identidade nacional.

A presidente Claudia Sheinbaum Pardo reafirmou que os governos da Quarta Transformação defendem a soberania nacional em todas as áreas. Durante um encontro com agricultores em Pijijiapan, Chiapas, ele destacou a importância do milho nativo como pilar da identidade e autossuficiência mexicana.

Defesa da soberania através do milho nativo

Sheinbaum apresentou o programa “Milho é a Raiz”, cujo objetivo é melhorar as condições dos produtores e reduzir a dependência de sementes controladas por grandes corporações.

“Conservar o milho nativo também significa defender a soberania”, afirmou.

O presidente alertou sobre os riscos das sementes híbridas:

“Se continuarmos com o milho híbrido puro, as pessoas dependerão da compra de sementes e quem venderá as sementes serão algumas empresas.”

Salientou que preservar as variedades autóctones é essencial para evitar esta dependência económica.

“Se não tivéssemos milho nativo, perderíamos boa parte da soberania alimentar, do que somos como mexicanos”, disse ele.

Além disso, estendeu a defesa da soberania aos campos energético, cultural e alimentar. Ela garantiu que a Quarta Transformação a impulsiona “de todas as maneiras possíveis”.

O programa busca fortalecer os pequenos agricultores e conservar a diversidade genética do milho, elemento central na dieta e na cultura do país.

Continuar lendo

México envia equipe de resgate à Venezuela após terremotos

25 especialistas e 5 pares de cães viajam para apoiar os esforços de busca na Venezuela.

Solidariedade em ação

Após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 registrados na Venezuela em 24 de junho, que deixaram 1.430 mortos e 3.328 feridos, o México reforçou o seu apoio humanitário. O Ministério das Relações Exteriores (SRE) coordenou o envio de uma missão de resgate com a Cruz Vermelha Mexicana e a companhia aérea Volaris.

“Esta tarde partiu para a Venezuela uma equipa de apoio composta por 25 especialistas da Unidade de Busca e Resgate Urbano (USAR) da Cruz Vermelha e da Brigada Internacional de Resgate de Cancún (USAR BRIC), bem como um elemento de brigada da Azteca Topos”, indicou a agência.

Equipamento e logística

A missão inclui cinco pares de cães e 3,5 toneladas de equipamentos especializados para tarefas de busca e resgate nos escombros. A remessa foi transportada em um voo da Volaris.

“Com isto, o México reafirma a sua solidariedade e compromisso com o povo venezuelano nestes tempos difíceis”, afirmou o SRE num comunicado. O ministro das Relações Exteriores, Roberto Velasco, lidera a coordenação desta ajuda.

Continuar lendo