O reencontro da Camila está acontecendo em Irapuato
O fim de semana tinha que ser uma celebração. Camila, o trio que marcou uma geração, voltou aos palcos. Mas em Irapuato apareceram apenas dois: Mario Domm e Pablo Hurtado. A terceira cadeira, a de Samo, ficou vazia. E o silêncio foi mais alto que qualquer nota.
Mário não desistiu. No meio do show, ele soltou a bomba: “Camila, somos três; o terceiro não quis comparecer… cansei de desculpá-lo.” O tom era de quem já havia perdido a paciência. Um golpe baixo ao vivo.
“Conversas muito, muito violentas”
Mas Samo tinha a sua versão. E cara, ele era forte. Em conferência com sua equipe jurídica, o cantor disse algo que vai além de uma simples divergência artística.
“Tivemos certos atritos, conversas muito, muito violentas, onde falta ética; me senti violado e tive que ficar em silêncio e me levantar para cantar.”
Aí está. Não é só por causa do setlist ou dos royalties. Ele fala sobre violência e sentimento de violação. Palavras pesadas que pintam um quadro interno bastante feio.
Sua equipe foi clara: sua participação no Irapuato nunca foi cogitada. Faltava um acordo contratual. Parece que nos bastidores as negociações estão mais tensas do que a corda de um violão prestes a quebrar.
Samo até respondeu à reprovação pública de Mário. Mais calmo, mas firme: “Gostaria que você pedisse desculpas aos fãs pelo impulso que você possa ter tido.” Ele lhe dá o benefício da dúvida (“Eu entendo, ele estava frustrado”), mas o pedido de desculpas fica no ar.
O que vem a seguir? A música, diz Samo, é maravilhosa e o que eles fazem juntos no palco é impressionante. Mas essa magia parece estar em frangalhos nos bastidores. O que começou como um retorno tão esperado agora parece um divórcio musical muito complicado.
E os fãs, no meio, observando como sua banda favorita desmorona devido a tweets e declarações cruzadas. Um clássico moderno.




