Calor e álcool: os riscos de beber durante a Copa do Mundo

O calor extremo e o álcool aumentam os riscos para a saúde dos fãs.

Calor e álcool: uma combinação arriscada

Em um sábado recente, o The Greyhound Bar & Grill em Los Angeles estava lotado de fãs de futebol. Paris Saint-Germain e Arsenal disputavam a final da Liga dos Campeões. Às 9h20 da manhã, faltando menos de meia hora para o final do jogo, os clientes já haviam gasto US$ 1.300 em bebidas alcoólicas.

“Há uma atmosfera melhor quando você está um pouco tonto”, disse Madeline Guillén, 28 anos, enquanto bebia uma mimosa. Beber durante a prática de esportes é comum. Mas neste verão, com a Copa do Mundo de 2026 no México, Canadá e Estados Unidos, os especialistas alertam sobre os riscos de misturar álcool com calor extremo.

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Como o calor afeta o consumo de álcool?

As alterações climáticas intensificam as ondas de calor. Isso preocupa jogadores e torcedores devido ao estresse térmico. Estudos internacionais mostram que o consumo de álcool atinge o pico no verão. Nathan Morris, professor da Universidade do Colorado, explica que o álcool produz um “efeito hedônico”: as pessoas bebem para aliviar o desconforto do calor, mas mascara a necessidade de resfriamento.

“Talvez fiquemos mais tempo no calor. Talvez bebamos menos água fria. É menos provável que procuremos sombra”, diz Morris. Isso pode levar ao estresse térmico.

A pesquisa relaciona o consumo excessivo com os espectadores esportivos. Um estudo australiano descobriu que os participantes beberam em média cinco bebidas em pouco mais de duas horas assistindo futebol. Em 2023, uma análise em Nova Iorque mostrou que as temperaturas mais elevadas aumentaram as visitas hospitalares relacionadas com o álcool.

O álcool afeta o sistema nervoso central. Causa dor de cabeça, tontura, vômito e desidratação. No calor, a perda de líquidos através do suor aumenta a micção. “Se você combinar clima quente, multidões e Copa do Mundo, as pessoas suam mais e perdem líquidos. Além disso, você bebe álcool, o que faz você urinar mais”, diz o Dr. Lorenzo Leggio, do Instituto Nacional de Saúde.

Fabiano Amorim, da Universidade do Novo México, estudou trabalhadores da construção civil. Ele descobriu que beber álcool na noite anterior aumentou a pressão arterial, a temperatura corporal e a frequência cardíaca no dia seguinte. “Beber álcool na noite anterior afeta sua capacidade de lidar com o calor”, diz ele. Os torcedores que assistem a vários jogos podem acumular efeitos.

Dicas para fãs

A insolação pode causar confusão, desmaios e até ser fatal. Os adultos mais velhos e aqueles com problemas cardíacos ou transtornos relacionados ao uso de álcool são mais vulneráveis.

A melhor prevenção é não beber, diz Leggio. Mas se fizer isso, ele recomenda comer antes, hidratar-se com água, escolher bebidas com baixo teor alcoólico e moderação. Nathan Morris sugere usar chapéu e protetor solar, trazer bebidas geladas não alcoólicas e ir com um amigo. “Os sistemas de pares são sempre muito importantes no estresse térmico”, diz ele.

Amorim recomenda buscar sombra, o que pode reduzir o estresse térmico em 25% a 35%. Ele também sugere beber bastante água e aplicá-la na pele. Comer raspadinhas ou picolés ajuda. Leggio pede para ficar atento a sinais como tontura, confusão ou visão turva. “Se sentir algum desses sintomas, peça ajuda imediatamente”, alerta. Haverá equipe médica nos estádios e na Fan Fest.

Daniel Tran, 41 anos, que torcia pelo Arsenal com uma cerveja, planeja ir a várias partidas. “Se for um dia quente, vou me hidratar na noite anterior e não beber tanto. Você tem que ir no seu ritmo”, disse ele. Afinal, serão 104 partidas.

INEHRM torna-se centro de investigação e ensino

O INEHRM é transformado em centro de pesquisa e ensino sob a nova secretaria.

Transformação do INEHRM

A presidente Claudia Sheinbaum assinou o decreto que transfere o Instituto Nacional de Estudos Históricos das Revoluções do México (INEHRM) para a Secretaria de Ciência, Humanidades, Tecnologia e Inovação (SECIHTI). O instituto passa a ser um órgão público descentralizado com foco acadêmico.

Rosaura Ruiz Gutiérrez, chefe da SECIHTI, explicou que o novo esquema irá formar especialistas em história para fortalecer as capacidades nacionais em ciências sociais e humanas.

Felipe Arturo Ávila Espinosa, diretor do INEHRM, explicou que os planos de estudos vincularão o conhecimento histórico aos problemas sociais, econômicos, políticos e culturais do país, e atenderão às necessidades da Administração Pública Federal.

Oferta educacional híbrida

A oferta incluirá licenciaturas em História, Ciências Sociais e Humanas, e Administração Pública e Bom Governo. Na pós-graduação, serão acrescentados mestrados em Humanismo Mexicano, Estudos de Gênero e Feminismo e Movimentos Sociais e Resgate da Memória Histórica. Haverá também especialidades em Comunicação Política e Ensino de História.

Os graduados cobrirão temas como agrarianismo, saúde, migração, inteligência artificial, violência e direitos humanos.

Sede e chamada

A nova sede ficará na Rua Guatemala 80, Centro Histórico da Cidade do México. O primeiro edital será lançado em julho e as aulas terão início em setembro.

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Ministério Público concede medidas de proteção a vítima de violência familiar

A Promotoria de Morelos emitiu medidas de proteção após denúncia de violência familiar contra o ex-diretor da Pemex.

A Procuradoria Geral de Morelos ativou medidas de proteção a favor de Felicia Jiménez Lavie, que apresentou queixa por violência familiar contra seu marido, Víctor Rodríguez Padilla, ex-diretor da Pemex. A informação foi relatada pelo promotor Fernando Blumenkron Escobar.

As medidas, explicou o responsável, estarão disponíveis quando a vítima as exigir. A denúncia foi apresentada na Cidade do México e a Secretaria da Mulher do Governo do México acompanha diretamente o caso.

Investigação em andamento

Até agora, Jiménez Lavie não se dirigiu ao Ministério Público local para contribuir com mais elementos para a pasta da investigação. A ação foi iniciada ex officio na última sexta-feira, 26 de junho, após a divulgação de um vídeo com imagens de agressões contra a mulher.

Blumenkron garantiu que o portfólio continua sua integração. “O processo não parou e vamos continuar a garantir justiça à vítima”, afirmou. Além disso, indicou que há articulação com a Secretaria da Mulher e o Ministério Público da capital, na rota de atendimento às vítimas de violência familiar.

Dentre as ações realizadas, a Promotoria de Morelos busca localizar o endereço onde ocorreu a agressão física, para realizar laudos periciais de acordo com as imagens do vídeo veiculado pela própria vítima.

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Trump não estende T-MEC: México enfrenta revisão anual

EUA rejeitam extensão automática do T-MEC; a validade é reduzida para 10 anos com revisão anual.

Rejeição de extensão automática

Os Estados Unidos decidiram não renovar automaticamente o Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá (T-MEC) por 16 anos. Isto reduz a sua validade para uma década com uma revisão anual. A medida gerou preocupação entre os legisladores mexicanos.

Ricardo Monreal, coordenador do Morena em San Lázaro, explicou que o tratado permanece em vigor por mais 10 anos, mas sujeito a avaliação a cada ano. Ele observou que os Estados Unidos apresentaram 54 observações, incluindo questões como a toninha-vaquita e a pirataria. O México, por sua vez, levantou 13 pontos, incluindo a cláusula 232 sobre tarifas.

“Só que será revisto ano após ano, mas o Tratado não está concluído, continua por mais 10 anos porque foi assim que foi assinado há seis anos”, declarou Monreal.

O legislador alertou que Donald Trump tem sido um crítico constante do USMCA e apelou à consideração dos benefícios que trouxe às três nações.

Reações da oposição

Héctor Saúl Téllez, vice-coordenador económico do PAN, considerou que a posição dos EUA demonstra falta de antecipação estratégica por parte do governo federal.

“A decisão dos EUA de não prorrogar automaticamente o USMCA por 16 anos na revisão de hoje não é o fim do tratado, mas revela uma falta de antecipação estratégica por parte do governo federal”, afirmou.

Téllez lembrou que o artigo 34.7 do acordo era conhecido desde 2018. Chegar a 1º de julho sem uma prorrogação limpa representa um risco que, segundo ele, deveria ter sido evitado.

A revisão anual permitirá ajustamentos, mas persiste a incerteza sobre o futuro do comércio regional. O México e o Canadá procurarão manter a estabilidade do acordo durante os próximos dez anos.

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