Navios comerciais ‘posam’ ser chineses para navegar

Os navios comerciais identificam-se como chineses nos seus sinais para evitar ataques numa área de alta tensão.

Um sinal de socorro escrito no mar

Os dados não mentem. De acordo com uma análise da MarineTraffic revisada pela Associated Press, pelo menos oito embarcações mudaram seus sinais de destino. Em vez de um porto, eles agora transmitem mensagens como “CHINA OWNER” ou “CHINA OWNER & CREW” enquanto navegam perto do Estreito de Ormuz e do Golfo Pérsico.

É um grito silencioso em meio ao barulho da guerra. Esses sinais, que normalmente indicam para onde um navio está indo, estão sendo usados ​​para enviar outra mensagem: “Não me toque”. É uma táctica desesperada numa região onde a tensão com o Irão transformou cada viagem numa roleta russa.

Dados da plataforma de rastreamento marítimo MarineTrafic analisados pela Associated Press mostram que pelo menos oito navios mudaram seus sinais.

O preço da bandeira

Por que a China? Neste jogo geopolítico, Pequim parece ser o curinga mais seguro. A ligação a uma potência com alguma margem de manobra diplomática poderá ser a tábua de salvação mais barata e rápida que estes operadores encontrarão. Não se trata de lealdade; É pura sobrevivência económica.

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A lógica é grosseira: se você for atacado, perderá sua carga, seu navio e possivelmente suas vidas. Alterar algumas letras num sistema de identificação custa muito menos. É o reflexo instintivo de um sector habituado a calcular riscos, agora forçado a jogar com as regras da guerra.

O resultado é um mapa marítimo distorcido, onde as bandeiras reais já não contam toda a história. O que você vê no radar pode não ser o que realmente é. Em alto mar, a verdade é a primeira coisa a afundar quando começa o tiroteio.

Irã demite aiatolá Khamenei em meio a incerteza política

O Irã inicia os funerais do aiatolá Khamenei, que liderou o país por mais de três décadas.

O Irão iniciou este sábado as cerimónias fúnebres do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica durante mais de três décadas. Sua morte ocorreu após o início da guerra entre o Irã, os Estados Unidos e Israel. Os acontecimentos durarão vários dias num ambiente de incerteza sobre o futuro político do país.

O legado de Khamenei

Khamenei assumiu a liderança em 1989, após a morte do aiatolá Ruhollah Khomeini. Durante o seu mandato, consolidou o poder da Guarda Revolucionária, reforçou a influência regional do Irão e apoiou grupos aliados como o Hezbollah, o Hamas e os rebeldes Houthi do Iémen. O seu governo também promoveu o desenvolvimento do programa nuclear do Irão, desafiando as sanções internacionais durante anos.

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O tufão Bavi ameaça Guam e as Ilhas Marianas; poderia ser um supertufão

A ameaça surge após a passagem devastadora de Sinlaku; as autoridades pedem para se preparar.

Tufão Bavi avança fortemente em direção a Guam e às Ilhas Marianas

As autoridades de Guam e da Comunidade das Ilhas Marianas do Norte estão em alerta para a possível chegada do tufão Bavi. O sistema pode se tornar um supertufão no início da próxima semana, segundo relatórios do Serviço Meteorológico Nacional.

Este fenómeno ocorre poucos meses após a passagem devastadora do supertufão Sinlaku, que deixou graves danos na região e deixou milhares de desalojados.

Preparativos e antecedentes

Na sexta-feira, Bavi estava localizado a cerca de 1.223 quilómetros a leste de Guam, com ventos sustentados de 129 quilómetros por hora. As previsões indicam que poderá intensificar-se rapidamente, ultrapassando os 241 quilómetros por hora antes de se aproximar das Ilhas Marianas.

Diante do risco, os moradores passaram a reforçar suas casas com tábuas, estocar combustível e armazenar alimentos e água. Em Saipan, muitas famílias ainda não recuperaram totalmente de Sinlaku: algumas permanecem sem energia e outras permanecem em abrigos temporários depois de perderem as suas casas.

Os meteorologistas alertam que o Bavi pode modificar a sua trajetória, mas recomendam a manutenção de todas as medidas de prevenção. Guam, onde estão localizadas importantes bases militares dos EUA, também permanece sob vigilância.

Especialistas apontam que a atual temporada de ciclones no Pacífico poderá ser mais ativa devido à influência do fenômeno El Niño e ao aumento das temperaturas globais. Enquanto a monitorização prossegue, as autoridades apelam à população para que se mantenha informada e preparada para quaisquer alterações na trajetória ou intensidade do tufão.

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Ataques ucranianos agravam crise energética na Rússia

Ucrânia atinge refinarias russas; Putin rejeita a trégua e continua a ofensiva.

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia intensifica-se com uma nova onda de ataques cruzados. Moscovo enfrenta uma crescente escassez de combustível após os bombardeamentos ucranianos contra as suas refinarias, enquanto na Ucrânia dezenas de pessoas são alegadamente afectadas pelos bombardeamentos russos.

Impacto na energia russa

Desde março, a Ucrânia atacou mais de 50 instalações petrolíferas e energéticas em território russo e na península da Crimeia. Estes ataques afectaram cerca de um terço da capacidade de refinação do país, segundo estimativas de analistas.

O presidente russo, Vladimir Putin, mantém a sua posição de continuação da ofensiva militar e rejeita qualquer proposta de cessar-fogo. A falta de combustível começa a ser sentida em várias regiões, enquanto as forças ucranianas redobram os seus golpes nas infra-estruturas energéticas inimigas.

O conflito não mostra sinais de desaceleração. Ambos os lados estão a preparar-se para mais confrontos nos próximos dias, sendo o fornecimento de energia um objectivo estratégico fundamental.

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