Governo federal aposta na Birmex para fortalecer autonomia farmacêutica
O Executivo Federal planeja transformar a empresa pública Birmex em um ator-chave na fabricação de medicamentos essenciais. A presidente Claudia Sheinbaum anunciou esta estratégia para reduzir a dependência de laboratórios privados, apontando incumprimentos recorrentes nas entregas e práticas oligopolísticas na precificação.
Problemas no fornecimento médico
“As empresas farmacêuticas, nacionais e estrangeiras, frequentemente descumprem os prazos acordados nos contratos de fornecimento, seja por licitação ou por cessão direta”, explicou a presidente em seu pronunciamento. O plano contempla três eixos: diversificação produtiva, atração de investimentos para instalação de fábricas e fortalecimento da capacidade técnica da Birmex, especialmente em medicamentos não patenteados.
A medida surge após a descoberta de um caso de sobrepreço na compra de 175 suprimentos médicos por 13 bilhões de pesos, que levou à destituição de quatro altos executivos e à intervenção da Secretaria Anticorrupção. Este escândalo excede em montante a fraude da Segalmex durante a administração anterior.
Histórico de irregularidades
A Auditoria Superior da Federação (ASF) já havia detectado anomalias na Birmex, incluindo aquisição de medicamentos vencidos sem aprovação da Cofepris, perdão injustificado de multas a fornecedores e falta de verificação dos serviços contratados. Atualmente, um novo mecanismo de leilão reverso está sendo implementado para garantir a transparência nas compras públicas.
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