Filmar na fronteira de dois mundos
CELAYA, Gto. — Na tarde desta segunda-feira, o silêncio da comunidade de San José de Guanajuato foi quebrado com rajadas de vento. Dois agentes da Investigação Criminal do Estado, a bordo de um Nissan, dirigiam pela rua José María Morelos quando foram emboscados a tiros.
“Os elementos realizaram diligências ministeriais e ao repelir o ataque, um civil perdeu a vida”, confirmou a Procuradoria-Geral do Estado.
Um ativo da Agência de Investigação Criminal (AIC) ficou ferido. Seu estado é reservado, mas ele recebe atendimento médico. A cena: um carro baleado, um civil deitado e a pergunta flutuando no ar.
Desdobramento de forças federais
A resposta não demorou a chegar. A Guarda Nacional, o Exército, as Forças Estatais e a polícia local montaram uma operação massiva na área, bem na fronteira entre Celaya e Villagrán, adjacente a Santa Rosa de Lima – berço do cartel homônimo.
Até ontem à noite, as corporações vasculhavam rodovias e estradas locais. Eles procuram os agressores. A promotoria não revelou a identidade do falecido.
O teatro da violência
Não há roteiro improvisado aqui. Cada bala tem um dono. Cada morte, um nome que ainda não sabemos. A comunidade, presa entre dois incêndios, espera por respostas. Enquanto isso, a operação continua.




