Assassinato de mãe que procurava em Jalisco revela crise de violência

Uma tragédia que expõe os riscos extremos enfrentados pelas famílias de pessoas desaparecidas no México.

Contexto e antecedentes do crime

O assassinato de María del Carmen Morales, integrante do coletivo Guerreros Buscadores de Jalisco, junto com seu filho Jaime Daniel Ramírez Morales, ocorrido na noite de quarta-feira no bairro Las Villas, Tlajomulco, não é um acontecimento isolado. Este crime faz parte de um padrão de violência sistemática contra defensores dos direitos humanos e familiares de vítimas de desaparecimento forçado no México. Segundo depoimentos de seus companheiros, Morales já havia recebido ameaças anteriores exigindo que abandonasse a busca por seu outro filho, Evaristo Julián Ramírez Morales, desaparecido desde fevereiro de 2024.

Detalhes do ataque e resposta institucional

O ataque, perpetrado por volta das 23h30. por dois indivíduos em uma motocicleta, ocorreu enquanto a vítima e seu filho se dirigiam a um parque próximo para se abastecer de água devido à escassez na área. A Procuradoria de Jalisco indicou em comunicado que o principal alvo teria sido o jovem de 26 anos, e que a sua mãe interveio em sua defesa. No entanto, esta versão tem sido questionada por organizações civis, que exigem uma investigação independente que considere o histórico de ameaças ligadas ao seu trabalho como motor de busca.

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O coletivo Guerreros Buscadores denunciou que este crime ocorre num contexto de impunidade estrutural. Só em 2024, pelo menos 15 membros de grupos de busca foram assassinados ou desapareceram no México, segundo dados da National Links Network. Além disso, revelaram em março a existência do Rancho Izaguirre em Teuchitlán, um centro de operações do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG) onde as vítimas de sequestro foram recrutadas e executadas.

Análise dos padrões de violência

Este caso mostra três dinâmicas críticas: primeiro, a criminalização das revistas de cidadãos face à inação do Estado; segundo, o conluio entre grupos criminosos e autoridades locais, já que 68% dos ataques a motores de busca ocorrem em municípios com altos índices de corrupção, segundo o Instituto Mexicano de Direitos Humanos; e terceiro, a feminização da violência, já que 73% das vítimas nestes contextos são mulheres que lideram processos de busca.

Organizações internacionais como a CIDH documentaram que o México registra a maior taxa de assassinatos de defensores na América Latina (4,7 por mês em 2023). Particularmente em Jalisco, os homicídios intencionais aumentaram 14% no primeiro trimestre de 2024 em comparação com o ano anterior, segundo dados oficiais.

Chamado por ação e justiça

Diante desta crise, o grupo exigiu medidas concretas da próxima administração federal, incluindo a criação de um protocolo especial de proteção para motores de busca e o expurgo de corporações policiais. “As condenações da mídia não são suficientes; precisamos de estratégias com orçamento e avaliação internacional”, disse seu porta-voz.

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Dados para contextualizar: O México registra mais de 110.000 pessoas desaparecidas segundo a Comissão Nacional de Busca, e Jalisco concentra 12% desses casos, sendo a segunda entidade mais afetada depois de Tamaulipas.

Morena acusa oposição de negociar unidade para migrantes falecidos

Ariadna Montiel pede que os interesses nacionais tenham precedência sobre as diferenças partidárias.

Morena exige unidade diante da morte de compatriotas

A presidente nacional do Morena, Ariadna Montiel Reyes, acusou os partidos da oposição de “negociar” a unidade do México diante dos casos de 17 compatriotas que morreram sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).

Durante uma conferência de imprensa, o líder morenoista destacou que o apelo para cerrar fileiras para exigir respostas do governo dos EUA deve estar acima das diferenças partidárias e ideológicas. Considerou que se trata da defesa dos direitos dos mexicanos no exterior.

Montiel Reyes afirmou que a posição da oposição reflete a falta de compromisso com o país. Ele descreveu como “mesquinho” que alguns líderes não apoiem totalmente o apelo à unidade feito pela Presidente Claudia Sheinbaum para resolver casos de alegados abusos contra migrantes mexicanos.

O dirigente do Morena sustentou que a protecção dos concidadãos deve ser uma questão prioritária para todas as forças políticas. Ele apelou à colocação dos interesses nacionais acima das disputas partidárias.

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Secretaria da Mulher mantém apoio à esposa do ex-diretor da Pemex

Governo oferece atendimento integral à esposa do ex-diretor da Pemex que está sendo julgada por violência.

Apoio permanente da Secretaria da Mulher

A Secretaria da Mulher informou que continuará prestando atendimento integral, aconselhamento e apoio psicossocial a María Felicia Jiménez, esposa do ex-diretor da Petróleos Mexicanos, Víctor Rodríguez Padilla. O apoio será mantido caso ela o solicite, no âmbito do processo judicial que enfrenta por alegada violência familiar.

Em comunicado, a agência esclareceu que qualquer apoio será concedido com total respeito à vontade, autonomia e dignidade do Dr. Reiterou também o seu compromisso de ajudar as mulheres que vivenciam situações de violência através de mecanismos de proteção especializados.

Decisão de não comparecer à audiência

A declaração ocorreu depois que María Felicia Jiménez informou que não compareceria à audiência marcada para ratificar o indulto concedido ao seu marido. Argumentou que enfrenta um forte cerco mediático e procura proteger a sua privacidade e a dos seus filhos, especialmente a do seu filho menor.

As autoridades mantêm aberta a possibilidade de a vítima aceder aos serviços quando considerarem necessário. O caso chamou a atenção do público devido aos vínculos de poder dos envolvidos, embora a Secretaria garanta que suas ações se baseiam em critérios técnicos e de direitos humanos.

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Ulises Lara deixa a FGR; alega razões pessoais

Porta-voz da FGR deixou o cargo seis meses depois de assumi-la. Fontes apontam para motivos pessoais.

Mudanças no FGR

Ulises Lara López deixou a titularidade da Procuradoria Especial de Investigação de Assuntos Relevantes e a porta-voz da Procuradoria-Geral da República (FGR). Isso foi relatado por fontes federais. Sua saída ocorreu apenas seis meses após a posse.

Segundo as fontes consultadas, a separação ocorreu por motivos pessoais. As causas específicas não foram detalhadas.

Lara López foi nomeada em janeiro de 2026 pela procuradora-geral Ernestina Godoy Ramos. Chefiou a área de Assuntos Relevantes e atuou como porta-voz da instituição. Anteriormente, colaborou com Godoy Ramos na Procuradoria Geral da Cidade do México, onde ocupou diversos cargos. Após a nomeação, agradeceu a confiança e garantiu que continuará trabalhando pela justiça.

Durante a gestão do ex-procurador Alejandro Gertz Manero, Lara López integrou a estrutura da FGR como delegada estadual em Morelos. A partir daí participou de tarefas relacionadas às investigações federais.

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