Eles assassinam um ex-procurador-adjunto que denunciou falhas no BCS

Um ex-procurador-adjunto que relatou omissões nas investigações foi morto a tiros em La Paz, apesar de ter relatado ameaças desde o ano passado.

Outro funcionário que falou, outro que permanece em silêncio

Bernardo Soriano Castro, ex-promotor adjunto para Crimes de Alto Impacto na Baja California Sur, foi morto a tiros nesta quarta-feira em La Paz. Ele dirigia pelo complexo residencial Hispania quando indivíduos armados o atacaram. Fontes do gabinete de segurança do Estado confirmaram o óbvio: ele está morto.

Agora eles estão lançando uma operação. Como sempre, mais tarde. Um forte dispositivo de segurança cerca a parte sul da cidade. Claro, não há detalhes sobre os agressores ou o motivo. O roteiro é previsível.

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Uma demissão oportuna e um silêncio definitivo

O curioso – ou melhor, o que é cinicamente esperado – é o momento. Soriano não era um burocrata qualquer e quieto.

Desde o ano passado ele denunciava ter sido vítima de ameaças de grupos criminosos.

E ainda na semana passada teve um confronto público com o procurador-geral, Antonio López Rodríguez. Ele acusou, nas redes e na mídia, omissões e deficiências nas investigações, principalmente nos casos de cobrança de piso.

A resposta institucional foi rápida… para tirá-lo de lá. Demitiram-no do cargo de diretor do Centro Interdisciplinar de Ciências Criminais da PGJE. O promotor disse que houve “perda de confiança” e negou as acusações.

Agora a resposta é uma operação e silêncio sobre quem ordenou a sua eliminação. Soriano deixou de ser um problema administrativo e virou mais uma manchete trágica.

Este assassinato não é um incidente isolado. É o sintoma terminal de um sistema onde reportar falhas parece ser mais arriscado do que cometer crimes. A Baja California Sur mostra, mais uma vez, o tipo de “segurança” que realmente existe para aqueles que deveriam fazer justiça.

Morena acusa oposição de negociar unidade para migrantes falecidos

Ariadna Montiel pede que os interesses nacionais tenham precedência sobre as diferenças partidárias.

Morena exige unidade diante da morte de compatriotas

A presidente nacional do Morena, Ariadna Montiel Reyes, acusou os partidos da oposição de “negociar” a unidade do México diante dos casos de 17 compatriotas que morreram sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).

Durante uma conferência de imprensa, o líder morenoista destacou que o apelo para cerrar fileiras para exigir respostas do governo dos EUA deve estar acima das diferenças partidárias e ideológicas. Considerou que se trata da defesa dos direitos dos mexicanos no exterior.

Montiel Reyes afirmou que a posição da oposição reflete a falta de compromisso com o país. Ele descreveu como “mesquinho” que alguns líderes não apoiem totalmente o apelo à unidade feito pela Presidente Claudia Sheinbaum para resolver casos de alegados abusos contra migrantes mexicanos.

O dirigente do Morena sustentou que a protecção dos concidadãos deve ser uma questão prioritária para todas as forças políticas. Ele apelou à colocação dos interesses nacionais acima das disputas partidárias.

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Secretaria da Mulher mantém apoio à esposa do ex-diretor da Pemex

Governo oferece atendimento integral à esposa do ex-diretor da Pemex que está sendo julgada por violência.

Apoio permanente da Secretaria da Mulher

A Secretaria da Mulher informou que continuará prestando atendimento integral, aconselhamento e apoio psicossocial a María Felicia Jiménez, esposa do ex-diretor da Petróleos Mexicanos, Víctor Rodríguez Padilla. O apoio será mantido caso ela o solicite, no âmbito do processo judicial que enfrenta por alegada violência familiar.

Em comunicado, a agência esclareceu que qualquer apoio será concedido com total respeito à vontade, autonomia e dignidade do Dr. Reiterou também o seu compromisso de ajudar as mulheres que vivenciam situações de violência através de mecanismos de proteção especializados.

Decisão de não comparecer à audiência

A declaração ocorreu depois que María Felicia Jiménez informou que não compareceria à audiência marcada para ratificar o indulto concedido ao seu marido. Argumentou que enfrenta um forte cerco mediático e procura proteger a sua privacidade e a dos seus filhos, especialmente a do seu filho menor.

As autoridades mantêm aberta a possibilidade de a vítima aceder aos serviços quando considerarem necessário. O caso chamou a atenção do público devido aos vínculos de poder dos envolvidos, embora a Secretaria garanta que suas ações se baseiam em critérios técnicos e de direitos humanos.

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Ulises Lara deixa a FGR; alega razões pessoais

Porta-voz da FGR deixou o cargo seis meses depois de assumi-la. Fontes apontam para motivos pessoais.

Mudanças no FGR

Ulises Lara López deixou a titularidade da Procuradoria Especial de Investigação de Assuntos Relevantes e a porta-voz da Procuradoria-Geral da República (FGR). Isso foi relatado por fontes federais. Sua saída ocorreu apenas seis meses após a posse.

Segundo as fontes consultadas, a separação ocorreu por motivos pessoais. As causas específicas não foram detalhadas.

Lara López foi nomeada em janeiro de 2026 pela procuradora-geral Ernestina Godoy Ramos. Chefiou a área de Assuntos Relevantes e atuou como porta-voz da instituição. Anteriormente, colaborou com Godoy Ramos na Procuradoria Geral da Cidade do México, onde ocupou diversos cargos. Após a nomeação, agradeceu a confiança e garantiu que continuará trabalhando pela justiça.

Durante a gestão do ex-procurador Alejandro Gertz Manero, Lara López integrou a estrutura da FGR como delegada estadual em Morelos. A partir daí participou de tarefas relacionadas às investigações federais.

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